quarta-feira, 19 de junho de 2013

Como plantar frutas

        
Como plantar frutas
As crianças que não têm oportunidade de passar finais de semana, feriados ou férias em chácaras, sítios ou fazendas, dificilmente conhecem as árvores que produzem as frutas que consomem. O progresso e a vida nas cidades grandes, acabam por distanciá-las do que acontece no campo e do contato com a natureza, animais domésticos e plantações de legumes, verduras e árvores frutíferas.
É possível, mesmo não possuindo alguma propriedade rural, trazer esse mundo mais perto dos pequenos, montando um pomar em um terreno adquirido ao lado da residência em que mora ou plantando alguns pés de frutas na área de lazer da própria casa. Lembrando que, quando há pouco espaço, podem-se usar as árvores anãs que, mesmo em vasos, produzem frutas de boa qualidade.

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Com isso, além da criança conhecer como determinadas frutas são cultivadas, vai ingerir alimentos sem agrotóxicos e, consequentemente, mais saudáveis, podendo até participar da colheita.

Como plantar frutas cítricas

  1. Faça um buraco que tenha em torno de um metro de diâmetro e um metro de profundidade, no mínimo. Se for uma árvore anã, pegue um vaso bem grande, com 60 cm de diâmetro pelo menos.
  2. Misture metade da terra que tirou para fazer a cova, com o mesmo tanto de compostagem. No caso do vaso, use terra para vasos, deixe-o um pouco elevado do chão e faça buracos para drenagem.
  3. Coloque a muda, com a terra que veio  do depósito de mudas, no buraco que foi cavado e complete com a terra que foi misturada com a compostagem, deixando a parte entre o caule e a raiz no nível do solo ou um pouquinho acima.
  4. Faça uma camada de serragem sobre toda a área plantada, a fim de evitar que a água penetre rápido demais e a ação das ervas daninhas. Lembre-se de deixar um espaço ao redor da base da planta, para que o caule possa respirar e evitar excesso de umidade.
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  6. Regue uma vez por semana, a menos que chova o necessário para desenvolver-se. Use fertilizante próprio de três a quatro vezes durante o ano e siga as instruções da embalagem corretamente.
  7. Pode a árvore quando necessário, para facilitar a incidência da luz e circulação de ar e retire ramos que brotem da raiz, pois eles tiram a força da árvore principal. Colha os frutos somente quando maduros, a não ser os limões, que podem ser colhidos um pouco antes da hora.

 Como plantar goiaba

800px Guava ID Como plantar frutas
  1. A muda da goiabeira pode ser comprada ou formada em casa, a partir de sementes de goiabas maduras e sadias. Se for preparar a muda com as sementes, separe-as da polpa, lave-as, espere secar à sombra e plante num recipiente pequeno.
  2. Are o solo em que a muda vai ser plantada um mês antes, mais ou menos e abra uma cova com 60 cm de profundidade por 60 cm de lado. Coloque dentro desse buraco: 150 g de cloreto de potássio, 200 g de superfosfato simples e 20 litros de esterco bovino curtido.
  3. Passe a muda para a cova quando ela estiver bem desenvolvida e, de preferência, no início da temporada das chuvas e em dias frescos e nublados. Faça o plantio realizando os mesmos procedimentos feitos com as frutas cítri
    2305008809 d37d8fc9e3 Como plantar frutas   
  4. Retire os galhos secos e fracos da goiabeira, após cada produção. E para que as goiabas  sejam de qualidade, tire a maior parte dos frutos que nascerem, deixando apenas dois deles por galho, quando a árvore estiver nova e de três a quatro, quando mais velha.
  5. Envolva cada fruto que ficar nos galhos, com saquinhos de papel manteiga e prenda-os ao pedúnculo com um arame fino ou fita vegetal, impedindo o ataque de pragas. Depois de três meses da poda aparecem as flores e, depois de mais três meses, as goiabas estão prontas para serem colhidas.

