sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Condições químicas do oceano e nível do mar determinaram biodiversidade

Por Patricia Patriota– 27 de novembro de 2011

Publicado em: Meio Ambiente, Notícias

 
Um novo estudo, publicado na Science, mostra que a evolução da vida marinha nos últimos 500 milhões de anos foi conduzida tanto pela condições químicas do oceano quanto pelas mudanças no nível do mar.


O período estudado cobre a maior parte do fanerozoico, que dura até o presente e inclui a evolução da maior parte das formas de vida, tanto de plantas como de animais.

Os autores cruzaram informações de dados de fósseis, do ambiente e de rochas para chegar a informações sobre clima, movimentos tectônicos, inundações nos continentes e mudanças na biogeoquímica, particularmente com respeito aos ciclos do oxigênio, carbono e enxofre. O método usado permitiu identificar uma relação causal – e não apenas associações – entre diversidade e registros ambientais.

“Descobrimos uma rede interessante de conexões entre esses diferentes sistemas que se combinam para conduzir o que vemos nos registros fósseis”, dizem os autores. “O sinal dos níveis do mar, quanto os continentes estavam cobertos, levam a dados da história da diversidade marinha animal”, exemplificam.

As mudanças dramáticas na biodiversidade vistas nos registros fósseis ao longo do tempo – incluindo proliferações e extinções enquanto os animais se diversificavam, evoluíam e migravam para terra – aumentaram pelas respostas biológicas a mudanças nos ciclos de carbono e enxofre e níveis do mar através das eras geológicas.

A força dessa interação também mostra que os registros fósseis, apesar de sua incompletude e da influência das amostras, são uma boa representação da biodiversidade marinha nos últimos 500 milhões de anos.

“Os resultados mostram que o número de espécies nos oceanos ao longo do tempo foi influenciado pela quantidade e disponibilidade de carbono, oxigênio e enxofre, e pelo nível do mar”, dizem os autores. “O estudo permite compreender melhor como mudanças modernas no meio ambiente podem afetar a biodiversidade hoje e no futuro”, concluem.




Fonte: Estadão
http://ambientalsustentavel.org/2011/ambiente-foi-crucial-para-evolucao-da-vida-marinha/

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Produção de alimentos terá que aumentar 70% para suprir a população em 2050

Se hoje em dia a produção mundial de alimentos já gera debates acerca de seu rendimento, a situação deve se tornar muito mais crítica em 2050, quando será necessário alimentar uma população de cerca de nove bilhões de pessoas.
Pelo menos é o que indica o novo relatório da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas, publicado nesta segunda-feira. O documento, intitulado State of Land and Water Resources (SOLAW – algo como Estado dos Recursos de Terra e Água), é a principal publicação da FAO sobre a situação dos recursos de terra e água do planeta.
De acordo com a análise, para conseguir abastecer toda a população mundial, que em 2050 deve atingir a marca de nove bilhões de pessoas, a produção de alimentos terá que ser aumentada em 70% em relação aos níveis de 2009. Isso significa um acréscimo de cerca de um bilhão de quilos de arroz, trigo e outros cereais e de 200 milhões de quilos de carne a mais.
O problema é que, segundo o estudo, em decorrência de anos de práticas como o uso de fertilizantes tóxicos e a utilização intensiva do solo, que levaram ao desperdício de água, à erosão do solo e à perda de biodiversidade, cerca de 25% das terras agrícolas de que dispomos hoje estão “altamente degradadas”.
Outros 8% estão “moderadamente degradadas”, 36% foram classificadas como “estáveis” ou “ligeiramente degradadas” e 10% como “em melhoramento”. Para se ter uma ideia da amplitude do uso intensivo da terra, é só observarmos o aumento do uso de terras agrícolas em relação ao crescimento da produtividade: enquanto a quantidade de terras agrícolas cresceu 12% entre 1961 e 2009, a produtividade aumentou 150%.
A pesquisa também enumera os diferentes problemas relativos à agricultura vividos em cada região do planeta. Na Europa Ocidental, por exemplo, a agricultura de alta intensidade levou à poluição do solo e de aquíferos e resultou na perda de biodiversidade.
No Himalaia, nos Andes, no planalto da Etiópia e no sul da África, a erosão do solo aumentou a intensidade de enchentes. Já nos sistemas alimentares do sudeste e do leste da Ásia, baseados no arroz, a terra foi abandonada em parte devido à perda de seu valor cultural.
Além do uso da terra, a água também poderá se tornar um problema futuro para a agricultura, à medida que o aumento da população diminuiu a oferta de água por pessoa e para as atividades agrícolas e que os reservatórios de água são cada vez mais contaminados por poluentes, resíduos agrícolas tóxicos e água salgada.
Entre as alternativas para contornar estes problemas, o relatório cita o aumento da eficiência dos métodos de irrigação, novas práticas agrícolas, investimentos no desenvolvimento agrícola e criação e desenvolvimento de técnicas mais sustentáveis, como a agroecologia e a agricultura orgânica.
O documento calcula ainda, por exemplo, que só para colocar em prática novas práticas de irrigação nos países em desenvolvimento, seria necessário US$ 1 trilhão. Já para a conservação do solo e controle de enchentes, o SOLAW afirma que seriam necessários US$ 160 bilhões em investimentos.
Fonte: Instituto Brasil
Produção de alimentos terá que aumentar 70% para suprir população em 2050
Produção de alimentos terá que aumentar 70% para suprir população em 2050

