quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Lista elege empresas de tecnologia mais verdes

Por Gabriela Campêlo– 15 de fevereiro de 2012

Publicado em: Notícias

Ranking do Greenpeace avalia vários aspectos da produção de eletrônicos e mostra quem tem práticas benéficas para o planeta.



Fonte: Planeta Sustentável

Autor: Salvador Nogueira

http://ambientalsustentavel.org/2012/lista-elege-empresas-de-tecnologia-mais-verdes/

Itália terá a primeira floresta vertical do mundo

Por Gabriela Campêlo– 15 de fevereiro de 2012

Publicado em: Notícias, Pegada Ecológica


O problema da falta de verde nas grandes metrópoles incomoda há décadas seus moradores. Agora, vinda de Milão, na Itália, uma ideia que reformula o conceito de reflorestamento pode começar a mudar esse cenário. Na cidade italiana, nascerá a primeira floresta vertical do mundo, batizada de Bosco Verticale. Projetada pelo escritório de arquitetura Stefano Boeri, a floresta cresce, na prática, dentro de duas torres de edifícios residenciais e sustentáveis.

Longe de ser apenas um projeto idealizado para um futuro distante por amantes do verde, o Bosco Verticale já está em construção, no bairro de Isola, no centro de Milão. A floresta vertical foi pensada para tentar responder a dois problemas urbanos crônicos: a falta de espaço para o crescimento nas cidades e a ausência de natureza.

Com altura de 110 e 76 metros, os dois prédios foram classificados em recente matéria no jornal Financial Times como as torres mais excitantes do momento no mundo. Cada apartamento do Bosco Verticale terá uma varanda com árvores plantadas. No total, serão 900 árvores, com altura de três, seis ou nove metros. Se postas num plano horizontal, as árvores equivaleriam a 10 mil metros quadrados de floresta.



Outras plantas completarão o visual dos prédios. A vegetação irá produzir umidade e absorver gás carbônico, além de proteger o apartamento da radiação e da poluição. Ou seja, vários pontos a favor da qualidade de vida de seus moradores.

O conjunto também contará com um sistema sustentável para o abastecimento de energia. Os apartamentos terão mecanismos de energia eólica e fotovoltaica para aumentar o grau de autossuficiência energética. Já a água utilizada para a irrigação das plantas será filtrada e reaproveitada da água suja já usada pelo edifício.

A floresta vertical é um projeto de autoria de Stefano Boeri, arquiteto, acadêmico e ex-editor da revista de design e arquitetura Domus. Propostas semelhantes não são novidade, mas dificilmente têm sido tiradas do papel. Dickson Despommie, cientista ambiental da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, por exemplo, já propôs a criação de fazenda vertical, onde frutas, verduras e legumes seriam plantados não no solo, mas na água, num tipo de cultura hidropônica. Despommier teve o endosso ao seu projeto dado por Steven Chu, vencedor do prêmio Nobel de Física que hoje chefia o ministério de energia do governo Obama, até hoje porém, só foram criados protótipos de fazendas verticais.

O Bosco Verticale é, na realidade, a primeira peça de um projeto maior de Boeri, o BioMilano, que pretende construir um cinturão verde ao redor da cidade italiana, além de restaurar fazendas abandonadas na periferia de Milão. Pelo visto, é só o começo.


Fonte: Época Negócios
Autor: Elisa Campos


http://ambientalsustentavel.org/2012/italia-tera-a-primeira-floresta-vertical-do-mundo/

Como preservar a biodiversidade?

Por Patricia Patriota– 22 de janeiro de 2012

Publicado em: Meio Ambiente, Notícias

Em 2020, todas as pessoas deverão ter conhecimento sobre o valor de preservar a fauna e a flora de seu país e de como podem agir nessa defesa ambiental. Essa meta ambiciosa está no Plano Estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica para 2020, um pacto assinado por várias nações na COP-10, inclusive o Brasil. Agora, todos esses países devem fazer sua parte para alcançar os objetivos e é por isso que o Ministério do Meio Ambiente lançou o seu plano nacional de metas.

Ao longo de 2011, setores estratégicos da sociedade brasileira, como empresas, ambientalistas, acadêmicos, governo federal e estadual, povos indígenas e comunidades tradicionais, se reuniram para debater as metas. O resultado é o chamado “Documento Base da Consulta Pública”, que considera as 20 Metas Globais de Biodiversidade (Metas de Aichi) e necessidades específicas de cada uma delas. É esse documento que está disponível no site do MMA para ser avaliado e receber contribuições da sociedade brasileira até dia 31 de janeiro.

As metas propostas tratam, por exemplo, da criação de associações, organizações não governamentais ou grupos para conservação e uso sustentável da biodiversidade em pelo menos um município em cada estado do Brasil até 2013. Outro objetivo é abrir gradualmente mais espaço no ensino superior para conteúdos sobre a biodiversidade. Em 2017, 50% dos cursos deverão ter esse tema no currículo e, em 2020, todos.