Dicas

  • Escolha mudas saudáveis para comprar ou, caso não tenha prática, peça certificado de garantia da planta. Em caso de epidemia, as autoridades que fiscalizam plantações de frutas cítricas, costumam remover a árvore e queimá-la.
  • Faça a colheita das frutas cítricas usando luvas para proteger-se dos espinhos que se encontram em alguns tipos de árvores.
  • O limão apresenta diferenças de acordo com o lugar em que é plantado. Quando em regiões com chuvas regulares e bem distribuídas durante o ano todo, a cor da casca é mais bonita e a polpa possui teores de açúcar e ácidos mais altos.
  • Mesmo depois de grandes, continue regando as árvores frutíferas, para que deem frutos mais saborosos.
Faça plantação de árvores frutíferas direto no chão ou em vasos e tenha deliciosos frutos para saborear ou preparar sucos naturais e nutritivos, sem agrotóxicos e com muitas vitaminas.

http://comofas.com/como-plantar-frutas/

Como plantar: Manjericão


Com bom desenvolvimento em regiões de clima quente, o ingrediente que perfuma diferentes pratos pode ser plantado até em vasos
Texto João Mathias
Consultor: André May*
 
 


  
No verão, a alimentação leve é uma aliada do brasileiro para enfrentar as altas temperaturas. Médicos e profissionais da saúde recomendam um cardápio variado, com muitos legumes e folhas verdes. É bom ter cuidado com os temperos e condimentos em dias mais quentes, mas isso não quer dizer que não se pode caprichar. Com sabor e aroma intensos, o manjericão é uma ótima sugestão para fazer toda a diferença numa receita. Usado em saladas, molhos, recheios, pizzas e em várias massas, ele dá um toque especial aos pratos e, ainda melhor, pode ser cultivado até em vasos pelo próprio consumidor.
Perene ou anual, o manjericão é plantado sobretudo por pequenos agricultores no Nordeste. Ambientes com muita luminosidade e chuvas regulares são os preferidos para o desenvolvimento da planta, que pode chegar a produzir por até três anos. O clima frio não agrada a todas as variedades, que podem ser determinadas pelo porte, formato da copa, tamanho e características do seu óleo essencial.
Pertencente à família Laminaceae, há o manjericão com folhas grandes (Ocimum basilicum) e o com folhas pequenas (Ocimum minimum). O de cor verde é o mais conhecido, mas também existem plantas de folhas avermelhadas - mais raras e com mais aroma. O perfume do manjericão tampouco é uniforme: há variedades com fragrância doce, lembrando limão, cinamato (canela), cânfora, anis e cravo.
Na região do Mediterrâneo, onde é presença comum na alimentação, o manjericão é plantado em beirais de janelas. Com propriedades que repelem insetos, afasta moscas e mosquitos. Mas suas belas flores também são vistas como ornamento. Conhecida por alguns como alfavaca cheirosa, essa planta com propriedade digestiva, antibiótica e anti-reumática é utilizada para tratamento de enjôos, problemas respiratórios e reumáticos.

Das folhas ainda podem ser extraídos óleos essenciais como o linalol. O produto - que também é obtido da árvore pau-rosa, espécie em extinção encontrada na floresta amazônica - serve de matéria-prima para a fabricação de perfumes e para o processo de aromatização de alimentos e bebidas. Não se sabe ao certo da sua origem, mas há indícios de que o manjericão tenha se espalhado pelo mundo a partir do Oriente Médio, norte da África e Índia.
Raio X
SOLO: fértil e de granulação média
CLIMA: na faixa de 21 a 25 graus
ÁREA MÍNIMA: pequenas hortas, caixotes ou vasos
COLHEITA: a cada 60 dias
CUSTO: 2,50 reais a muda
Mãos à obra
INÍCIO - antes de tudo, é preciso fazer uma análise do solo onde será plantado o manjericão. Um engenheiro agrônomo pode dar as orientações sobre as correções e fertilizações exigidas para o cultivo. Em vasos, assegure-se de que a terra seja fértil e de granulação média.
PLANTIO - plante a muda de manjericão no mês de setembro, início da primavera. É quando ocorrem as primeiras chuvas da estação. Use estacas de ponteiro, colocadas em bandejas de isopor de 200 células com substrato comercial. Elas devem ser mantidas irrigadas.
ESPAÇAMENTO - depende do sistema de cultivo adotado, mas recomenda-se a distância de 60 centímetros entre linhas e 40 centímetros entre plantas.
CORTE - faça o primeiro corte somente após três meses do plantio. Ele deve ser a 40 centímetros do nível do solo. Repita o processo a cada 50 ou 60 dias, ou quando observar que há uma aproximação das copas, a ponto de prejudicar as folhas mais baixas por impedir a luminosidade. Os cortes favorecem a produtividade, pois o manjericão volta a brotar e a ramificar.
PRAGAS E DOENÇAS - embora seja bastante resistente, o manjericão pode ser atacado principalmente pela larva minadora, pelo bicho-mineiro e pelas doenças rhizoctoniose, fusariose e cercosporiose. Procure um agrônomo para melhor controlar esses problemas.
TRATOS - em plantas que exigem cortes sucessivos, alguns tratos são necessários. Faça com freqüência capinas e controle de doenças e fertilizações. Assegure a disponibilidade de água.
PRODUÇÃO - as folhas podem ser colhidas quando a planta atingir cerca de 1,2 metro de altura. Em geral, isso ocorre aos 60 dias. A primeira colheita, no entanto, é indicada somente após três meses do plantio.

