terça-feira, 23 de abril de 2013

Como cultivar uma horta caseira


Confira orientações de como plantar ervas e hortaliças no jardim ou na varanda

NATHALIA TAVOLIERI, COM RENATO TANIGAWA (INFOGRAFIA) E NATÁLIA DURÃES (ARTE)
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Usar ervas frescas, sem agrotóxicos e colhidas em casa para cozinhar pode parecer algo viável apenas para quem tem muito espaço e tempo para se dedicar às plantas. ÉPOCA mostra que essa ideia está errada. Para os que têm jardim em casa, poucos centímetros de um canteiro já bastam para o plantio. Quem não conta com espaços verdes pode optar por vasinhos, jardineiras ou mesmo pelas hortas verticais – vasos presos na parede por suportes. A herborista Silvia Jeha, da Sabor de Fazenda, explica no vídeo ao lado que com poucos minutos por dia é possível cultivar temperos frescos e de qualidade.
Confira as orientações e cuidados iniciais:
dicas_horta (Foto: Natália Durães / Editora Globo)
>> Paladar
Além de divertida, a jardinagem caseira é uma atividade saudável. Estudos da Federação de Fazendas Urbanas e Hortas Comunitárias do Reino Unido afirmam que a prática pode aguçar o apetite, evitar a insônia e beneficiar os sistemas respiratório e cardiovascular. O consumo do que é produzido na jardinagem também traz bons resultados para o corpo. Segundo a nutricionista funcional Regina Dencker, a horta caseira pode ajudar a melhorar a nutrição de toda a família. "Alimentos cultivados em casa, sem agrotóxicos, apresentam maior quantidade de fitoquímicos e concentração de nutrientes".
 As ervas cultivadas em casa podem temperar pratos simples, preparados no dia a dia do lar, como massas, carnes, grãos, legumes e saladas. E em vez de comprar um maço inteiro de hortelã, por exemplo, para uma receita que pede apenas duas folhinhas, é só colher a quantidade necessária na sua horta. Sem desperdícios.
Aprenda no vídeo ao lado uma maneira fácil e rápida de temperar manteiga com ervas frescas.
>> Compostagem
Para cultivar uma horta sem produtos químicos, é indicado fortalecer a terra com adubo natural, que pode ser feito a partir dos resíduos orgânicos produzidos em casa, como restos ou partes estragadas de frutas, legumes e outros alimentos, além de papel e folhas secas. O adubo orgânico é obtido por meio do processo dacompostagem. Nos jardins das casas, pode ser feita ao ar livre, em um canteiro na sombra. Em apartamentos, há a opção do minhocário, que consiste em três caixas empilhadas, nas quais são depositados os restos orgânicos, folhas secas, terra, minhocas californianas e outros bichos decompositores, como tatus-bola e centopeias. Como resultado, obtêm-se chorume e adubo de minhoca. Novídeo ao lado, a herborista Sabrina Jeha, da Sabor de Fazenda, ensina como fazer a compostagem caseira.
>> Plantas medicinais, aromáticas e condimentares
Entre os benefícios da horta caseira estão uma alimentação mais saudável, ambientes melhor decorados e uma vida menos estressante. Com a orientação da especialista em Produção de Hortaliças da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Rumy Goto, do especialista em Agroecologia, também da Unesp, Filipe Pereira Giardini Bonfim, e do professor do Departamento de Produção Vegetal da Universidade de São Paulo (USP-Esalq), Keigo Minami, ÉPOCA reúne neste infográfico interativo uma relação de ervas e suas principais características de plantio para você encontrar quais espécies combinam melhor com as condições de espaço e luminosidade da sua horta.
  


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sexta-feira, 12 de abril de 2013

64% dos brasileiros não têm acesso à coleta seletiva



De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os municípios brasileiros têm menos de dois anos para terminar com os lixões e implementar a coleta seletiva em todo o seu território, mas pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28) aponta que a meta está longe de ser cumprida.
De acordo com o estudo Consumo Sustentável*, feito pelo Ibope a pedido da WWF-Brasil, 64% dos brasileiros ainda não possuem acesso à coleta seletiva em suas residências. A notícia não é boa, principalmente porque a vontade da população de cuidar de seus resíduos corretamente é grande: 85% das pessoas que não contam com o serviço estão dispostas a separar o lixo em casa, desde que tenham um lugar para depositá-lo.
A situação ainda piora. De acordo com a pesquisa, os brasileiros que já possuem acesso à coleta seletiva não são atendidos 100% pela prefeitura. Em metade dos casos o serviço ainda é feito de forma informal, por catadores de rua, cooperativas, associações ou pontos de entrega voluntários, o que prova que os governos municipais ainda têm muito trabalho pela frente, se quiserem cumprir as determinações da PNRS no prazo.
FALTA CONHECIMENTOAlém da ausência do serviço de coleta seletiva, o brasileiro também está carente de informação. Uma em cada três pessoas entrevistadas pelo Ibope não faz ideia dodestino do lixo que é produzido em sua casa, depois que ele é colocado para fora.
E mais: muitos não sabem quais são os resíduos que precisam ser descartados de forma especial, por apresentarem algum risco ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Apenas 19% da população sabe como descartar embalagens aerossóis corretamente, por exemplo, enquanto 78% e 73% não fazem ideia de como jogar fora remédios e óleo de fritura, respectivamente.
Confira, na íntegra, a pesquisa Consumo Sustentável, que foi encomendada pela WWF-Brasil, no âmbito do Programa Água Brasil.
Fonte: Planeta Sustentável

