segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Casa eficiente



















Visita técnica a Casa Eficiente - Eletrosul

Steve Jobs deixa legado também no mundo da sustentabilidade


por Redação EcoD
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Na noite desta quarta-feira, 5 de outubro, o mundo se comoveu com a notícia da morte do fundador da Apple, Steve Jobs. Dono de uma personalidade marcante e revolucionária, Jobs mudou a forma de consumir produtos eletrônicos e deixou uma legião de fãs inconsoláveis. Seus produtos se tornaram objetos de desejo e estimularam o consumismo, mas também mostraram como as tecnologias podem ser eficientes e estimular causas nobres.
Em 2006, um estudo divulgado pela ONG Greenpeace alertou que os laptops da companhia continham substâncias tóxicas perigosas à saúde. O que se viu depois disso foi uma série de melhorias nos equipamentos da Apple em busca de reduzir os danos à saúde dos consumidores e do planeta.
Em 2007, Steve Jobs chegou a escrever uma carta aberta ao público em que admitia as falhas da empresa nessa área e determinava a remoção de materiais químicos perigosos dos seus produtos. Três anos depois, um novo dado da ONG apontou que os produtos da empresa de Steve Jobs foram considerados “livres de substâncias danosas”.
Dos 2.6 pontos (dentre 10 possíveis) obtidos no primeiro relatório, a nota da Apple já subiu para 4.9 – o que ainda não é bom, destaca o Greenpeace. Apesar de elogiar a atuação da empresa no que diz respeito à redução do uso de substâncias tóxicas, a ONG alerta que a empresa ainda precisa se posicionar publicamente quanto à tentativa de proibição de alguns materiais químicos em alguns países e quais os seus planos com relação a isso.
MacBook Pro e iPad
Uma das maiores ferramentas da Apple na luta por se tornar uma empresa mais sustentável é o MacBook Pro. Lançado em 2008, o laptop de Steve Jobs é comercializado com o slogan de “o mais ecológico da história”. Altamente eficiente, a máquina consome apenas um terço da energia de uma lâmpada quando ligado. Além disso, não possui mercúrio, PVC nem arsênico na sua composição e é manufaturado em monobloco, o que facilita que as peças do computador sejam reutilizadas quando o equipamento for descartado.
O último lançamento de Jobs, o iPad, também é livre de uma série de produtos tóxicos, como arsênico, poluente BRF, mercúrio e PVC, possui alumínio e vidro na sua composição, o que o torna potencialmente reciclável, e possui alta eficiência energética – a bateria do produto pode aguentar dez horas de vídeo e até um mês em stand-by (tempo realmente surpreendente).
Aplicativos e leitura digital
Com a popularização dos aparelhos vendidos por Jobs, aumentou também o número de leitores de e-book, ou livros digitais. Com o iPad, ficou mais fácil e confortável ler livros, jornais, revistas e documentos sem precisar usar uma única folha de papel.
Além dos livros, na loja virtual da Apple é possível encontrar milhares de aplicativos que podem ser usados em iPads, iPhones e iPods – muitos dos quais trazem a sustentabilidade como tema principal.
Assim, seja para descobrir se aquele produto no supermercado é produzido de forma responsável, para se atualizar das novidades do mundo da sustentabilidade ou apenas para se divertir enquanto joga um game que alerta para os danos causados pela produção de gadgets ao redor mundo, os aplicativos do iTunes já se tornaram uma ferramenta a favor da conscientização dos consumidores.
Emoções e experiências
Para muitos, mais que um simples empresário ou criador, Jobs ficará marcado como um homem que compreendeu que para conectar pessoas a qualquer coisa é preciso mexer com as emoções e experiências. Para o comediante britânico Stephen John Fry, Jobs compreendia que, como seres humanos, nossa primeira relação com qualquer coisa é a emocional.
Essa sensibilidade deveria ser incorporada a outras iniciativas, como as que lutam por causas nobres, opina o fotógrafo e escritor nova-iorquino, Matthew McDermott. “Em primeiro lugar somos seres emocionais. Mas ainda assim, quando falamos sobre clima, energia, biodiversidade, muitas vezes tentamos apelar para a razão, para o intelectual. Isso não funciona”, defendeu em um artigo publicado no site Treehugger.
“Cultivar o amor, a compaixão, todo vínculo emocional importante que Jobs aplicava tão bem no campo da tecnologia. Aplicar isso ao ambientalismo, seja em escala global ou local, aos sinais exteriores de uma baixa emissão de carbono, ao eco-friendly, e à sustentabilidade ecológica e social vai aparecer naturalmente”, concluiu.
* Publicado originalmente no site EcoD.
(EcoD)
http://envolverde.com.br/ambiente/sustentabilidade-ambiente/steve-jobs-deixa-legado-tambem-no-mundo-da-sustentabilidade/

Imazon: Legislação para proteger florestas não é exclusividade brasileira

por Redação Amazonia.org.br

 

Pesquisadores do Imazon e do ProForest, ligado à Universidade de Oxford, concluíram que o Código Florestal não é uma jabuticaba, como afirmou a senadora Kátia Abreu (PSB-TO) em referência a fruta nativa da Mata Atlântica, exclusivamente brasileira. Esta afirmação tem sido usada para apoiar as mudanças que flexibilizam o Código Florestal.
Foram selecionados 11 países para análise, e com exceção da Indonésia, onde até o ano passado as florestas públicas eram designadas como áreas de conversão para a agricultura, todos os países da lista registram manutenção ou aumento da cobertura vegetal entre 1950 e 2010, o que significa que houve esforços e investimentos para frear as derrubadas e recompor as áreas desmatadas.
O estudo traz informações sobre o percentual de cobertura florestal na Alemanha, China, nos Estados Unidos, na França, Holanda, Índia, Indonésia, no Japão, na Polônia, no Reino Unido e na Suécia. Quase todos os países passam por um processo de desmatamento, muitas vezes seguido por reflorestamento, à medida que eles se desenvolvem.
Reino Unido, Holanda e China já tinham perdido uma proporção muito elevada de suas florestas no início do Século 20 e tiveram que embarcar em amplos programas de reflorestamento. França, Alemanha e Japão foram muito mais bem-sucedidos na manutenção de suas coberturas florestais. Estes países têm, normalmente, uma cobertura florestal total superior, equivalente a um a dois terços da área de floresta original, e também uma maior proporção de florestas naturais ou seminaturais.
Na análise do quadro legislativo sobre conversão de floresta, o estudo conclui que “há uma abordagem geral contra o desmatamento em terras privadas. Isto significa que qualquer conversão em terras particulares tem de ser justificada e aprovada, e isto normalmente só ocorre para áreas muito reduzidas (por exemplo, até quatro hectares na França) ou em circunstâncias excepcionais de grande interesse público”.
De forma geral há uma suposição geral “na maioria dos países analisados, incluindo tanto países desenvolvidos quanto economias emergentes, de que as áreas florestais devem ser mantidas e o quadro legal e de governança foi concebido para apoiar essa manutenção”.
O Brasil, que tem 56% do território com florestas – nativas ou plantadas –, caminha na contramão, na medida em que propõe medidas para reduzir a proteção de suas florestas. Os pesquisadores escrevem que, “além de desmistificar a exclusividade do ‘protecionismo’ nacional no tema florestal, o estudo também cumpre o relevante serviço de demonstrar que, desde o século passado, é o fim do desmatamento – e não a terra arrasada – que virou sinal de desenvolvimento”.
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Código Florestal
Em discussão no Senado, o texto que altera o Código Florestal pode flexibilizar as normas ambientais e colocar em risco compromissos internacionais assumidos pelo país, como a redução de emissões de gases de efeito estufa em até 38,9% até 2020.
O relator do projeto de reforma do Código Florestal nas comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), espera que o texto esteja pronto para votação em plenário até meados de novembro.
Além das comissões de Ciência e Tecnologia e Agricultura, a matéria, antes de ir a plenário, também será votada na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde é relatada pelo senador Jorge Viana (PT-AC).
Leia o estudo na íntegra
Com informações da Agência Brasil
* Publicado originalmente no site Amazônia.org.br.
(Amazonia.org.br)
http://envolverde.com.br/ambiente/codigo-florestal/imazon-legislacao-para-proteger-florestas-nao-e-exclusividade-brasileira/