Reportagem extraída de http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1669313-4529,00.html


terça-feira, 18 de junho de 2013

Aprenda a cultivar temperos em casa

 

Ter uma horta não é privilégio apenas de quem mora em casas com grandes terrenos. É completamente possível cultivar condimentos e ervas em apartamentos ou em espaços pequenos, desde que o local seja bem iluminado, apresente boas condições de irrigação e tenha solo de boa qualidade.

Algumas espécies se adaptam melhor em canteiro, são elas: alecrim, manjericão, estragão, camomila, capuchinha, cebolinha, erva cidreira, hortelã, orégano, pimenta-dedo-de-moça, salsinha e sálvia.

Aprenda como montar um canteiro e a cultivar algumas espécies:

Você vai precisar de um vaso grande ou uma jardineira (pode ser de plástico ou de barro), terra, húmus de minhoca, mudas de ervas de boa procedência.
Encha um terço do vaso com brita ou pó de brita, para drenagem. 
  Coloque uma mistura de duas partes de terra, uma parte de composto orgânico e uma parte de húmus até a borda do vaso. Por fim, espalhe um pouco de areia.
 Enterre o torrão da muda e complete com a terra até cobri-lo.
 Afofe com as mãos em volta do torrão e complete com um pouco mais de terra até a borda.


Fique atento a algumas dicas de cuidados:


- As ervas precisam de luz solar, pelo menos algumas horas por dia. Sem isso, é praticamente impossível cultivá-las.

- Mantenha regas regulares, mas nunca encharque a terra.

- Retire folhas velhas, amareladas e secas e verifique periodicamente se não há ataques de pragas. Nesses casos, evite produtos químicos e use apenas inseticidas naturais (calda de fumo, calda de sabão, etc.), pois as ervas serão utilizadas como tempero e no preparo de chás.

- Adube a cada 3 meses, com húmus de minhoca e torta de mamona.

- Na hora de escolher as ervas, procure selecioná-las segundo as exigências de luminosidade. Lembre-se que elas estarão no mesmo vaso.

Saiba mais sobre algumas espécies:
Alecrim
 
O alecrim (Rosmarinus officinalis) é uma planta semi-arbustiva, delicada e que ainda deixa o ambiente com um perfume muito especial. Na cozinha, é usado para temperar carnes em geral, legumes e até dar um sabor diferente a omeletes. Cresce bem em ambientes muito ensolarados. Por isso, você pode plantar sua mudinha em vasinhos com 20 cm de diâmetro, usando terra comum de jardim. Para obter novas mudas, é só lascar um galho e plantar em solo úmido.
 