Dentro de oito anos, espera-se que as pessoas tenham conhecimento dos valores da biodiversidade e das medidas que poderão tomar para conservá-la e utilizá-la de forma sustentável e, para isso, outro objetivo é a criação de espaços públicos para ensino da biodiversidade como museus, zoológicos e parques ecológicos.



http://ambientalsustentavel.org/2012/como-preservar-a-biodiversidade/

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As sacolas foram banidas, agora chega a vez das garrafas plásticas!

Por Gabriela Campêlo– 13 de fevereiro de 2012

Publicado em: Meio Ambiente, Notícias, Pegada Ecológica, Pesquisa, Reciclagem

Começamos 2012 com uma boa notícia: a substituição das sacolas plásticas descartáveis! Finalmente, em 25 de janeiro, entrou em vigor o acordo estabelecido entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente que suspende a distribuição gratuita de sacolas plásticas descartáveis nos supermercados. A partir de agora, só é permitido o uso de sacolas reutilizáveis ou biodegradáveis.

Ficou definido em lei, que: “Sacola retornável seria aquela produzida em material durável e resistente, destinada à reutilização continuada. A biodegradável ou oxibiodegradável seria a sacola produzida com qualquer material que apresente degradação acelerada por luz e calor, e posterior capacidade de ser desintegrada em até 18 meses. O resultado da decomposição do material usado na produção deste tipo de sacola deverá ser gás carbônico, água e biomassa, e não poderá gerar resíduos que apresentem qualquer risco de toxidade ou ameaça ao ambiente”.

Muito bem! Uma ação gloriosa que ajudará a gerenciar os impactos ao meio ambiente, já que os bilhões de sacolinhas descartadas, por serem plásticas, simplesmente levam mais de 100 anos para se degradar.

Entretanto, tirar apenas a sacola plástica de circulação não é o suficiente. Ainda existe a necessidade de dar mais um passo a frente em todo esse processo. Da mesma forma que as embalagens plásticas descartáveis são prejudiciais para a sustentabilidade, as GARRAFAS PLÁSTICAS, principalmente as que embalam óleos comestíveis (de soja, milho, girassol ou canola), causam danos similares e até piores.

Não me canso de explicar o porquê disso: assim como as sacolas, as garrafas plásticas de óleo comestível também são difíceis de ser recicladas. Com as paredes da garrafa impregnadas de gordura, proveniente do óleo, seu processo de reciclagem é economicamente inviável.

E para se ter uma ideia da gravidade, testes feitos em laboratórios (ver abaixo imagem demonstrativa) mostram que 1 garrafa plástica equivale a 6 sacolinhas daquelas tradicionais que foram recentemente banidas.

O mercado nacional de óleos comestíveis consome anualmente aproximadamente 2,5 bilhões de garrafas de 900 ml.

A volta da lata como embalagem para este produto, equivaleria à retirada de 15 bilhões de sacolas plásticas do meio ambiente. Esta quantidade é a mesma a que o programa de substituição da sacola plástica implementado agora pela APAS e o governo do Estado de São Paulo se propõe a retirar ao longo de um ano.

A saúde humana também é afetada! Ao contrário do que ocorre com o óleo comestível envasado em lata, a garrafa plástica necessita, para aumentar sua vida de prateleira, do acréscimo de conservantes químicos, tais como o polêmico TBHQ, cujos rumores no mundo científico dão conta de que este aditivo é capaz de provocar o desenvolvimento de câncer em organismos submetidos à sua regular ingestão. Este conservante químico é usado para aumentar a vida útil do óleo pois, com a incidência de luz (natural ou artificial) na garrafa plástica que é transparente, ele estragará bem mais rápido, uma vez que a exposição do óleo de soja à luz acelera o processo natural de oxidação.

Alguns países que integram a União Européia não utilizam mais este conservante e o Ministério Público Federal no Brasil já apura a responsabilidade da Anvisa no processo que, contrariamente ao interesse da preservação da saúde humana, alterou os parâmetros de aceitação da qualidade do óleo comestível e viabilizou, de forma bastante precária, a utilização das garrafas plásticas.

Até quando vamos ficar de braços cruzados esperando uma atitude das autoridades fiscalizadoras?

É de causar perplexidade que algumas das maiores empresas do agronegócio do mundo tenham substituído a lata pela garrafa plástica e ainda adotem o slogan da sustentabilidade como bandeira.

Alternativa para as garrafas de óleo

Mas a população parece que está começando a tomar consciência. Não é à toa, que a Associação Brasileira da Embalagem de Aço (Abeaço) tem recebido consultas sugerindo o retorno das latas de óleos que, infelizmente, sumiram do mercado. Esta solicitação coerente tem uma explicação: ao contrário das garrafas plásticas, as embalagens de aço (latas) não necessitam de conservantes e, além de manterem o óleo protegido e mais “saboroso”, quando descartadas, levam aproximadamente cinco anos para se decompor, quando então retornam ao meio ambiente na sua forma original de óxido de ferro. Veja a imagem:


Esta foto é de um estudo comparativo de degradação entre latas de aço e garrafas plásticas. É possível notar que a lata de aço, quando descartada na natureza, leva aproximadamente cinco anos para se decompor retornando ao meio ambiente em sua forma original de óxido de ferro. Já a garrafa plástica aparece praticamente intacta e, assim como as sacolas plásticas, leva mais de 100 anos para se degradar.