Nova Zelândia anuncia pior catástrofe ecológica marítima do país

Por Celina Nascentes– 11 de outubro de 2011

Publicado em: Ambiental, Eventos, Notícias, Pegada Ecológica

Vazamento de petróleo em cargueiro liberiano ameaça recife Astrolabe

Grupo limpa praia atingida por derramento de petróleo na Nova Zelândia Foto : EFE


As autoridades da Nova Zelândia classificaram o vazamento de petróleo do cargueiro Rena como o maior desastre ambiental marítimo que o país sofreu depois que o navio perdeu novamente nesta terça-feira (11) uma “grande” quantidade de combustível.

O acidente na baía turística da Nova Zelândia, que ameaça vazar toneladas de petróleo, é a “pior catástrofe ecológica marítima” da história do país, declarou o ministro neozelandês do Meio Ambiente, Nick Smith. De acordo com o ministro, a quantidade de combustível que foi derramada nas últimas 24h é cinco vezes superior a quantia que vazou no início do acidente.

“Os acontecimentos trágicos que estamos assistindo eram inevitáveis depois que o ‘Rena’ encalhou”, disse o ministro. Entre 130 e 350 toneladas de óleo já vazaram do “Rena”. O casco do navio ameaça romper e liberar 1.700 toneladas de combustível no arrecife Astrolabe, famoso pela rica fauna e flora, a 22 km da cidade de Tauranga (ilha do Norte).

Até a segunda-feira 20 das 1.700 toneladas de combustível da embarcação haviam vazado após o naufrágio no recife de Astrolabe, a 12 quilômetros da cidade portuária de Tauranga, na Ilha do Norte.

Smith enfatizou que “a situação vai piorar nos próximos dias”, segundo declarações divulgadas pela cadeia “TVNZ”.

As autoridades também retiraram nesta terça-feira os 24 tripulantes que estavam no navio após o pedido de socorro diante da piora das condições meteorológicas. Ondas de até quatro metros sacodem o navio com ventos de 37 a 47 km/h, informou a MNZ.

A maré negra se dirige à praia de Mt. Maunganui – onde na segunda-feira foram detectadas as primeiras bolsas de petróleo da mesma forma que na Ilha Matakana – assim como ao porto de Tauranga, na Ilha do Norte.

O coordenador de resposta ambiental, Nick Quinn, advertiu sobre a piora da situação com a chegada de grandes quantidades de combustível ao litoral do país.

Em Mt. Maunganui centenas de pessoas limpam as bolsas de petróleo. O barco que era utilizado para extrair o combustível do cargueiro teve de retornar a terra à noite após sofrer danos.

O ministro dos Transportes, Stephen Joyce, reiterou o compromisso do Governo com a limpeza das praias cujo custo, que aumentou em milhões de dólares, será cobrado dos donos do cargueiro.

No início de julho, as autoridades da China detectaram 18 falhas no cargueiro de bandeira liberiana, que tem de 236 metros de comprimento e 21 anos, e determinou a reparação urgente.

Nesse mês, as autoridades australianas detectaram 17 problemas, mas outra inspeção na Nova Zelândia em setembro só achou um problema relacionado à implementação do sistema internacional de gestão de segurança, informou a rede “TVNZ”.

O secretário-geral do Sindicato Marítimo neozelandês, Joe Fleetwood, disse na segunda-feira que a MNZ havia detectado várias deficiências no Rena, entre elas problemas na manutenção e propulsão do motor principal.

Fonte : da EFE e da AFP_ Ultimo Segundo _IG
http://ambientalsustentavel.org/2011/nova-zelandia-anuncia-pior-catastrofe-ecologica-maritima-do-pais/

Que valores devem ser adotados para que a humanidade se desenvolva de modo sustentável?

Na verdade, sabemos essa resposta. Sabemos também que os homens não mudam de comportamento agora, porquê os valores em que acreditam não batem com os valores que deveriam ser parte de todo ser humano. Afinal o que são valores? Podem ser definidos como critérios segundo os quais, valorizamos ou desvalorizamos algo, e justificam nossas ações. Exemplos, solidariedade, justiça, amor. Para algumas pessoas, os valores podem ser as aquisições, o status social... e por aí vai. As pessoas não acreditam no amor e no respeito, e ao contrário, acham graça de quem incorpora posturas mais amorosas e respeitosas nas suas vidas. Se uma pessoa não consegue respeitar seu vizinho, porquê não valoriza o respeito ao próximo, o que dirá respeitar o rio da cidade? Ou o animal? O problema ambiental atual tem sua raiz nos valores da sociedade.

Para salvarmos o nosso planeta da degradação (e salvar a nós mesmos), é necessária uma mudança de consciência, na verdade, uma elevação de nossa consciência. O ambiente externo apenas reflete o que vai no interior das pessoas. A confusão, a violência, a poluição, são reflexos das posturas, reações e mentes agitadas de hoje. Não é possível ter belos parques, áreas verdes, consumo consciente, se as pessoas acham que não tem limites, que podem usufruir de todos os bens existentes, enquanto outros não tem nada. E não bastará apenas alguns mudarem de atitude. É preciso que todos mudem. É um problema complexo, pois exige de todos muita disciplina e autoconhecimento, e nem todos estão dispostos a enfrentar uma batalha psicológica consigo mesmos agora.

É clara a conexão entre nossa consciência como seres humanos e o meio à nossa volta, e é nisso que devemos trabalhar. É a nossa consciência que determina nossos valores, que determina o que é importante para nós. E são os nossos valores que determinam nossas atitudes.

Há quatro valores que são considerados vitais para que o desenvolvimento sustentável seja gradualmente estabelecido, segundo a Universidade Espiritual Brahma Kumaris (http://www.bkwsu.org/brazil):

1)Viver de maneira simples (por exemplo, o consumo consciente)
2)Respeito (precisa explicar?)
3)Não-violência (não só em relação aos animais e meio ambiente, mas entre as pessoas)
4)Mudar velhos hábitos e padrões (por exemplo, separar o lixo, parar de usar sacolas plásticas, diminuir o uso do carro, etc)

Sem adotar estes valores, é impossível que a humanidade consiga reverter os danos já causados ao nosso planeta e a ela mesma. Entao, pense. O que você realmente valoriza? Com os seus valores, é possível construir um mundo melhor? Ou eles precisam ser “reciclados”?

Tijolo ecológico

Um método revolucionário, inteligente, rápido e principalmente econômico para construções em geral.
As diferenças são muitas, mas com certeza o tijolo ecológico trás inovações no processo de construção que justificam mais de 25 anos de pesquisas e muito trabalho.
Tijolo Modular Ecológico
Por que é chamado de ecológico?
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Em sua fabricação não é usada qualquer fonte de energia proveniente de degradação do ambiente.
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Solo, cimento e água, são as matérias-primas que compõem este tipo de tijolo, produzido através de prensagem, que dispensa a queima, com isso evitando o desmatamento e conseqüentemente a poluição do ar.