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Biodiversidade brasileira é fonte para cura de doenças


Respostas para muitas doenças podem ser encontradas na biodiversidade brasileira. Para tentar descobri-las, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), testam plantas de vários biomas. Alguns exemplares já se mostraram eficazes contra bactérias e fungos causadores de infecções.
O coordenador do projeto no Rio, o químico Humberto Ribeiro Bizzo estuda as propriedades de espécies de plantas em laboratório desde 2012. Neste período, constatou que a sacaca (planta de origem amazônica) deu resultados positivos contra uma bactéria que é encontrada em infecções em hospitais e contra a candidíase, doença predominante em mulheres.
Substâncias
“Nossa orientação é achar novas substâncias ou novos extratos que tenham atividade contra bactérias ou fungos ou com alguma resistência a antibióticos ou, então, contra doenças, como é o caso da candidíase, que afeta grande parte da população em países quentes e úmidos”, explicou Ribeiro Buzzo. Segundo ele, esse é um dos primeiros passos para criar medicamentos.
“Terminada a pesquisa, pegaremos as plantas que têm atividade no laboratório e aumentaremos esses testes para verificar se os extratos são tóxicos na concentração utilizada e se têm atividade em cobaia”, disse. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
(Agência Brasil)
Biodiversidade brasileira é fonte para cura de doenças
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

4 alternativas sustentáveis para driblar os altos preços do tomate



A maioria das pessoas que cozinham em casa e apostam em uma alimentação mais saudável perceberam que os preços do tomate dispararam. O alto custo da mercadoria virou até piada na internet. Sendo assim, o CicloVivo ensina maneiras sustentáveis para substituir este alimento.
De acordo com especialistas, a alta do preço é justificada pelos eventos climáticos, que determinaram a baixa produtividade nas lavouras. Assim, quanto menor a colheita, maior o preço de venda – e, atualmente, até o quilo do tomate italiano tem sido encontrado com preços menores do que os cultivados nas terras brasileiras.
Para não perder os benefícios que o fruto do tomateiro nos oferece, veja abaixo maneiras sustentáveis e saudáveis de substituí-lo na cozinha:
Plante em casa
Se a justificativa para os altos preços é a baixa produtividade na zona rural, aproveite para plantar tomate na sua própria casa – ele pode ser cultivado a partir de uma muda, ou, então, com as sementes que carrega em sua polpa. O tomate mais comum é conhecido como coração de boi, que se adapta facilmente em vários lugares, inclusive dentro de casa. Para dar frutos, a planta demora de 60 a 90 dias, e, como o nome da espécie diz, o tomate é grande.
Coma melancia na sobremesa
Abuse das frutas vermelhas, que contêm licopeno, substância que possui ação antioxidante, capaz de prevenir o envelhecimento da pele e vários tipos de câncer. Consumindo menos tomate, aproveite a sobremesa para comer melancia, mamão e caqui. No prato, aposte no pimentão vermelho, na salsa e no aspargo, já que estes alimentos também têm alta concentração de licopeno.
Faça um ketchup de goiaba
A versão sustentável do ketchup é produzida com goiaba. Para começar, tire as cascas da fruta, jogue as sementes no lixo e pique a goiaba em cubinhos dentro de uma panela, sem óleo ou azeite. Adicione um dente de alho, uma cebola fatiada e meio copo de suco de laranja. Refogue a mistura por três minutos – assim, o calor da panela vai potencializar a ação do licopeno no organismo.
Passados os três minutos, adicione três colheres de sopa de shoyu, duas colheres de sopa de extrato de tomate, sal, pimenta e folha de louro a gosto, apenas para temperar. Cozinhe, sempre mexendo a mistura, durante 25 minutos.
Depois deste tempo, coloque um sachê de adoçante em pó e bata a mistura no liquidificador, até que atinja o mesmo ponto de um ketchup tradicional.
Evite os enlatados e use a criatividade para preparar molhos
Em vez de consumir a versão enlatada, que em nada colabora para a saúde e para o meio ambiente, use a criatividade para substituir o tradicional molho de tomate que acompanha massas, carnes e tantos outros pratos. Uma boa sugestão é preparar cremes com as frutas de sabor agridoce, ou de polpa cremosa, como o mamão.
* Com informações do G1.
(CicloVivo)
4 alternativas sustentáveis para driblar os altos preços do tomate
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terça-feira, 9 de abril de 2013

Girassol



Adaptada às várias regiões do país para a produção de semente, a planta também tem apelo como espécie ornamental 

