domingo, 28 de agosto de 2011

O problema do lixo no Brasil e no mundo

As estatísticas atuais apresentam o lixo como um dos maiores problemas da sociedade e das cidades modernas. A questão tem início nos hábitos e no modo de vida da população.


O lixo ainda não possui gerenciamento adequado e com isso aparecem inúmeras consequências ambientais, sociais e graves problemas de saúde pública. O impacto ambiental resultado do mau gerenciamento do lixo traduz-se na contaminação de solos, subsolos e cursos d’água; enchentes e erosões; grandes desgastes para a flora e a fauna; e na poluição.



DADOS MUNDIAIS SOBRE O LIXO:

A produção de resíduos sólidos no mundo chega a 2 milhões de toneladas por dia, 730 milhões de toneladas ao ano.

Ano após ano, a quantidade de resíduos e produtos que se tornam lixo aumenta. Apenas o Japão e a Alemanha diminuem a relação lixo por habitante (Daminelli, 1993).

Estados Unidos geram 230 milhões de toneladas ao ano. Nova York gera 14 mil toneladas diárias, 5.110.000 toneladas ao ano; somados ao Canadá e países ocidentais da Europa, atinge-se 56% do total mundial. A América Latina produz 100 milhões de toneladas ao ano, 13% do total mundial.

Nos países do hemisfério norte (mais ricos), a média é a produção de 1,9 Kg por pessoa; em alguns países o número chega a 2,0 Kg ou mais.

Nos países do hemisfério sul (mais pobres), os números variam de 1,0 Kg por pessoa e podem chegar a 0,3 Kg por dia ou menos.

A condição sócioeconômica é diretamente ligada à produção dos resíduos.

DADOS BRASILEIROS

O Brasil gera cerca de 150.000 toneladas diárias de resíduos (Grimberg, 2005);

Cada indivíduo produz 1,0 Kg de lixo diariamente.

A cidade de São Paulo gera entre 12.000 e 14.000 toneladas diárias de resíduos.

As 13 maiores cidades são responsáveis por 31,9% de todo o lixo urbano brasileiro. O número de crianças nos aterros chega a 45 mil.

A estimativa é de que existam entre 200 mil a 800 mil catadores trabalhando em depósitos a céu aberto ou nas ruas.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do IBGE, 2000: 125.281 mil toneladas de resíduos são coletadas diariamente, onde 30,5% vão para lixões, 22,3% para aterros controlados e 47,1% vão para aterros sanitários (ampliando em 40% o volume de 1995).

Portanto, no mínimo 52,8% dos resíduos são depositados de forma inadequada uma vez que aterros controlados não são a forma mais segura de depósito final e sua fragilidade expõe facilmente os mesmos problemas dos lixões.

A maior parte dos municípios (3.502), 63,6% destinam os resíduos para lixões.

Os aterros e lixões recebem juntamente os resíduos de diferentes origens: residenciais, hospitalares, industriais e de construção civil. Do total, 2.569 cidades vazam o lixo hospitalar no mesmo aterro dos resíduos urbanos.

Os resíduos perigosos industriais chegam a 2,7 milhões de toneladas ao ano (ABETRE). A maior parte do sul e do sudeste. Apenas 20% têm destinação correta em aterros sanitários e incineração.

Os resíduos dos veículos automotores são responsáveis por 85% da poluição atmosférica.

Do total, 15% dos domicílios brasileiros não têm coleta; portanto, 20 mil toneladas diárias aproximadamente são dispersados nas ruas, galerias, cursos d´água (Novaes, 2005).

As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba em pouco tempo não terão como receber mais os resíduos em seus aterros

Os resíduos orgânicos representam 69% do total descartado no país. São 14 milhões de toneladas de sobras de alimentos segundo o Ministério da Agricultura, por procedimentos inadequados durante a produção, industrialização, armazenagem, transporte e distribuição. Poderiam ser alimentados com as sobras desperdiçadas, 19 milhões de pessoas, diariamente.

DESTINAÇÃO FINAL DOS RESÍDUOS

LIXÃO

Área onde se localiza o depósito, originado pela simples descarga de resíduos sobre o solo sem que se leve em conta os cuidados com o meio ambiente ou saúde pública.