Lembre-se: para fabricação de 1.000 tijolos convencionais são usadas 5 árvores - fonte: Cidades e Soluções - Globo News.
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Uma das suas maiores caracteríscas é a economia na obra, pois podemos dizer que ele é relativamente mais leve do que os tijolos comuns, considerando-se a quantidade de material adquirido no levantamento e acabamento da obra.
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Se corretamente planejado o projeto, o sistema leva a uma economia de 30% a 50% no valor final da obra, ou seja:
  • A economia na aplicação direta do material é de até 18% em relação ao sistema construtivo convencional;
  • A economia gerada pela exclusão de desperdícios na obra é de até 15% em relação ao sistema convencional;
  • A economia gerada pela rapidez na execução da obra é de até 15% em relação ao sistema convencional.
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Algumas vantagens do tijolo ecológico:

Estabilidade Térmica

Possui a capacidade de manter o ambiente agradável em qualquer situação: fresco em dias quentes e quentes em dias frios.
Estabilidade Térmica do Tijolo Ecológico

Propriedade Acústica
Não importa o barulho que esteja em seu bairro, você continua tranqüilo em casa por conta dos furos do tijolo modular que formam câmaras acústicas protegendo o ambiente contra a poluição sonora.
Propriedade Acústica do Tijolo Ecológico

Economia no acabamento, na união do tijolo e no embutimento de colunas de sustentação
Como mostrado nas figuras abaixo podemos utilizar os próprios tijolos para a criação das colunas de sustentação da obra, com o embutimento das colunas economizamos consideravelmente na mão de obra de carpintaria e o uso de madeiras.
Acabamento do Tijolo Ecológico
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Também não é necessária a utilização de muito cimento na hora do assentamento, basta apenas um filete de cola solo-cimento ou simplesmente apenas cola branca (PVA).
Acabamento do Tijolo Ecológico 2

Rede Elétrica e Hidráulica
Além das câmaras acústicas, da estabilidade térmica e da economia no cimento utilizado na obra, os tijolos modulares ecológicos facilitam o embutimento de tubulações hidráulicas e elétricas das obras. Sendo assim não é necessário o método antigo de quebra de paredes para a instalação das mesmas pois sem dúvida essa técnica poderá comprometer a estrutura das paredes.
Rede Elétrica e Hidráulica no Tijolo Ecológico
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Tijolo Ecológico no programa Cidades & Soluções da Globo News.
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Reportagem da TV Rede Globo sobre o tema.

Queimada amazônica vista do espaço


foto : NASA
Uma foto publicada no observatório da Nasa, a Agência Espacial Americana, chama a atenção para incêndios nas margens do Rio Xingu, na Amazônia. Segundo a Nasa, o acidente ambiental é fruto de queimadas, para retirar a floresta nativa das margens do rio e transformá-la em áreas cultiváveis e pastos.
A foto foi tirada de uma estação espacial, e mostra um pedaço do rio com 63 quilômetros de extensão. É possível ver as praias de areia nas partes mais claras da foto, tirada na época de baixa do rio. E saindo da floresta, vemos a fumaça das queimadas.
(Margarida Telles)
19/10/2009 _ Há motivos para comemorar o céu claro na Amazônia ?
Entre os meses de agosto e setembro é temporada de queimadas na Amazônia. A fumaça dos incêndios causados pelos produtores para “limpar” o terreno para áreas de cultivo e de pastagem cobre os céus da região. De acordo com a pesquisa do cientista Omar Torres, da Universidade Hampton, nos Estados Unidos, as queimadas caíram drasticamente na Amazônia de 2007 para 2008, como mostram as imagens acima. Será que isso é uma boa notícia?
Torres e sua equipe usaram imagens do satélite Aura, da agência espacial americana, Nasa, para fazer as análises. Eles mediram a quantidade de material particulado no ar, resultado das queimadas. Ao sobrepor esses dados ao o que estava acontecendo na região em cada época, é possível perceber que o clima e o preço da soja ainda influenciam bastante no tamanho da área desvatada.
Em 2005, quando houve a maior concentração de material particulado no ar, a Amazônia enfrentou a pior seca em décadas, o que tornou a floresta altamente inflamável. A diminuição dos incêndios em 2006 seria uma consequência da queimada recorde em 2005 (não sobrou muito para queimar). Em 2007, com a alta do preço da soja e da carne no mercado internacional, as queimadas atingiram um novo pico (Leia a matéria de ÉPOCA). À queda do ano passado, os especialistas atribuem a diminuição do preço do commodities no mercado internacional e o aumento da fiscalização na região. Resta saber qual deste dois motivos terá uma influência maior nos próximos anos.
(Marcela Buscato)
O site da Nasa diz que nos últimos anos muito tem sido feito para proteger a região do Xingu.
_Você concorda?



_Deixe sua opinião no blog do planeta-MARGARIDA TELLES-
 RevistaÉPOCA e aqui
http://ambientalsustentavel.org/2011/queimada-amazonica-vista-do-espaco/

SC recicla 15% do volume total de plásticos reciclados no Brasil


O setor de reciclagem de plástico em Santa Catarina conta com 105 empresas em operação. As companhias reciclam aproximadamente 15 % do volume total reciclado no País. Os dados são do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Oeste de Santa Catarina (Sindioeste) e fazem parte de uma pesquisa que traça o perfil da indústria de reciclagem mecânica de plásticos do Estado.
Um dos pontos que preocupa os empresários é a capacidade ociosa das empresas. O presidente do Sindicato Alceu Lorenzon, aponta que a capacidade instalada total do segmento de reciclagem de plásticos foi de 189,1 mil toneladas em 2010, no entanto, o nível operacional foi de 67% no período. Do total de matéria-prima reciclada, só 40% é de Santa Catarina, o restante vem de outros estados.

Cinco mil empregos
O levantamento mostra que o faturamento anual das empresas do setor ultrapassa os R$ 308 milhões ao ano, com média de R$3,3 milhões por empresa. O setor gera aproximadamente cinco mil empregos diretos com média de 48 colaboradores por companhia.
A indústria de reciclagem de Santa Catarina representa 44% do total do setor na região Sul em termos de produção. Dentre as indústrias recicladoras do Sul do País, o segmento no estado é o mais representativo em termos de funcionários e faturamento.
O conceito de indústria de reciclagem mecânica de plásticos envolve diferentes tipos de empresas, conforme o processo e produto comercializado. Empresas de triagem (além do produto plástico reciclado, também vendem o resíduo selecionado), empresas recicladoras (apenas comercializam), empresas de transformação (transformam o produto plástico separado em produto final e o comercializam) e empresas de triagem e transformação.

Publicado em 06/10/2011

Uso correto da água pode abastecer o mundo inteiro durante o próximo século

domingo, 30 de outubro de 2011

Mogno-brasileiro (Swietenia macrophylla)

Taxonomia e Nomenclatura 

De acordo com o Sistema de Classificação de Cronquist, a posição taxonômica de Swietenia macrophylla obedece à seguinte hierarquia:

Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)
Classe: Magnoliopsida (Dicotyledonae)
Ordem: Sapindales
Família: Meliaceae
Sub-Família: Swietenioideae
Gênero: Swietenia
Espécie: Swietenia macrophylla King
Publicação: Hook. f., Icon, pl. 16:t. 1550, 1886.



Sinonímia botânica: Swietenia candollei Pittier (1920); Swietenia tessmannii Harms (1927); Swietenia krukovii Gleason (1936); Swietenia belizensis Lundell (1941); Swietenia macrophylla var. marabaensis Ledoux & Lobato (1972).