Texto João Mathias
Consultora: Ana Cláudia Barneche de Oliveira*


O peculiar movimento de girar sua inflorescência em direção ao sol inspirou o nome desta planta de proporções exageradas. Firmado como artigo de cultivo em larga escala para a produção de grãos e óleo, o girassol (Helianthus annuus L.) é também utilizado na ornamentação de jardins e em arranjos para decoração.
O grande porte da planta, que pode chegar a 1,80 metro de altura, nem sempre agrada a esse tipo de consumo. Por isso, a partir de técnicas de cultivo e de melhoramento genético, surgiram versões de girassóis menores, mais compactos, que podem ser cultivados e comercializados em vasos.
A Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, desenvolve ainda cultivares ornamentais estéreis. Produzido em grande quantidade, o pólen pesado e denso da planta cai facilmente da flor e acaba sujando o local, além de causar alergia em algumas pessoas. Outra frente de pesquisa do órgão é o desenvolvimento de sementes capazes de gerar exemplares com pétalas de tonalidades diferentes do tradicional amarelo.
O girassol tem boa adaptação ao clima e é tolerante à seca, mas deve ser cultivado em locais com disponibilidade de irrigação. Dotado de um sistema radicular que se aprofunda no solo, tem alta capacidade de absorção de água e nutrientes. Porém, a planta é sensível à compactação do solo e prefere terrenos melhorados.
O grão pode ser utilizado para consumo animal, extração de óleo e obtenção de farinhas que servem como ingrediente para a produção de pães e outros alimentos. A plantação de girassol ainda pode servir de base para a produção de mel de abelhas.
Natural da América (há controvérsias sobre o local de origem, que pode estar nos Estados Unidos e México ou no Peru) e introduzida na Europa no século XVI, a planta é hoje cultivada nos cinco continentes e tem sua importância renovada pela crescente busca por fontes renováveis de energia. Isso porque seu óleo, além de ser saudável para a alimentação humana, com propriedades que reduzem o nível de colesterol, também é matéria-prima para a fabricação de biodiesel.
Raio X
SOLO: bem-drenados, não compactos e férteis
CLIMA: temperado
ÁREA MÍNIMA: um canteiro
COLHEITA: 50 dias após o plantio
CUSTO: 64 centavos o envelope com sementes
Mãos à obra
INÍCIO - há no mercado variedades de polinização abertos e híbridos disponíveis para os interessados em plantar. Apesar de mais uniformes e com potencial para produzir mais, os híbridos têm sementes mais caras em relação ao outro tipo de variedades. Para a produção de flor de corte, devem ser adquiridas as cultivares unicapituladas, ou seja, as que produzem apenas uma flor. Para jardins, são recomendadas as plantas que originam múltiplas flores.
VARIEDADES - novas opções estão surgindo no mercado, com cores e tamanhos diferentes do original. As variedades de girassol mais conhecidas são as de pétalas amarelas, com variações apenas no centro, que pode ser claro ou escuro.
PLANTIO - o girassol pode ser plantado até em quintais diretamente no canteiro, sejam a céu aberto ou em estufa. Coloque três sementes em cada pequena cova, com quatro centímetros de profundidade. Irrigue uma vez por semana.
ADUBAÇÃO - depende da fertilidade do solo. Em geral, são indicados de 40 a 60 quilos por hectares de nitrogênio, de 40 a 80 quilos de fósforo e 40 a 80 quilos de potássio. É importante fazer, seis meses antes do plantio, a correção de acidez do terreno com o uso e calcário.
ESPAÇAMENTO - em um canteiro de dez metros de comprimento e dois metros de largura, deixe espaço de 50 centímetros entre linhas e de 25 centímetros entre covas nas linhas. Com essas medidas, o cultivo pode gerar cerca de 160 flores.
TRATOS - evite ataque de ervas daninhas nos primeiros 30 dias do cultivo. Após esse período, a plantação consegue manter a produtividade mesmo com a incidência de novas infestações. Outras pragas do girassol são vaquinha, lagarta-preta e percevejos. Como não há por aqui registro de inseticidas para o combate dos parasitas, recomenda-se um monitoramento freqüente do plantio para impedir a propagação. Entre as doenças, as mais comuns são a alternária, que se prolifera em clima quente e úmido, e a podridão-branca ou mofo branco (clima frio e úmido), que pode ser inibida com a rotação de culturas de gramíneas.
PRODUÇÃO - após cerca de 50 dias do início do plantio, as flores começam a abrir, quando devem ser colhidas. Mantenha a planta com a base amarrada e dentro da água. O transporte deve ser rápido e com cuidado, pois se a comercialização passar de 15 dias, o girassol começa a murchar.

*Ana Cláudia Barneche de Oliveira é pesquisadora da área de melhoramento da Embrapa Clima Temperado, tel. (53) 3275-8147,barneche@cpact.embrapa.br
Onde comprar: Isla Sementes (51) 2136-6600; Agristar (24) 2222-9000; no site da Embrapa Soja - www.cnpso.embrapa.br - podem ser consultadas outras empresas que comercializam sementes de girassol