segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Como plantar: Graviola

Com demanda de mercado crescente e possibilidade de cultivo em várias regiões do país, a fruteira vai bem até em pomares caseiros


por João Mathias
Consultores Marco Antonio Tecchio e José Emílio Bettiol Neto*




Apesar de estar aqui há muito tempo e ser popular nas regiões norte e nordeste do país, somente nos últimos anos tornou-se mais conhecida entre os brasileiros dos estados do Centro-Sul. Da família da Annonaceae, a mesma da fruta-do-conde, da cherimoia, da biribá, entre outras, a graviola (Annona muricata L.) foi trazida para cá pelos colonizadores portugueses no século XIV, embora deva ser dado aos exploradores espanhóis o crédito pela disseminação da planta pelas áreas tropicais do planeta.

Sua origem, no entanto, é a América Central e os vales peruanos, com destaque para a produção da Venezuela, a maior entre os países da América do Sul. Por aqui, Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Pará sobressaem no cultivo tradicional, tendo o oeste do estado de São Paulo como uma área que vem ganhando mais espaço no plantio da gravioleira na última década.

Fruta aromática, com polpa branca, de sabor suave e levemente ácido, a graviola pode ser consumida naturalmente, mas é muito usada para a fabricação de doces, sucos, sorvetes e geleias. Rica em vitamina A, C e do complexo B, também contém cálcio, ferro, magnésio, potássio e fósforo. Diurética, a graviola ainda é dotada de propriedades que evitam espasmos, disenterias e problemas de nevralgia.

O fruto pode chegar a dez quilos, como a variedade morada, que apresenta rendimento de 40 quilos de polpa por ano no auge da produção – aos seis anos de idade. Crioula, lisa e blanca são outras opções com bom desenvolvimento. Sítios e chácaras são locais onde a planta pode ser cultivada, como também em pomares caseiros.

Entre as principais pragas que atacam a gravioleira destacam-se a broca-do-fruto, a broca-do-tronco e a broca-da-semente. A antracnose é a doença fúngica que mais afeta a planta. Quando a fruteira estiver infectada por insetos ou doenças, o mais indicado é consultar um profissional habilitado para obter as orientações de controle necessárias.



*Marco Antonio Tecchio e José Emílio Bettiol Neto são pesquisadores do IAC-APTA – Centro de Fruticultura do Instituto Agronômico, Av. Luiz Pereira dos Santos, 1.500, Corrupira, CEP 13214-820, Jundiaí, SP, tel. (11) 4582-7284,tecchio@iac.sp.gov.br, bettiolneto@iac.sp.gov.br

Onde comprar: Núcleo de Produção de Mudas de Itaberá (Cati), Rod. SP-249, km 109, Bairro Mestre Pedro, Caixa Postal 49, CEP 18440-000, Itaberá, SP, tel. (15) 3562-1642, npmitabera@ig.com.br

Mais informações: http://www.seagri.ba.gov.br/Graviola.htm; http://www.ceplac.gov.br/radar/graviola.htm;http://www.ebah.com.br/cultura-da-graviola-pdf-a55616.html; e http://www.seagri.ba.gov.br/revista/rev_1199/graviola.htm


RAIO X

SOLO: com textura leve, profundo, bem drenado e arejado

CLIMA: temperaturas entre 21 ºC e 30 ºC

ÁREA MÍNIMA: pode ser plantada em pomares caseiros

COLHEITA: 12 meses após a enxertia ou de cinco a seis meses depois da abertura floral

CUSTO: R$ 2 para mudas de pé-franco, obtidas de sementes, e R$ 5 para mudas enxertada


MÃOS À OBRA

INÍCIO: Mudas enxertadas de gravioleira dão um pomar mais homogêneo. Procure por um viveirista com referência, para assegurar a qualidade da planta. O melhor pegamento das mudas ocorre nos meses com maior incidência de chuva, o que ainda contribui para reduzir custos, tendo em vista a menor necessidade de irrigação.