Espécies relacionadas de maior interesse: as espécies Swietenia macrophylla, S. mahagoni e S. humilis são muito semelhantes e conhecidas pelos mesmos nomes vulgares.
Entretanto, S. mahagoni se diferencia de S. macrophylla e S. humilis, por possuir folíolos (4-8cm de comprimento e 1,5-3cm de largura) e frutos menores (4,5-10cm de comprimento e 3-6cm de diâmetro); ocorre ao sul da Flórida (Estados Unidos) e nas ilhas do Caribe. S. humilis se diferencia de S. macrophylla por apresentar folíolos sésseis ou subsésseis; ocorre do México até a Costa Rica. Uma hibridação entre S. macrophylla e S. mahagoni já foi reportada em Cuba, Porto Rico, Ilhas Virgens e Trinidad, enquanto outra entre S. macrophylla e S. humilis foi verificada na Costa Rica.

Nomes vulgares por Unidades da Federação: no Acre, cedro-i e mogno; no Amazonas, aguano, araputanga, cedro-i e mogno-brasileiro; em Mato Grosso, araputanga e mogno, e no Pará, cedro-i, cedrorana e mogno.

Nomes vulgares no exterior: na Bolívia, mara; no México, caoba; no Peru, caoba, e na Venezuela, orura. No comércio internacional é conhecido por mahogany. Nos países de língua francesa é conhecido por acajou e nos de língua espanhola por caoba.

Etimologia: o nome genérico Swietenia é em homenagem ao médico holandês Gerard van Swieten; o epíteto específico macrophylla significa folha grande.

Usos da espécie: A madeira é moderadamente pesada, dura, com cerne castanho-amarelado a castanho-escuro, alburno branco-amarelado e textura fina a média, sendo utilizada em peças torneadas, objetos de decoração, instrumentos científicos de precisão, instrumentos musicais, esculturas, talhados, móveis, faqueados, laminados, compensados, carpintaria, construção naval e indústria de aviação. A árvore é ornamental, podendo ser utilizada em praças e em paisagismo.


Descrição botânica


Forma biológica: árvore perenifólia a decídua. As árvores maiores atingem dimensões próximas de 70 m de altura e 3,50 m de DAP (diâmetro à altura do peito, medido a 1,30 m do solo), na idade adulta. Uma árvore derrubada, no sul do Pará, forneceu 25 m3 de madeira.
 
Tronco: é ereto, levemente acanalado e com raízes tabulares na base. O fuste é retilíneo e cilíndrico, e sem ramos até 27 m de comprimento. Apresenta expansões laterais bem formadas na base do tronco, de 2 m a 3 m de comprimento, raízes tabulares ou sapopemas.

Ramificação: é dicotômica. A copa é estreita, com folhagem densa e fortemente verde. Os râmulos são cilíndricos, glabros e com lenticelas.

Casca: apresenta espessura de até 25 mm. A superfície da casca externa ou ritidoma é áspera, pardo-avermelhado-escura a castanho-clara, com escamas planas, separadas por profundas fissuras. Quando jovem - por exemplo 6 anos - a casca é fina, parda, com manchas esbranquiçadas e provida de grande número de lenticelas e cicatrizes deixadas pelas folhas caídas. A casca interna é rosada ou avermelhada. Quando cortada, tem gosto muito amargo e adstringente.

Folhas: são compostas, arranjadas em espiral nos ramos, paripinadas, medindo de 25 a cm 45 cm de comprimento. Apresenta 8 a 12 folíolos que medem de 7 cm a 15 cm de comprimento por 3,5 cm a 6 cm de largura. Esses folíolos são opostos, ás vezes alternos, oblongos-elípticos ou oblongo-ovados, glabros, ondulados, margem inteira (sendo o ápice filamentoso e de consistência membranácea ou subcoriácea, acuminado), fortemente assimétricos na base (que é mais ou menos arredondada), sem estipulas. Quando secos, são negro-azulados. Em cima, são oliváceos, nitídulos e levemente reticulados. Embaixo, são acastanhados e com retículo obsoleto. Os peciólulos medem de 1 cm a 2 cm de comprimento e o pecíolo, 7 cm a 9 cm.

Inflorescências: apresentam-se em tirsos axilares densos, piramidados e medem de 15 cm a 25 cm de comprimento.

Flores: são unissexuais, mas com vestígios bem desenvolvidos de sexos opostos. Apresentam flores de ambos os sexos na mesma inflorescência. As flores masculinas são mais abundantes que as femininas e têm perfume bastante agradável. São também actinomorfas, medindo de 6 mm a 8 mm de diâmetro. O cálice é verde-amarelado e muito pequeno. Já as flores femininas são muito parecidas com as masculinas, mas com as anteras muito pequenas, indeiscentes e sem pólen. As flores dessa espécie são frágeis, facilmente destacáveis e caem, espontaneamente, em grande quantidade.
 
Fruto: é uma cápsula lenhosa e ovóide, medindo de 10 cm a 22 cm de comprimento e 6 cm a 10 cm de largura. É ereta e seca, com deiscência septifraga e de coloração marrom, semelhante à de Cedrela, mas muito maior. É grossa, pentacapsular e provida de crassíssima coluna central prismática, contendo aproximadamente 40 sementes. Válvulas capsulares (seções lenhosas) podem ser encontradas, com freqüência, embaixo das árvores (PARROTA et al., 1995).

Sementes: são aladas, vermelho-pardacentas, leves, quase do comprimento do fruto, medindo de 8 mm a 25 mm de comprimento, 8 mm a 10 mm de largura e 3 mm a 4 mm de espessura (sem asa), com núcleo seminífero basal.

Biologia Reprodutiva e Eventos Fenológicos

Sistema sexual: essa espécie é monóica, mas freqüentemente dióica, com flores funcionalmente masculina ou feminina (PENNINGTON & SARUKHÁN, 1998).
Vetor de polinização: abelhas e mariposas são polinizadores comuns de árvores da família do mogno, Meliaceae, mas ainda não se sabe exatamente quais espécies, e se alguma serve esporadicamente ao mogno.


Floração: de agosto a setembro, no Acre e no Estado do Amazonas, e de agosto a outubro, em Tocantins(AMARAL, 1981). Introduzido no Estado de São Paulo, floresce de outubro a janeiro.


Frutificação: os frutos amadurecem de junho a julho, no Estado do Amazonas, de julho a outubro, no Acre e de agosto a setembro, em Mato Grosso e no Pará. O desenvolvimento dos frutos demora cerca de 1 ano. Os indivíduos começam a frutificar com regularidade, a partir de 15 anos de idade (LAMPRECHT, 1990). Introduzido no Estado de São Paulo, frutificou de julho a novembro; no Espírito Santo, em agosto (JESUS & RODRIGUES, 1991) e em Minas Gerais, em setembro (LEMOS FILHO & DUARTE, 2001).


Dispersão de frutos e sementes: a queda de sementes ocorre durante o meio e o final da estação seca. A chuva de sementes adquire um formato parabólico, a partir da árvore que está frutificando. A distância de dispersão pode ser maior, onde os ventos são comuns.
No México, na península de Yucatán – onde os furacões ocorrem com certa regularidade – foi observada uma área de 4 ha (em forma de funil) coberta, parcialmente, por sementes de uma única árvore adulta. 
Na Bolívia, foi observada uma distância média dedispersão de 32 m a 36 m em torno das árvores adultas (distância máxima observada igual a 80 m), com uma área de dispersão de 2 ha.
No sul do Pará, as sementes do mogno têm sido dispersadas além de 1 km das árvores-mães, sendo transportadas pelos ventos fortes do final da estação seca. Essas sementes freqüentemente escapam da predação.
A água é também considerada como importante mecanismo de dispersão (GULLISON et al., 1996).
Na Bolívia, onde o mogno geralmente é encontrado ao longo de antigos cursos de rios, em que provavelmente seu estabelecimento tenha ocorrido após grandes enchentes. Nesses locais de ocorrência, as sementes têm sido observadas flutuando e retendo a capacidade de germinação até 10 dias após a embebição.
No sul do Pará, no início da estação chuvosa, observaram-se sementes de mogno não germinadas sendo transportadas pela água, rio abaixo, a distâncias consideráveis.