 Cebolinha verde
A cebolinha (Allium schoenoprasum) é uma planta bulbosa do mesmo gênero do alho e da cebola. Suas folhas formam um tubinho oco e têm um aroma suave de cebola, bastante apreciado em inúmeras receitas. Pode ser semeada em pequenos vasos de barro, mas se você quiser ter esse tempero mais rapidamente, uma solução prática é aproveitar as mudinhas que são vendidas na feira. Para isso, quando comprar cebolinha, corte as folhas para uso e plante os toquinhos, com um pouco da raiz. Em pouco tempo, as mudas vão soltar brotos vigorosos e perfumados. Ao plantar, não esqueça que a cebolinha gosta de solo fértil, rico em matéria orgânica.
 Coentro
Conhecido também como salsa chinesa, o coentro (Coriandrum sativum) tem as folhas parecidas com as da salsa, mas seu sabor é bem diferente, mais próximo ao do limão. Suas folhas são usadas em inúmeros pratos à base de peixe, as sementes em conservas e o coentro em pó para aromatizar massa de pães e carnes assadas. Pode ser cultivado facilmente a partir de sementes, em vasos com solo rico em matéria orgânica, sempre em locais com bastante sol.
 Hortelã
Você pode escolher entre várias espécies de hortelã, mas as mais comuns são a Mentha crispa, com folhas verdes escuras e crespas, e a Mentha Spicata, num tom de verde mais claro e com folhas lisas. Todas são viçosas e perfumadas e usadas para temperar quibes, saladas, carnes de peixe e carneiro, aromatizar sucos e sobremesas, como sorvetes, pudins e gelatinas. Crescem bem em ambientes ensolarados, mas toleram bem um leve sombreado. No início da primavera, renove a terra dos vasos e aproveite para desfazer o emaranhado das raízes e podá-las, se for necessário.
 Manjericão Há várias espécies, com folhas mais largas ou delicadas, todas da família dos Ocimum. O manjericão é conhecido também como alfavaca e basílico, e suas folhas são usadas em peixes, carnes e molhos. Pode atingir de 40 a 60 cm de altura, por isso deve ser plantado em um vasio de uns 20 cm de diâmetro. Necessita de bastante sol e, se começar a crescer muito, você deve podar alguns ramos para ativar novas brotações e obter uma planta mais cheia.
 
 Orégano Conhecido também como orégão, o Origanum virens é uma erva originária do Mediterrâneo, muito usada em peixes, carnes, saladas, molhos e suco de tomate. Gosta de ambientes ensolarados e solo leve e arenoso, com boa drenagem. As folhas e pontas de galhos podem ser cortadas para serem usadas fresquinhas, e logo vão surgir novos brotos, que vão deixar a plantinha ainda mais densa e decorativa. Não se esqueça de renovar o solo do vaso anualmente, com uma mistura nova e nutritiva.
 Salsa Originária da Europa, a salsa ou salsinha (Petroselinum sativum) é uma plantinha simpática, com folhas bipartidas ou crespas, mas sempre muito aromática. É bastante popular no Brasil e entra na composição de inúmeras receitas salgadas, como carnes, sopas, bolos e saladas. Seu cultivo é muito simples: basta semear num pequeno vaso e deixar junto a uma janela iluminada. Em pouco tempo, você terá uma linda plantinha e ramos fresquinhos para dar um sabor todo especial às suas receitas.
 Salvia
Em vasos, a sálvia (Salvia officinalis) chega a atingir 30 ou 40 cm de altura, sempre bonita com suas folhas alongadas e meio cinzas. É usado para temperar peixes, carnes, queijo fundido e em cozidos, substituindo o louro. Exige muito sol e pode ser multiplicada facilmente através de estacas de galhos.
 Tomilho
Conhecido também como timo (Thymus vulgaris), pode ser salpicado em qualquer prato à base de peixe, esfregado em carnes, antes de levá-las ao forno, e misturado em queijos e requeijões. Atinge de 10 a 30 cm de altura, e tem os ramos aveludados, que normalmente só começam a ser colhidos depois que a planta atinge dois anos. Para crescer bem, necessita de bastante sol e de um solo leve e arenoso.