AMBIENTE: Regiões tropicais e subtropicais, com temperaturas entre 21 e 30 graus célsius (oC) são adequadas para o bom desenvolvimento da gravioleira. A planta não tolera locais frios, mudanças bruscas de clima e muito menos geadas.

PLANTIO: Embora aceite qualquer tipo de solo, devido a seu sistema radicular desenvolvido, a planta prefere os de textura leve, profundos, bem drenados e arejados. Os melhores resultados no cultivo da graviola são obtidos em solos com elevados teores de materia orgânica e acidez corrigida.

ESPAÇAMENTO: Recomendam-se espaçamentos de 4 x 4 metros a 8 x 8 metros, o que depende de uma série de fatores, como solo, nível de tecnologia aplicada (mecanização, condução da planta, poda, por exemplo), topografia, condições climáticas, entre outros. Em geral, o tamanho das covas é de 60 x 60 x 60 centímetros. Elas devem ser feitas, no mínimo, 30 dias antes do plantio das mudas.

CONSÓRCIO: Até a produção plena, pode-se levar de quatro a cinco anos. Nesse período, no entanto, é possível cultivar outras plantas, em sistema intercalado, para garantir alguma renda na área. Algumas sugestões são hortaliças, feijão e frutas como maracujá, mamão e abacaxi.

PRODUÇÃO: Após 12 meses da enxertia, pode ser iniciada a florescência da gravioleira. Porém, a recomendação é que sejam eliminados os primeiros frutos, com o objetivo de preservar o vigor da muda por mais tempo. As graviolas podem ser colhidas manualmente, mas com cuidado. Se destacadas da planta ainda verdes, as frutas ficam ácidas e amargas. Quando muito maduras, podem ter sido bicadas por aves ou atacadas por insetos, além de ficarem mais vulneráveis a danos no manuseio e transporte. Uma dica é apanhar as graviolas na fase em que a cor da casca passa do verde-escuro para o verde-claro e as espículas (saliências da casca) quebram facilmente.



Fonte:

http://globoruralbrasil.blogspot.com/2011/02/como-plantar-frutas-graviola.html







Também conhecida como fruta do conde, a graviola é uma fruta aromática, que tem sua polpa esbranquiçada com um sabor suave porém um pouco ácido, mas que não impede de ser consumido naturalmente ou então produção de sucos, geléias, doces etc.

A graviola também é famosa por ser uma fruta rica em vitamina A, C e do complexo B e por conter quantidades significativas de cálcio, magnésio, ferro, potássio e fósforo, ainda contem propriedades diurética e é indicada na prevenção de propriedades que espasmos, disenterias e problemas de nevralgia.
Você que pretende plantar graviola, aí vão algumas dicas que irão lhe ajudar na hora do plantio.

Os cuidados na hora de escolher o solo para o plantio é de extrema importância para o bom desenvolvimento de qualquer espécie de planta, porém a graviola prefere o solo com textura aparentemente leve e bem drenado, não se esqueça de adquirir mudas de viveiros de confiança para obter um melhor desempenho na sua produção.

Prefira regiões onde o clima seja tropical e subtropical com temperaturas entre 21 e 30 graus, pois ela não resiste a temperaturas frias e geadas.

O espaçamento recomendado é de 4 x 4 metros a 8 x 8 metros, o que pode variar da qualidade do solo escolhido, nivel da mecanização como condução da planta e poda, a topografia, clima, etc. As covas devem ter aproximadamente o tamanho de 60 x 60 x 60 centímetros e devem ser abertas pelo menos 30 dias antes do efetivo plantio da muda da graviola.

Prefira fazer o plantio das mudas em época de chuvas para diminuir os gastos com irrigação.

A gravioleira pode levar de 4 a 5 anos para começar a produzir. Suas frutas podem ser colhidas manualmente, cuidadosamente. Se retiradas ainda verdes ficam ácidas e amargas e quando muito maduras, ficam vulneráveis a danos e também ao transporte. Para um melhor resultado deve-se colher a graviola quando a cor da casca passa do verde-escuro para o verde-claro e as saliências da casca quebram – se facilmente.

Fonte: http://maisagronegocio.com/580/como-plantar-graviola/

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