Ocorrência Natural

Latitudes: de 20º N no México (Yucatán) a 18º S, na Bolívia. No Brasil, de 1º S, no Maranhão a 14º S, em Mato Grosso.

Variação altitudinal: no Brasil, até 400 m de altitude. Contudo, atinge 750 m no México (PENNINGTON & SARUKHÁN, 1998), 850 m na Bolívia (KILLEEN et al., 1993) e 1.500 m no Peru (PENNINGTON, 1981).

Distribuição geográfica: entre as três espécies do gênero, Swietenia macrophylla é a que ocupa a maior área de distribuição geográfica. Esta espécie ocorre de forma natural em Belize (PENNINGTON, 1981), na Bolívia (KILLEEN et al., 1993), na Colômbia (PENNINGTON, 1981), na Costa Rica (PENNINGTON, 1981), na Guatemala (PENNINGTON, 1981), na Guiana Francesa (PENNINGTON, 1981), em Honduras (THIRAKUL, 1998), no México (CHAVELAS POLITO et al., 1982; PENNINGTON & SARUKHÁN, 1998), na Nicarágua (PENNINGTON, 1981), no Panamá (PENNINGTON, 1981), no Peru (PENNINGTON, 1981; ENCARNACION C., 1983) e na Venezuela (FINOL URDANETA, 1970).
Na Amazônia Brasileira, a área de ocorrência natural do mogno é estimada em 1.518.964 km2 (TEREZO, 2002), com abrangência em sete Unidades da Federação.

· Acre (PENNINGTON, 1981; CAVALCANTI, 1991; DEUS et al., 1993; LEITE & LLERAS, 1993; OLIVEIRA & SANT’ANNA, 2003).

· Amazonas (LEITE & LLERAS, 1993).

· Maranhão (RIBEIRO, 1971; LEITE & LLERAS, 1993).

· Mato Grosso (CHIMELO et al., 1976; LEITE & LLERAS, 1993).

· Pará (LOUREIRO & SILVA, 1968b; INSTITUTO NACIONAL..., 1976; PENNINGTON, 1981; LEITE & LLERAS, 1993; PARROTA et al., 1995; GROGAN; GALVÃO, 2006). É freqüente na região sul do Pará.

· Rondônia (LEITE & LLERAS, 1993; TEREZO, 2002).

· Tocantins (AMARAL, 1981; LEITE & LLERAS, 1993).

Swietenia macrophylla foi introduzido em Goiás (AMARAL, 1981), em Minas Gerais, em Pernambuco (LEDO, 1980), no Estado do Rio de Janeiro (PEREIRA & FERNANDES, 1998), no Paraná (SILVA & TORRES, 1992) e no Distrito Federal (GUIMARÃES, 1998), onde se desenvolve satisfatoriamente.

Aspectos Ecológicos

Grupo ecológico ou sucessional: Swietenia macrophylla é clímax tolerante à sombra. Contudo, segundo Lemos Filho & Duarte (2001), as sementes de mogno podem germinar no sub-bosque e evidenciam que essa espécie, além de ocorrer nos estágios iniciais de regeneração da Floresta Tropical, apresenta características que possibilitam sua ocorrência entre as espécies nos estágios tardios da sucessão.

Importância sociológica: o mogno é uma espécie rara. No Acre, num inventário realizado em 1.847 ha, foram encontrados somente 11 árvores de mogno. Essa espécie ocupa posição de dossel superior ou emergente em florestas primárias ou em florestas secundárias avançadas, que se encontrem perto de uma fonte de semente.
Na Costa Rica, verificou-se que a regeneração natural de S. macrophylla ocorreu tanto em pastagens abandonadas como em floresta secundária, (GERHARDT & FREDRIKSSON, 1995).

Biomas / Tipos de Vegetação (IBGE, 2004)

Bioma Amazônia

· Floresta Ombrófila Aberta, no Acre, no Pará (GROGAN; GALVÃO, 2006) e em Rondônia.

· Floresta Ombrófila Densa (Floresta Tropical Pluvial Amazônica), sempre em floresta de terra firme, onde apresenta alguma regeneração natural com rápido crescimento no seu habitat. Geralmente, o mogno cresce isolado ou em pequenos agrupamentos. Só muito raramente se observam mais de quatro a oito indivíduos por hectare.

Bioma Mata Atlântica

· Floresta Estacional Decidual (Floresta Tropical Caducifólia), no norte de Tocantins.

Clima

Precipitação pluvial média anual: de 1.200 mm, no Maranhão a 2.900 mm, no Pará. Entretanto, foi introduzido, com êxito, em áreas de maior precipitação. Na Índia, até 8.000 mm.

Regime de precipitações: chuvas periódicas.

Deficiência hídrica: de pequena a moderada, no Pará, no Amazonas, no Acre, em Rondônia, no norte de Mato Grosso e no noroeste do Maranhão. Moderada, na faixa amazônica, desde o noroeste de Tocantins, no oeste de Mato Grosso e no sul de Rondônia.

Temperatura média anual: 24,8 ºC (Tarauacá, AC) a 26,7 ºC (Itaituba, PA). Fora do Brasil, a partir de 20 ºC.

Temperatura média do mês mais frio: 23,2 ºC (Rio Branco, AC) a 25,9 ºC (Imperatriz, MA).

Temperatura média do mês mais quente: 25,4 ºC (São Félix do Xingu, PA) a 27,8 ºC (Itaituba, PA).

Temperatura mínima absoluta: 6 ºC (Rio Branco, AC). A friagem, fenômeno que ocorre na Região entre Acre e Rondônia (e parte de Mato Grosso), resulta do avanço da Frente Polar que, impulsionada pela massa de ar polar procedente da Patagônia, provoca brusca queda da temperatura, permanecendo alguns dias coma média em torno de 10 ºC e chegando a atingir até 4 ºC por três a oito dias, causando transtorno e malestar na população.

Número de geadas por ano: ausentes.

Classificação Climática de Koeppen: Am (tropical chuvoso, com chuvas do tipo monção, com uma estação seca de pequena duração), no Pará, no Estado do Amazonas, no Acre, em Rondônia, no norte de Mato Grosso e no noroeste do Maranhão. Aw (tropical úmido de savana, com verão chuvoso e inverno seco, apresentando sazonalidade marcante, caracterizado por estação seca bem definida), no Acre, no Maranhão, em Mato Grosso, no sudeste do Pará e em Rondônia.

Solos

Os solos da área de ocorrência natural variam entre aqueles típicos de áreas sujeitas a alagamentos periódicos (hidromórficos) e os solos de área de terra firme (Espodosolos), típicos da região em que ocorre (TEREZO, 2002).
Na Amazônia, segue quase em concordância com os depósitos terciários, especialmente os de origem vulcânica, aluvial. Solos francos, roxos de terra firme e com textura argilosa.
As condições de solo tolerável para o mogno são variáveis, desde solos profundos pobremente drenados, solos argilosos ácidos e pantanosos, até solos alcalinos bem drenados, oriundos de planaltos calcários, incluindo-se solos derivados de rochas ígneas e
metamórficas.
Em plantações em Java, na Indonésia, essa espécie cresce em solos muito pobres, mas sua melhor performance é em solos profundos, férteis e bem drenados, com pH de 6,5 a 7,5(SOERIANEGARA & LEMMENS, 1993).