 
 

Fonte: Portal dos Condomínios. Autor: Thaís Vieira.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Como plantar: Espinafre

Reconhecido como uma das hortaliças mais nutritivas, é indicado para pessoas anêmicas e também ajuda a controlar a pressão arterial
Texto João Mathias
Consultor Geovani Bernardo Amaro*


Os fãs do desenho animado Popeye sabem o quanto o espinafre faz bem: toda vez que vai enfrentar Brutus, o inimigo fortão, para salvar sua amada Olívia Palito, o marinheiro recorre a um punhado dessa folhagem para ganhar mais força. E não é para menos: a hortaliça é rica em ferro, vitaminas A, B1, B2, B5, C, D, E, K, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, ferro, sódio, enxofre, cloro e silício.
Por conta de todas essas propriedades, é indicado para pessoas com anemia e desnutrição, além de ajudar no combate à pressão arterial alta e cálculos renais.
Existem dois tipos de espinafre, originários de diferentes regiões. Um deles pertence à família Chenopodiaceae, é nativo do sul da Ásia e foi levado para a Europa no início do século 12. O outro, mais fácil de ser encontrado no Brasil, é da família Aizoaceae, com origem na Nova Zelândia e Austrália. É cultivado principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
A hortaliça é fácil de plantar, pois não exige muito espaço. Uma opção para locais com pequena área disponível é o uso de caixas com altura de 20 a 25 centímetros.
O cultivo da hortaliça é simples, já que não é das mais exigentes; é também rústica, com boa resistência a pragas e doenças
 
O espinafre também é rústico e tem resistência a muitas pragas e doenças. Contudo, fungos e insetos são seus maiores inimigos. Eles comem as folhas ou sugam a planta. Deixar a horta sempre limpa ajuda a evitar a presença dos invasores.
O espinafre pode ser consumido em saladas, sopas, suflês, omeletes e no recheio de tortas, massas e quiches. O melhor é utilizar as hortaliças com folhas verdes uniformes, sem sinais de murchamento e pontos escuros. Como tem durabilidade baixa, o espinafre precisa ser conservado no refrigerador, onde se mantém por no máximo cinco dias.
*Engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Hortaliças, Rod. BR 060, km 9, Caixa Postal 218, CEP 70359-970, Brasília, DF, tel. (61) 3385-9000, geovani@cnph.embrapa.br
RAIO X
Plantio: o ano todo
Solo: leve e fértil, com textura média
Temperatura: de 18 a 23 graus
Colheita: de 60 a 80 dias após o plantio
Produção: de 4 a 6 maços por metro quadrado
MÃOS À OBRA
Clima - Regiões com temperaturas entre 18 e 24 graus são ideais para cultivar espinafre. Se o clima for mais quente, o plantio é preferencialmente feito entre março e julho. O excesso de calor prejudica o crescimento da hortaliça e facilita o florescimento precoce. No entanto, há cultivares mais tolerantes, que podem ser plantadas o ano inteiro.
Cultivo - Pode ser feito por meio de sementes plantadas diretamente no solo ou em sementeiras, para depois serem transplantadas para o canteiro. A hortaliça gosta de solos leves, de textura média, férteis e adubados a partir da análise de fertilidade.
Preparo - Em um vaso é possível cultivar a planta, mas em canteiros de cinco a dez metros quadrados há melhor aproveitamento para diversificar com cebolinha, salsa, couve, alface e cenoura. O cuidado básico em hortas é incorporar, de quatro em quatro anos, de 100 a 150 gramas de calcário. Ponha, a cada ano, cinco quilos por metro quadrado de esterco bovino curtido, com 100 a 150 gramas por metro quadrado de adubo NPK (formulação 4-14-8).
Adubação - Na de cobertura são necessárias duas aplicações de 20 gramas por metro quadrado de sulfato de amônio ou NPK (10-0-10). A primeira deve ser realizada 30 dias e a segunda, 50 dias após a germinação.
Semeadura - Para acelerar a germinação, deixe as sementes imersas em água por 24 horas antes de serem plantadas. No plantio direto, coloque de duas a três sementes por cova, com profundidade de um a dois centímetros. O espaçamento entre covas pode mudar de acordo com a época do cultivo e variedade cultivada, entre outros fatores. Experiências na Embrapa Hortaliças obtiveram sucesso com espaços de 30 x 20 e de 30 x 30 centímetros.
Sementeira - Se esta for a opção de plantio, distribua as sementes em bandejas de isopor um mês antes do transplantio, até que apresentem quatro ou cinco folhas.
Irrigação - Faça regas diárias de cinco litros por metro quadrado nos primeiros 40 dias. Após este período, amplie para dez litros o metro quadrado a cada dois dias até a colheita, que ocorre até 80 dias após o plantio. Corte os ramos maiores, com 35 centímetros, e que tenham cor verde-escura.
Custos - Variam segundo a tecnologia e a região. Podem ser encontradas bandejas de isopor com 128 mudas a preços que vão de seis a oito reais, com a devolução da bandeja. Na compra de sementes, o preço médio é de 1,20 real por cinco gramas. Para cobrir um hectare, são estimadas 35 gramas de sementes, porém, muitas hortas semeiam só uma vez. Após a primeira semeadura, a planta produz as próprias sementes, que caem no solo e germinam novas mudas.
Mais informações: IAC - Instituto Agronômico de Campinas, Caixa Postal 28, CEP 13012-970, Campinas, SP, tel. (19) 3241-5188; outras orientações sobre cultivo de espinafre, entre em contato com a Emater - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do seu estado e também com os engenheiros agrônomos de prefeituras municipais