Evite que seus alimentos estraguem. Diminua o desperdício

De acordo com um recente estudo intitulado World Menu Report, promovido pela Unilever Food Solutions – divisão da multinacional que se dedica a atender o mercado de alimentação fora do lar –, a maioria dos brasileiros (96%) se preocupa com a quantidade de comida desperdiçada e considera relevante o descarte sustentável dos resíduos produzidos em restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos do setor.
Segundo a pesquisa realizada com quatro mil entrevistados de oito países (Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido, Rússia e Turquia) somos o país mais preocupado com a ideia de jogar comida fora.
Por mais que sejamos conscientes, as vezes, alimentos ficam esquecidos na geladeira ou no armário e quando percebemos é muito tarde para uma operação de resgate. Por isso, separamos algumas dicas para organizar sua cozinha e evitar que alimentos se estraguem:
Organize a geladeira de modo estratégico:
Não jogue os alimentos que já estavam na geladeira para trás quando comprar produtos novos. Manter os alimentos mais antigos na frente faz com que sejam vistos e, possivelmente, consumidos antes também.
Conheça os prazos de consumo:
Não estoque grandes quantidades e, sempre que for fazer a “compra do mês”, confira a validade dos produtos, principalmente os que não irão ser consumidos logo.
Localização é tudo:
Tente manter os alimentos organizados, acessíveis e visíveis. Os cantos escuros do armário são uma grande armadilha para os alimentos estragarem.
Planeje o cardápio para os próximos dias:
Tente planejar um cardápio para semana usando os produtos que você já tem em casa.
Monitore a cozinha:
Limpe armários, prateleiras e geladeira pelo menos uma vez por mês, tirando os produtos que já podem estar estragados e separando aqueles que devem ser usados logo.
Pense lá na frente:
É crucial planejar a sua compra para evitar o desperdício. Pense nas refeições que irá preparar e na quantidade de alimento necessária para isso. Olhe também o que já tem em casa para não comprar itens repetidos sem necessidade.
Fonte: UAI Meio Ambiente