Sementes

Colheita e beneficiamento: o mogno apresenta ampla produção anual de sementes viáveis. Os frutos devem ser colhidos diretamente da árvore, quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida, devem ser expostos ao sol, para completar a abertura e a liberação das sementes. É conveniente remover a asa, para reduzir o volume e facilitar uma cobertura mais homogênea no canteiro Número de sementes por quilo: 1.300 (FLINTA, 1960) a 2.700 (JESUS & RODRIGUES, 1991).

Tratamento pré-germinativo: não é necessário.

Longevidade e armazenamento: a questão da longevidade das sementes de mogno já foi objeto de estudo de alguns pesquisadores. Marrero (1943) recomenda o armazenamento de sementes de mogno em baixa temperatura, para conservação da viabilidade por mais de três meses até um ano.
Vivekanandan (1978) verificou que as sementes de mogno perdem rapidamente a viabilidade quando armazenadas a 30 ºC e recomenda que elas devem ser colocadas em sacos de plástico, em ambiente com temperatura de 15 ºC, para conservação da viabilidadepor um período mais longo.
Vianna (1983), estudando a longevidade de sementes de mogno em diferentes combinações de embalagens e condições de temperatura e umidade, verificou que a maior longevidade é alcançada pelo armazenamento em câmara seca a 12 ºC e 30 % de umidade relativa, independentemente se em saco de papel ou em saco de plástico. Em condições de câmara úmida (14 ºC e 80 % de umidade relativa), a germinação das sementes armazenadas em embalagem permeável (saco de papel) apresentou sensível decréscimo após sete meses de armazenamento. Nessa mesma ocasião, as sementes armazenadas em condição ambiente, independentemente da embalagem, não mais germinaram.
Com outro lote de sementes, Lima & Garcia (1997) observaram que em câmara fria (8 ºC a 10 ºC e 55 % a 60 % de U.R.) e em embalagem do tipo saco de papel houve redução de 16 % na viabilidade após nove meses de armazenamento.
Maristela et al. (1998), realizando estudos de acondicionamento alternativo, constataram que as sementes de mogno podem ser armazenadas tanto em câmara úmida (15 ºC e 80 % de U.R.) como em sala fria (18 ºC), após até cinco meses de acondicionamento em saco de papel, apresentando germinação acima de 80 %.
Frazão et al. (2000) sugerem que o armazenamento das sementes de mogno, até quatro meses, possa ser feito em qualquer local de acondicionamento, utilizando-se como recipiente, saco de papel ou vasilhame de vidro.
Lemos Filho & Duarte (2001) constataram que a melhor condição de armazenamento para as sementes foi a do refrigerador, já que um alto índice germinativo (acima de 90 %) foi mantido após um ano de armazenamento. Verificou-se, também, que no decorrer do armazenamento houve decréscimo significativo na germinação das sementes colocadas intactas para germinar. A retirada do tegumento das sementes, momentos antes dos testes, resultou em aumento expressivo na germinação, mesmo após um ano de armazenamento.
As sementes de mogno suportam dessecamento, enquadrando-se, portanto, no grupo das sementes de comportamento ortodoxo em relação ao armazenamento (CARVALHO & LEÃO, 1995; FRAZÃO et al., 2000).

Germinação em laboratório: as sementes de mogno germinam melhor em temperatura alternada, 20 ºC a 30 ºC, independentemente do substrato.

Produção de Mudas

Semeadura: o mogno pode ser semeado de uma a duas sementes diretamente em saco de polietileno ou em tubetes de polipropileno grande. Schmidt (1974) preconiza que a semeadura dessa espécie seja feita a 1 cm de profundidade, para assegurar maior vigor inicial. Quando necessária, a repicagem pode ser feita um mês mais tarde, com 7 cm a 8 cm de altura. Contudo, essa operação deve ser evitada, já que causa bastante mortalidade nas mudas.

Germinação: é hipógea ou criptocotiledonar (ALVARENGA & FLORES, 1988), apresentando
peculiaridades na protusão da radícula. A emergência tem início entre 13 a 86 dias, após a semeadura. Verificou-se pó envolvendo parcialmente a semente, que é removido por lavagem em água corrente por dois dias, o que provavelmente evidencia a remoção de inibidores, promovendo a rápida embebição dessa semente (BARBOSA et al., 1999). Segundo os autores, tal necessidade de água, para germinação, justificaria a ocorrência dessa espécie próxima a rios, igarapés e escarpas úmidas.
Para Sandim et al. (1999), o tegumento farináceo da semente do mogno apresenta atividade alelopática moderada, além de possivelmente alterar vias metabólicas que controlam o teor de clorofila e a expansão da lâmina foliar. O poder germinativo de
sementes frescas varia de 42 % a 98 %. Demora 90 dias para as mudas atingirem 20 cm a 30 cm de altura. O transplante para o campo deve ser feito a partir de 6 meses, quando alcança 20 cm a 25 cm ou 60 cm a 75 cm de altura.

Propagação vegetativa: a auxina ANA, nas concentrações de 2 mgL-1 e 5 mgL-1, é eficiente para o enraizamento de ápices e brotações de mogno (LOPES et al., 2001). A enxertia do mogno-brasileiro sobre o cedroaustraliano (Toona ciliata), para a indução de resistência à Hypsipyla grandella, utilizando-se todas as modalidades de garfagem, não foi bem-sucedida (KALIL FILHO et al., 2000). Segundo os autores, o principal fator do insucesso dessa enxertia intergenérica esteve associado à diferença de crescimento vegetativo entre as espécies, e recomendam que outras espécies de meliáceas tolerantes à broca-do-cedro, de crescimento mais compatível ao mogno, devam ser testadas como portaenxerto.
Kalil Filho et al. (2001) propõem a mini-garfagem como novo método para a enxertia do mogno-brasileiro.

Cuidados especiais: deve-se manter o solo muito úmido e protegido contra o sol nos primeiros dois a três meses. O P (fósforo) é talvez o elemento mais limitante para o crescimento das mudas de mogno.

Características Silviculturais

Apesar de ser considerada uma espécie heliófila, o mogno tem sido reconhecido como tolerante a moderados níveis de luz, podendo sobreviver sob o dossel (BRIENZA JÚNIOR & SÁ, 1994), por causa do baixo ponto de compensação de luz (LEMOS FILHO & DUARTE, 1998). Por isso, quando o mogno ocorre em clareiras, as mudas apresentam bom crescimento (TEREZO, 2002). Contudo, há informações oferecidas por Gullison et al. (1996) de que as plantas podem resistir até seis anos em condições de baixa luminosidade. O mogno não tolera baixas temperaturas.

Hábito: tem tendência a se ramificar, necessitando de poda de condução e dos galhos.

Métodos de regeneração: o mogno pode ser plantado:
· A depreciação do valor comercial da tora do mogno brasileiro, atualmente cotada em torno de US$ 900,00 o metro cúbico, pela perda de dominância apical, quando atacado pela lagarta Hypsipyla grandella, sob condições de monocultivo, é fato bastante conhecido.