domingo, 16 de junho de 2013

Como plantar: Mutamba

Mutamba (Guazuma ulmifolia)

 
 
Descrição : Planta da família das Sterculiaceae. Também conhecida como cabeça-de-negro, ibixuna, guaxina, pojó, chico magro, guaxima macho, coração negro. É uma árvore perenifália (as folhas caem depois de uma seca prolongada). As árvores maiores atingem dimensões próximas de 30 metros de altura e 60 centímetros de diâmetro na idade adulta. Seu tronco é reto a levemente tortuoso, curto, frequentemente ramificado a baixa altura. Sua ramificação á dicotômica. A copa é densa e larga, tipicamente umbeliforme; com galhos horizontais e ligeiramente pendentes, com as folhas agrupadas em duas fileiras ao longo dos ramos. Sua casca tem espessura de até 12 mm. A superfície da casca externa é grisácea a café-escuro, acanalada, áspera, agrietada longitudinalmente, se desprende facilmente em placas retangulares ou em tiras. A casca interna é fibrosa, rosada, com estrias brancas. Suafolhas são de filotaxia alterna, simples, ovalada ou lanceolada, com 5 cm a 18 cm de comprimento e 2 cm a 6 cm de largura, membranácea, mais ou menos aguda no ápice, com a margem levemente denteada ou crenada, a face dorsal pilosa, tomentosa com pêlos estrelados em ambas as faces, especialmente sobre nervura principal e com três ou às vezes cinco nervuras que saem desde a base, glabra e luzidia quando velha.Sua flores são pequenas, alvo-amareladas, medindo de 5 mm a 10 mm de comprimento, ligeiramente perfumadas, com cinco pétalas. Seu fruto: é uma cápsula subglobosa, seca, verrucosa, verde a negra, dura, de 1,5 cm a 3,5 cm de comprimento, abrindo-se em cinco segmentos que se fendem no ápice ou irregularmente por poros. O fruto contém, em média 46,6 sementes (PAIVA & GARCIA, 1999) imersas numa polpa doce e mucilaginosa.
Partes usadas: casca, folhas, raízes.
Propagação : Pode ser estabelecida por semeadura direta ou plantio de mudas, de raiz ou tocos de mudas de raiz nua. Sementes exigem escarificação antes do plantio. Despeje água fervente sobre as sementes, deixá-los de molho por 30 segundos e, em seguida, escorra a água (Dunsdon et al. 1991). Para sementes frescas, a germinação ocorre em 7 à 14 dias a uma taxa de 60-80%. As mudas estão prontas para plantio, quando atingem uma altura de 30-40 cm (cerca de 15 semanas). Para tocos de raiz, as plantas são deixadas na creche durante 5-8 meses ou até atingirem um diâmetro do caule de 1,5-2,5 cm. Há entre 100.000 e 225.000 sementes por quilograma (Vallejo e Oviedo 1994, Lorenzi 1992, Dunsdon et al. 1991).
Origem : América tropical.
Distribuição : É encontrada no Caribe, México, América Central e Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Brasil. Tem sido cultivada na Índia há mais de 100 anos. Foi introduzida recentemente para a Indonésia.
Propriedades medicinais: Adstringente, sudorífera, tônico capilar.
Princípios ativos : ariofileno, catequinas, farnesol, friedelina, ácido caurenóico, precoceno I, procianidina B-2, procianidina B-5, procyanidin C-1, e sitosterol, taninos.