10 resultados surpreendentes do aquecimento global no planeta

Você provavelmente já ouviu obre as consequências terríveis do aquecimento global no planeta: em breve, tudo pode acontecer, até não haver mais vida na Terra. Mas nem é preciso esperar tanto tempo: a mudança climática já está causando estragos em alguns pontos do planeta. Confira os resultados do aquecimento global na Terra:
1 – CRIANDO INCÊNDIOS
Além de estar derretendo geleiras e criando furacões mais intensos, o aquecimento global também parece estar fomentando incêndios florestais nos Estados Unidos. Em estados do oeste, ao longo das últimas décadas, mais incêndios têm ocorrido, queimando mais área por longos períodos de tempo.
Cientistas têm relacionado as chamas desenfreadas com temperaturas mais quentes e derretimento precoce de gelo. Quando a primavera chega cedo e desencadeia um derretimento, áreas florestais tornam-se mais secas e permanecem assim por mais tempo, aumentando a chance de incêndios.
2 – RUINDO RUÍNAS
Em todo o mundo, templos, assentamentos antigos e outros artefatos permanecem como monumentos do passado de civilizações, que até agora têm resistido ao teste do tempo.
Mas os efeitos imediatos do aquecimento global podem, finalmente, danificar locais insubstituíveis. Inundações atribuídas ao aquecimento global já danificaram um site de 600 anos, Sukhothai, que foi a capital de um reino tailandês.
3 – MONTANHAS MAIORES
Os Alpes e outras cadeias de montanhas sofreram um surto de crescimento gradual ao longo do século passado, graças ao derretimento das geleiras em cima delas. Por milhares de anos, o peso destes glaciares tem pressionado contra a superfície da Terra, fazendo com que as montanhas “diminuam”. Conforme as geleiras derretem, este peso é elevado. Como o aquecimento global aumenta o derretimento dessas geleiras, as montanhas estão “crescendo” mais rápido.
4 – SATÉLITES MAIS RÁPIDOS
As emissões de dióxido de carbono têm efeitos que vão até o espaço. O ar na camada mais externa da atmosfera é muito fino, mesmo assim, as moléculas de ar criam um “arrasto” que torna os satélites mais lentos, exigindo que engenheiros periodicamente os impulsionem de volta para suas órbitas adequadas.
Mas a quantidade de dióxido de carbono lá em cima está aumentando. E, enquanto as moléculas de dióxido de carbono na atmosfera mais baixa liberam energia na forma de calor quando colidem, assim aquecendo o ar, as moléculas esparsas na alta atmosfera colidem com menor frequência e tendem a “dispersar” sua energia, resfriando o ar em torno delas; assim, o ar “se acomoda”, e a atmosfera menos densa cria menos arrasto.
5 – A PRÁTICA DA TEORIA DE DARWIN: OS MAIS ADAPTADOS SOBREVIVERÃO
Conforme o aquecimento global traz um início precoce da primavera, o pássaro adiantado é o que vai conseguir comida – e passar seus genes para a próxima geração. Como as plantas florescem no início do ano, os animais que esperam até seu tempo normal para migrar podem perder toda a comida. Aqueles que conseguirem redefinir seus relógios internos e partir mais cedo têm mais chances de ter filhotes que sobrevivam e, portanto, passar sua informação genética, mudando todo o perfil genético de sua população.
6 – DESCONGELAMENTO DO PERMAFROST
Não apenas o aumento da temperatura do planeta está derretendo as geleiras, como também parece descongelar a camada de solo normalmente permanentemente congelada abaixo da superfície da terra.
Este degelo faz com que o terreno encolha de forma desigual, por isso poderia levar a buracos e danos a estruturas como ferrovias, rodovias e casas. Os efeitos desestabilizadores do derretimento do permafrost em altitudes elevadas, por exemplo nas montanhas, poderia até mesmo causar avalanches e deslizamentos de terra.
Descobertas recentes revelam a possibilidade de doenças há muito adormecidas, como a varíola, reemergirem juntamente com mortos, seus corpos descongelando na tundra, a serem descobertos pelo homem moderno.
7 – DESAPARECIMENTO DE LAGOS
125 lagos no Ártico desapareceram nas últimas décadas, apoiando a ideia de que o aquecimento global está trabalhando diabolicamente rápido nos polos da Terra. O sumiço provavelmente tem a ver com o permafrost sob os lagos descongelados.
Quando o permafrost descongela, a água nos lagos pode escoar através do solo, drenando os lagos. E quando os lagos desaparecem, os ecossistemas que eles suportam também perdem a sua casa.
8 – O ÁRTICO FLORESCE
Enquanto o derretimento do gelo no Ártico poderia causar problemas para plantas e animais em baixas latitudes, também cria uma situação totalmente ensolarada para a vida no Ártico.
As plantas do Ártico geralmente permanecem presas no gelo durante a maior parte do ano. Mas hoje em dia, quando o gelo derrete mais cedo na primavera, as plantas parecem estar ansiosas para começar a crescer. A pesquisa encontrou níveis mais altos de clorofila (sinal indicador da fotossíntese) em solos modernos do que em solos antigos, mostrando um boom biológico no Ártico, nas últimas décadas.
9 – MUDANÇA DE HABITAT
Começando no início de 1900, nós sempre tivemos que olhar para um solo um pouco mais alto para encontrar ratos e esquilos.
Agora, pesquisadores descobriram que muitos desses animais foram transferidos para elevações maiores, possivelmente devido a mudanças no seu habitat provocadas pelo aquecimento global.
Alterações semelhantes de habitat também estão ameaçando espécies como os ursos polares do Ártico, conforme o gelo do mar em que habitam gradualmente derrete.
10 – ALERGIAS PIORES
Ataques alérgicos piores últimos anos? Se sim, o aquecimento global pode ser parcialmente responsável. Ao longo das últimas décadas, mais e mais pessoas começaram a sofrer de alergias sazonais e asma. Embora as mudanças de estilo de vida e poluição em última instância deixem as pessoas mais vulneráveis aos alérgenos do ar, pesquisas mostram que os níveis mais elevados de dióxido de carbono e temperaturas mais elevadas associadas com o aquecimento global também estão desempenhando um papel em florescer plantas mais cedo e produzir mais pólen. Com mais alérgenos produzidos, a estação da alergia pode durar mais tempo. [LiveScience]