Os ataques iniciam em plantas jovens e atingem, praticamente, todas as árvores. Diversas estratégias têm sido postas em prática como alternativas de controle do lepidóptero, mas nenhuma com êxito completo até o momento.
· Em consórcio com outras espécies, tais como Mimosa caesalpiniifolia (sabiá ou sansão-do-campo), no Nordeste, a consorciação trouxe benefícios para o mogno, pois tudo indica que houve acentuado decréscimo na taxa de ataque da broca-do-cedro. Além disso, o M. caesalpiniifolia é considerada uma planta melhoradora de solo. Após oito anos, os mognos de plantio apresentavam fustes bem retos e com pouquíssima evidência do ataque da broca-do-cedro (LEDO, 1980). O sabiá ou sansão-do-campo só foi incluído dois anos depois.
Barros & Brandi (1975) testaram o mogno em plantio misto, com Erythrina poepiggiana, mas observaram que a porcentagem de mogno atacada foi superior à de eritrina. No Cerrado do Distrito Federal, o mogno foi consorciado com baru (Dipteryx alata), favorecendo o aumento da sobrevivência, quando comparado ao plantio homogêneo (MAZZEI et al., 1999).
Contudo, para um desenvolvimento adequado, recomenda-se o plantio dessa espécie em plantios mistos bem diversificados, onde o número de árvores do mogno não ultrapasse 20 árvores por hectare. Na Índia, o mogno é plantado em associação com Tectona grandis (teca) e em Java, na Indonésia, com eucalipto (Eucalyptus platyphylla) e com jaca (Artocarpus integra). Além disso, foram obtidos bons resultados em plantações sob povoamento precursor de leucena (Leucaena leucocephala) e farinha-seca (Paraserianthes falcataria) (LAMPRECHT, 1990).
· Essa espécie é muito apropriada para sistemas de enriquecimento em faixas, em linhas. Nesse sistema, recomenda-se para plantio em capoeira 4 m x 4 m ou abrir clareiras de 0,5 m de raio e plantio a 7 m x 4 m. Atualmente, Swietenia macrophylla é plantada em todo o espaço tropical. Por exemplo, na Jamaica, em Trinidad e Tobago, no México, no Peru, no Equador, nas Antilhas Francesas, na Índia, no Sri Lanka (antigo Ceilão), em Maurícios, na Malásia, nas Filipinas, na África (em Serra Leoa e Nigéria), e em Belize. Atualmente, o mogno é largamente cultivado ao longo dos trópicos, incluindo Malásia, Indonésia (em Java), Filipinas, as Ilhas Fiji e Ilha Salomão.
· Para produção madeireira, os plantios mistos altamente diversificados ou em linhas de enriquecimento - em floresta primária ou secundária, com boas condições de luminosidade, parecem ser as melhores opções de plantio para essa espécie. Em ensaios a pleno sol, em Belterra, PA, o incremento em altura foi de 0,5 m.ano-1, devido aos ataques sucessivos da broca-de-ponteiro, que impediram o crescimento apical das plantas. Em condições de sombra parcial (método recrû), esse crescimento foi duas vezes maior que a pleno sol (YARED & CARPANEZZI, 1981).

Sistemas agroflorestais: o mogno é usado em sistemas agroflorestais nas Filipinas e na Indonésia, em Java com milho, arroz e cassava. Na Bolívia, essa espécie é recomendada nas fileiras centrais de cortinas quebraventos de três ou mais fileiras e para o enriquecimento de cortinas naturais (JOHNSON & TARIMA, 1995).
Nesse sistema, deve-se plantar em baixa densidade, ao redor de 15 m a 20 m entre árvores, para reduzir o ataque da broca-do-cedro.
Em Brasília, DF, o consórcio de mogno aos 18 meses de idade com a cultura do milho apresentou resultados alentadores (GUIMÃRAES, 1998). As árvores foram plantadas no espaçamento de 9 m x 6 m e não afetaram as operações mecanizadas, destinadas ao preparo do solo, plantio e colheita do milho. São também recomendados os consórcios com café, espécies frutíferas, seringueira e outras culturas anuais.

Melhoramento e Conservação de Recursos Genéticos

Swietenia macrophylla está na lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção; categoria: em perigo (BRASIL, 2008), e das espécies amazônicas para conservação, pois está desaparecendo em todas as áreas acessíveis, principalmente em Tocantins, no Pará e em Rondônia (DUBOIS, 1986). O banco de germoplasma ex situ deveria ser implantado inicialmente sob condição de abrigo seletivo e controle químico da Hypsipyla. Em Mato Grosso, S. macrophylla está na lista das espécies vulneráveis (FACHIM & GUARIM, 1995).
Por ser intensamente explorada, principalmente na região do sul do Pará, várias populações naturais estão desaparecendo da Amazônia. Portanto, a prioridade de pesquisa deve estar voltada para a conservação genética dessa espécie (KANASHIRO, 1992).
Conforme Barros et al. (1992), mantendo-se os níveis de exploração usuais, a região teria suas reservas exauridas em torno de 32 a 42 anos.
Muitos autores têm sugerido que o melhor caminho para o combate mais efetivo da Hypsipyla é a busca e a seleção de plantas resistentes aos seus ataques, mediante um programa de melhoramento genético.
Apesar da importância econômica dessa espécie, poucas são as tentativas para realizar trabalhos de melhoramento, visando a sua resistência ao broqueador, devido à alta incidência da praga quando crescem em sua área nativa. Alguns autores sugerem uma domesticação do mogno, centrada na seleção para resistência a pragas como parte de um programa de melhoramento genético, a seleção de genótipos e sua posterior propagação vegetativa e emprego de materiais dentro de sistemas silviculturais adequados que otimizem o controle de pragas.
Em Java, trabalhos de seleção estabelecidos em escala experimental têm melhorado especialmente o crescimento e as taxas de germinação. As duas principais espécies de mogno se hibridizam livremente, e híbridos freqüentemente mostram características promissoras, combinando o crescimento rápido de S. macrophylla e a boa qualidade da madeira de S. mahogani e a maior resistência a doenças e pragas.
Pinheiro et al. (2000) enxertaram mogno-brasileiro em mogno-africano (Khaya ivorensis), observando que houve transmissão de resistência para o mognobrasileiro.
Esta resistência foi total, ou seja, 100 % dos mognos não foram atacados pelo broqueador. Além disso, tem sido observado que os enxertos de Khaya ivorensis sobre Swietenia macrophylla continuam resistentes à Hypsipyla grandella, demonstrando assim que esses trabalhos devem continuar.

Crescimento e Produção

O crescimento do mogno varia de lento a moderado (Tabela 1). Nas Antilhas, registraram-se incrementos da ordem de 15 m3.ha.ano-1 a 20 m3.ha.ano-1 e em sítios pobres 7 m3.ha.ano-1 a 11 m3.ha.ano-1 (LAMPRECHT, 1990). Estima-se uma rotação entre 40 e 60 anos, mas as árvores poderão ser aproveitadas a partir dos 25 anos (cerca de 22 m de altura e 60 cm a 70 cm de DAP).
Segundo Lamprecht (1990), os indivíduos apresentam crescimento rápido, atingindo 10 m a 12 m de altura, com 10 anos de idade. Nas Filipinas, alcança 1,80 m de altura no primeiro ano, de 15 cm a 20 cm de DAP aos 14 anos, em plantações. Sob condições ótimas, mudas de mogno podem alcançar 3 m de altura em um ano e 6 m em dois anos.
 
Características da Madeira


Massa específica aparente (densidade): a madeira do mogno é moderadamente densa (0,48 g.cm-3 a 0,85 g.cm-3) entre 12 % a 15 % de umidade (PEREIRA & MAINIERI, 1957; LOUREIRO & SILVA, 1968b; CHIMELO et al., 1976; MAINIERI & CHIMELO, 1989).

Cor: quando recém-cortado, o cerne é castanho-claro,levemente amarelado, escurecendo do castanho uniforme para o castanho mais intenso. O alburno é estreito e bem contrastado, branco-amarelado ou quase incolor.

Características gerais: a grã usualmente é direita ou ligeiramente irregular (diagonal). A textura é média e uniforme. O cheiro é indistinto e o gosto levemente amargo. A superfície é lustrosa, com reflexos dourados, e geralmente lisa ao tato; com cheiro imperceptível.
No Pará, nos projetos de reposição florestal registrados no Ibama, de 1976 a 1996, Swietenia macrophylla foi a segunda espécie mais utilizada na reposição, sendo plantado por 28 % das empresas (GALEÃO et al., 2003).
 