Vazadouros a céu aberto e sem nenhuma medida de controle, os lixões são o destino mais comum dos resíduos brasileiros e acarretam desta forma muitas consequências ambientais e de saúde pública:

Escoamento de líquidos formados como o chorume (líquido de cor preta, mau cheiroso e de elevado potencial poluidor produzido pela decomposição da matéria orgânica contida no lixo), que percolados podem contaminar o solo, as águas superficiais e subterrâneas.

O espalhamento de lixo, como papéis e plásticos, pela redondeza, por ação do vento; proliferação de vetores de doenças (moscas, mosquitos, baratas, ratos etc.), geração de maus odores; disposição de dejetos originados dos serviços de saúde e das indústrias; criação de porcos e a existência de catadores (que, muitas vezes, residem no próprio local).

ATERRO CONTROLADO

Técnica que utiliza o método de compor uma camada de material inerte sobre os resíduos sólidos depositados no solo.

De menor impacto, oferece menores riscos à saúde pública.

Pode comprometer as águas subterrâneas e o solo. Na maioria das vezes, não tem tratamento para o chorume ou para o gás.

ATERRO SANITÁRIO

Processo fundamentado em técnicas de engenharia e em normas técnicas que permite o aterramento, com solo, dos resíduos sólidos de forma adequada. A técnica conta com a impermeabilização do solo, com argila e lona plástica para evitar infiltração dos líquidos percolados, no solo. Os líquidos percolados são captados (drenados) através de tubulações e escoados para lagoa de tratamento. Para evitar o excesso de águas de chuva, são colocados tubos ao redor do aterro. Os gases liberados são captados e queimados ou ainda utilizados como fonte de energia (aterros energéticos).



INCINERAÇÃO

Processo de decomposição térmica, onde há redução de volume, superior a 90% e de peso, superior a 75%.

Na falta de espaço, uma opção é incinerar os resíduos, diminuindo seu volume drasticamente, para então dispô-los em aterro.

Há a diminuição da periculosidade dos resíduos, com a eliminação da matéria orgânica.

Eficiente do ponto de vista sanitário, portanto as preocupações se voltam para os resultantes poluidores do ar e pela utilização de fornos de custo alto.

Atualmente, o tratamento de gases vem se sofisticando, perseguindo a meta de emissão zero.

No Japão há cerca de 100 modelos diferentes de incineradores, que variam conforme as finalidades e quantidades – as comunidades próximas às instalações costumam participar ativamente das decisões sobre a sua implantação e operação.



COMPOSTAGEM

Processo que permite a deposição de resíduos orgânicos domésticos, como adubo de plantações. Retira o material orgânico do volume produzido de resíduos e melhora a qualidade dos solos para as culturas. A técnica abrange todos os diferentes tipos de matéria orgânica.




BIOGÁS

Ao se decompor, a matéria orgânica presente no lixo gera o biogás, que é constituído basicamente por metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2). O metano, combustível nobre obtido após um processo de separação das demais substâncias, pode ser empregado para movimentar motores automotivos ou geradores de energia elétrica

O biogás produzido pelo aterro campineiro tem sido desperdiçado. é queimado em “poços de monitoramento”, como medida de segurança. A queima pura e simples do combustível, como vem sendo feita atualmente, contribui para o aumento da poluição atmosférica e, consequentemente, para a ampliação do efeito estufa, fenômeno responsável pelo aquecimento gradual do planeta.

Processo fundamentado em técnicas de engenharia e em normas técnicas que permite o aterramento, com solo, dos resíduos sólidos de forma adequada. A técnica conta com a impermeabilização do solo, com argila e lona plástica para evitar infiltração dos líquidos percolados, no solo. Os líquidos percolados são captados (drenados) através de tubulações e escoados para lagoa de tratamento. Para evitar o excesso de águas de chuva, são colocados tubos ao redor do aterro. Os gases liberados são captados e queimados ou ainda utilizados como fonte de energia (aterros energéticos).




 
Fontes: http://www.amon.com.br/pesquisa/reciclagem/lixo2.html





Um comentário:

  1. quando isso vai acabar o lixo esta crescendo de geometricamente..nossos "políticos" so querem saber de dar golpes na população e esquecem que esse problema prejudicará não so os cidadãos mas,também seus proprios familiares.bom ja que não fazem nada pela população então pelo menos pela suas familias pô..tudo poderia ser tão facíl...infelizmente não é assim que a coisa funciona..pra traz brasil um dia vc chega lá..

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