Indicações: Afecção parasitária (couro cabeludo, pele), ameba, sífilis, úlcera. A bebida de sementes esmagadas embebido em água é usado para tratar diarréia, disenteria, gripes, tosses, contusões e doenças venéreas. Também é utilizado como diurético e adstringente (Vallejo e Oviedo, 1994). Queda de cabelo e calvície
Contra-indicações/cuidados: Use com cautela e sob supervisão do médico se você tem uma doença cardíaca. Aumento do número de evacuações ou diarreia pastosa em intestinos com tendência à diarreia.
Superdosagem: Doses elevadas ou uso prolongado podem causar náuseas, vómito e disenteria; Caso ocorram, além das medidas usuais para intoxicação, o tratamento sintomático para - vomito, cólica e diarreia, deverá ser instituído e dieta zero.
Toxicologia: Recomenda-se estrita observação das doses terapêuticas recomendadas. A Mutamba é considerada tóxica em uso rtemo, provavelmente peta presença de saponinas; Seu uso deve ser supervisionado por profissional gabaritado.
Efeitos colaterais: dose elevada pode provocar náusea, vômito, disenteria.
História : Mutamba é chamado guasima ou guacima no México, onde ele tem uma história muito longa de uso indígena. Os índios Mixe nas planícies do México usavam uma decocção das cascas secas e frutas para o tratamento de diarréia, hemorragia e dor uterina. Os Maias Huastec do nordeste do México empregam a casca fresca fervida em água para ajudar no parto, na dor gastrointestinal, asma, diarréia e disenteria, ferimentos e febres. Curandeiros maias na Guatemala ferviam a casca em uma decocção para tratar a inflamação do estômago e estômago regular. A mutamba era uma planta mágica para os antigos maias, que também é usada contra a "doença mágica" e malefícios. Na Amazônia, os povos indígenas têm usado há muito tempo a mutamba para a asma, bronquite, diarréia, problemas renais, e sífilis. Eles usam uma decocção de casca topicamente para a calvície, a lepra, Dematosis e outras condições de pele.
Posologia:
Adultos: 10 g de entrecascas frescas ou 5g de entrecascas secas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em decocto 2 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs, em uso interno como anti-sifilítico, depurativo, desobstruente do fígado; O mesmo decocto é empregadotopicamente nas afecções da pele; As entrecascas frescas, maceradas em água são utilizadas para o couro ca-Dduòo: O extraio glicólico a 5% é utilizado em fitocosmética e shampoos e loção capilar; A entrecasca é usada para preparar xaropes; Crianças de 2 a 5 anos; 2ml 3 vezes ao dia. às refeições; De 5 a 8 anos: 3ml 3 vezes ao dia. às refeições; De 8 a 12 anos: 4ml 3 vezes ao dia, às refeições;
Crianças: posologia por peso corporal: 0,4ml/Kg/dia com intervalos menores que 12hs. Interação medicamentosa: Pode ser rica em salicilatos. potencializa a ação da aspirina e outros antiinflamatórios que bloqueiem a ação das prostaglancinas e dos antiadesivos-plaquetários.
Contribuição ao Estudo Farmacognóstico da mutamba (Guazuma ulmifolia - Sterculiaceae) Karen Janaína GALINA 1; Cássia Mônica SAKURAGUI 2; Juliana Cristina BORGUEZAM ROCHA 3; Emi Rainildes LORENZETTI 2; João Carlos PALAZZO DE MELLO
Longevidade de sementes de mutamba (Guazuma ulmifolia Lam. – Sterculiaceae) no solo em condições naturais - Scielo - Revista Brasileira de Sementes.
 