Durabilidade natural: a madeira de mogno é considerada de resistência moderada ao apodrecimento e alta ao ataque de cupins de madeira seca. Em contato com o solo e a umidade, apresenta baixa durabilidade.

Preservação: em tratamento sob pressão, a madeira de mogno é pouco permeável à penetração de soluções preservantes.

Trabalhabilidade: a madeira de mogno é fácil de trabalhar, recebendo acabamento um tanto esmerado.

Outras Características: o mogno apresenta variações consoante à natureza do habitat da árvore. Em terreno um tanto seco, o lenho é mais duro e compacto; em locais permanentemente úmidos, mostra-se macio e menos ornamentado; nas capoeiras, é mais vermelho e duro. É excelente produtor de madeira, considerada uma das mais caras do mundo para móveis finos.  A madeira mais estimada no comércio é a de textura fina coloração forte e desenhos pronunciados. O nome mogno é aplicado a várias outras madeiras. O mogno africano (espécies do gênero Khaya) é indevidamente similar ao genuíno mogno, mas é de menor qualidade.
O nome mogno-filipino, uma mistura de várias espécies da Família Dipterocarpaceae dos gêneros Shorea e Parashorea, somente superficialmente assemelha-se ao mogno verdadeiro. A descrição anatômica da madeira dessa espécie pode ser encontrada em Chimelo et al (1976). As características físicas e mecânicas da madeira dessa espécie podem ser encontradas em Pereira & Mainieri (1957).

Produtos e Utilizações

Madeira serrada e roliça: devido ao conjunto de qualidades que reúne - cor variando do chocolate muito claro ao chocolate-escuro, com freqüência desenhada, grande resistência ao apodrecimento, mesmo dentro d’água, resistência ao fendilhamento e ao empenamento, madeira moderadamente pesada e de notável trabalhabilidade - o mogno é uma das mais reputadas madeiras do mercado mundial.
Equivalente ao mogno verdadeiro das Antilhas (Swietenia mahogany), o mogno-brasileiro apresenta a mesma utilidade, sendo uma das madeiras mais procuradas para exportação e empregada, no País, na fabricação de mobiliário de luxo e portas entalhadas. É também usado em lambris, compensados e construção civil, decoração de interiores, painéis, réguas de cálculo, objetos de adorno, esquadrias, folhas faqueadas decorativas e laminados, contraplacados especiais, instrumentos científicos de alta precisão, acabamentos internos em construção civil como guarnições, venezianas, rodapés, molduras, assoalhos, indústria de aviação, e para fazer instrumentos musicais, especialmente pianos.
Em novembro de 2001, várias mesas de jantar demogno maciço, com 14 lugares, foram vendidas no Showroom da Fine Woods Furniture, em Colts Neck, Nova Jersey, Estados Unidos, cada uma a US$ 16 mil.

Substâncias tanantes: no Acre, a casca do mogno é usada, como tintura de roupas e em curtume (DEUS et al., 1993).

Paisagístico: a árvore é muito ornamental, podendo ser usada, com sucesso, na arborização de parques e de grandes jardins (LORENZI, 1992). O mogno tem sido utilizado na arborização urbana de Brasília, DF, (WALTER & SALLES, 2000) e de Manaus, AM, (PRANCE & SILVA, 1975).
Em Brasília, DF, essa espécie foi introduzida pelo paisagista Burle Marx. Nas superquadras 315 e 316 da Asa Norte do Plano Piloto, essa espécie predomina em quase toda a área verde dessas quadras, formando um pequeno bosque. Nessa área, alguns indivíduos já ultrapassam a altura de um prédio de seis andares.
Contudo, durante a estação das chuvas, quando venta forte, alguns indivíduos tombam sobre os automóveis, quando se observa o apodrecimento das raízes.

Plantios para recuperação e restauração ambiental: na América tropical, o mogno está entre as espécies pioneiras usadas para reocupar terras degradadas pela agricultura.

Principais Pragas e Doenças

O maior problema com que se depara o silvicultor no cultivo de mogno (tanto em plantios, como em escala menor, na regeneração natural), e que até agora não teve solução, é o ataque das mudas pela broca-de-gemas-apicais Hypsipyla grandella (nas Américas) ou H. robusta (na Ásia), que leva ao desenvolvimento arbustiforme e, em casos extremos, à morte das plantas.
Contudo, dentre as meliáceas importantes e comerciais (Cedrela spp. e Carapa spp.), o mogno é relativamente mais resistente e menos atacado pela broca-do-broto-terminal. É uma praga limitante para o plantio dessa essência, atacando o broto terminal. Os métodos silviculturais para minimizar a incidência de pragas, como plantios em vegetação matricial, com baixa densidade, plantios mistos, etc., são aplicados a essa espécie. Platypus spp. ataca a madeira no Peru e Scolytidae na Venezuela. Em Trinidad & Tobago, a cancrose pode chegar a ser séria.
No Pará, Bastos (1998) detectou mancha-foliar causada pelo fungo Sclerotium coffeicolum Sthahel em mudas de mogno com seis meses de idade, em viveiro. Os sintomas observados tanto em folhas jovens quanto em adultas caracterizavam-se por manchas circulares de 0,5 cm a 3 cm de diâmetro, de coloração castanha - com o centro mais claro e as margens da lesão com coloração mais escura.

Espécies Afins

O gênero Swietenia Jacq., compreende mais duas espécies: Swietenia mahagoni Jacq. e Swietenia humilis Zucc (PENNINGTON, 1981).
· Swietenia mahagoni Jacq. — Apresenta folíolos menores, com até 7 cm de comprimento, e frutos de até 10 cm de comprimento. Essa espécie é originária das Antilhas e da parte sul da Flórida.
· Swietenia humilis Zucc – Apresenta folíolos maiores, medindo além de 7 cm, frutos acima de 10 cm de comprimento e folíolos sésseis. Essa espécie é difundida desde o México até a Costa Rica. Só em 1923 é que o mogno-brasileiro foi descoberto no Acre (RIZZINI, 1971).

Referências

ALVARENGA, S.; FLORES, E. M. Morfología de la semilla de caoba, Swietenia macrophylla King (Meliaceae). Revista Biologia Tropical, v. 36, p. 261-267, 1988.

AMARAL, L. G. Meliaceae. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 1981. 56 p. (Flora do Estado de Goiás, v.2. Publicação, 37).

BARBOSA, J. B. F.; ALBUQUERQUE, J. A. A. de; SOUSA, I. L. Germinação de sementes de mogno (Swietenia macrophylla King.). In: CONGRESSO NACIONAL DE BOTÂNICA, 50., 1999, Blumenau. Programas e Resumos. Blumenau: Sociedade Botânica do Brasil / Universidade Regional de Blumenau, 1999. p.184.

BARROS, N. F. de; BRANDI, R. M. Observações sobre a ocorrência de ataque de Hypsipyla em plantas de mogno, na Região de Viçosa, MG. Brasil Florestal, Rio de Janeiro, v. 6, n. 24, p. 22-25, 1975.

BARROS, P. L. C. de et al. Natural and artificial reserves of Swietenia macrophylla King, in the Brazilian Amazonia perspective for conservation. Belém: Faculdade de Ciência Agrárias do Pará, 1992. 56 p.

BASTOS, C. N. Mancha foliar em mogno (Swietenia macrophylla) causada por Sclerotium coffeicolum Stahel. Agrotrópica, Ilhéus, v. 10, n. 1, p. 41-42, 1998.

BRASIL. Portaria nº. 06-N, de 15 de janeiro de 2008. Lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. Diário Oficial (da República Federativa do Brasil), Brasília, 23 jan. 2008. p. 870-872.

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