Neste contexto, cabe lembrar que foi criada a Associação Prolata Reciclagem, instituição sem fins lucrativos que visa reciclar embalagens de aço pós-consumo, e será a primeira no Brasil a trabalhar formalmente dentro das normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), promulgada pelo governo federal. O centro de reciclagem será inaugurado ainda neste ano e terá capacidade para receber diariamente até 20 toneladas de embalagens vazias, que serão classificadas, prensadas e enviadas para siderúrgicas transformarem o material em novas chapas metálicas para reutilização.

Da mesma maneira que a APAS e o governo paulista fizeram um forte trabalho de conscientização com as sacolas descartáveis, a ideia da Prolata é conscientizar a população sobre a reciclagem de embalagens de aço pós-consumo e estimular a coleta seletiva. Talvez, esta seja a largada de mais uma ação em prol do meio ambiente e da sociedade, que poderá abrir espaço para uma discussão mais ampla sobre a urgência em também tirar de circulação as perversas garrafas plásticas para óleos comestíveis.





Autora: Maria Roque
Matéria enviada pela Colaboradora Especial Gianna Xavier

http://ambientalsustentavel.org/2012/as-sacolas-foram-banidas-agora-chega-a-vez-das-garrafas-plasticas/

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Chile vai cultivar plantas aquáticas e produzir combustível renovável

Por Gabriela Campêlo– 14 de fevereiro de 2012
Publicado em: Notícias


Uma inovadora tecnologia desenvolvida por uma empresa do Chile transformará as plantas aquáticas que colorem de verde alguns rios, lagoas e mangues em combustível renovável e alimento para porcos, aves e peixes.

O grupo investidor AIQ adquiriu em 2011 a patente desta tecnologia comercializada pela empresa americana PetroAlgae e, no final de 2012, prevê começar a produzir em massa estas plantas aquáticas.

Com a queda das reservas de combustíveis fósseis devido ao aumento da demanda por parte de potências emergentes como China, Índia e alguns países da América Latina, a prospecção de fórmulas alternativas para obter petróleo atraiu a atenção do setor de energias renováveis.

Este é o caso da PetroAlgae, que após estudar as propriedades de um elemento tão comum como as pequenas plantas que crescem nas águas paradas das lagoas e dos rios, concluiu que, ao desidratar estas partículas, pode-se obter óleo refinado e ao mesmo tempo proteínas para o consumo animal.

Menor custo

O vice-presidente da PetroAlgae na América Latina, Jorge Abukhalil, explicou que a peculiaridade deste sistema é que, ao contrário de outras tecnologias muito mais sofisticadas, o cultivo destes microorganismos tem um custo reduzido.

“Não necessitamos uma espécie de alga que cresça em um habitat determinado. Precisamos apenas buscar um terreno onde colocar as piscinas biorreativas para reproduzir maciçamente os microorganismos e uma máquina que desidrate as plantas aquáticas”, assegura Abukhalil, que já implantou o sistema em países como Tailândia, Suriname e Equador.

Ele explica que o sistema de reprodução destas plantas é bem simples: as amostras são recolhidas em qualquer lagoa ou rio, transferidas para uma piscina biorreativa cheia de água, onde em um período entre 24 e 48 horas as plantas se reproduzem.

“Uma vez que a piscina está cheia de microorganismos verdes, já se pode extrair o produto e iniciar o processo de desidratação, a partir do qual se obtém a proteína que pode servir para o consumo animal e para criar óleo renovável”, especifica.

Além disso, estes microorganismos são capazes de consumir entre 100 e 120 toneladas de dióxido de carbono por hectare cultivado. Por isso, segundo o responsável da empresa, “se trata de um sistema de produção ambientalmente sustentável”.

“Calculamos que com um cultivo de 500 hectares é possível produzir anualmente entre 100 mil e 150 mil barris de petróleo”, acrescenta Abukhalil.

Expansão

Assim, perante a potencialidade desta tecnologia, o grupo AIQ adquiriu a licença em 2011 e no final do ano deve terminar a construção de uma fábrica de produção no Chile.

“Agora estamos buscando um terreno de 500 hectares para construir as piscinas”, especifica Andrés de Carcer, investidor responsável por implantar este sistema no país.

Quanto aos clientes potenciais, Carcer esclarece que, no momento, a empresa pretende se especializar na produção de proteínas para o consumo animal, embora não descarte que, quando o projeto estiver em andamento, possa fazer negócios com a indústria petrolífera.

Por enquanto, uma pequena fábrica já foi construída nos arredores de Santiago, onde se comprovou previamente a eficiência da tecnologia para começar a produção da planta aquática em grande escala.

Fonte: G1