 
Mais informações sobre o cultivo:

sábado, 15 de junho de 2013

Plantas têm capacidade de criar microambientes e beneficiar áreas em recuperação

por Globo Rural On-line
Ibama/Divulgação
Orquídeas e bromélias realizam ciclagem de nutrientes e são indicadas para processos de restauração ecológicas
Estudo realizado por professores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/Usp) indica que as bromélias e as orquídeas podem ser fundamentais em processos de recuperação e restauração ecológica.

Segundo a bióloga Marina Melo Duarte, pesquisadora no programa de Pós-Graduação em Recursos Florestais da Esalq, a inserção dessas formas de vida em uma floresta é de grande importância para que ela recupere os processos ecológicos. “Além de serem capazes de fornecer microambientes e recursos como flores e frutos e armazenar água, as epífitas atuam na ciclagem de nutrientes. Contribuem para o aumento de heterogeneidade de um ecossistema.”
No cenário mundial atual, mesmo com crescente preocupação ambiental, é possível observar que desmatamentos ainda ocorrem em taxas elevadas, reduzindo a cobertura florestal. Ainda que possa ser diminuído por diversos mecanismos, esse problema tende a permanecer, já que ele é necessário para que ocorram obras de infraestrutura e de outros interesses.

A cada ano, mais de 500 hectares de florestas, em diferentes estágios de regeneração, são legalmente desmatados no Estado de São Paulo. “A supressão vegetal, dentro de certas limitações, é permitida por lei. Apesar de não fazer com que uma floresta retorne exatamente ao que era no passado, a restauração ecológica pode contribuir para reduzir a agravante perda de cobertura vegetal no planeta”, comenta a pesquisadora.
 Transplante viável
No Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF), a bióloga analisou duas florestas com 13 e 23 anos de processo de restauração, localizadas nas cidades paulistas Santa Bárbara D’Oeste e Iracemápolis. “Os transplantes de epífitas foram considerados viáveis, especialmente quando realizados em estação chuvosa e utilizando-se barbante de sisal junto a fibras de palmeiras para fixar essas plantas nos trocos das árvores (forófitos). As taxas de sobrevivência das seis diferentes espécies, um ano após o transplante, quando ele foi realizado em estação úmida, variaram entre 63% e 100% das epífitas transferidas”, conta a pesquisadora.

Segundo Marina, a restauração florestal é comumente realizada pela inserção apenas de unidades de árvores em uma área. O chamado “enriquecimento com diferentes formas de vida” é, na maioria das vezes, fundamental ao desenvolvimento de florestas durante o processo de restauração.
“Em paisagens fragmentadas devido às atividades humanas, existe uma perda considerável de diversidade biológica. Nesses locais, a dispersão natural é limitada, sendo necessárias intervenções para dar continuidade aos processos ecológicos fundamentais à permanência da floresta ao longo do tempo”, afirma.

O estudo avaliou a possibilidade de transferência de epífitas, com a proposta de aproveitar o material que pode ser retirado de florestas a serem suprimidas, a partir desse desmatamento inevitável, e empregá-lo no processo de restauração ecológica.
Foram analisados os transplantes de 360 unidades de seis espécies de epífitas, pertencentes às famílias Bromeliaceae, Cactaceae e Orchidaceae, para posições diferentes (tronco ou forquilha) de 60 unidades de forófitos que apresentavam distintos padrões de perda foliar e rugosidades de casca.

A pesquisadora afirma que há raríssimos trabalhos envolvendo transplantes de epífitas em florestas durante processo de restauração. “A inserção dessa forma de vida a uma floresta é de grande importância para que ela recupere processos ecológicos, sendo fundamental para que ela retorne à sua trajetória ecológica. É um dos trabalhos pioneiros no que se refere ao enriquecimento de florestas em restauração com diferentes formas de vida”, conclui.

Como plantar: Graviola

Com demanda de mercado crescente e possibilidade de cultivo em várias regiões do país, a fruteira vai bem até em pomares caseiros

por João Mathias | Consultores Marco Antonio Tecchio e José Emílio Bettiol Neto*
Shutterstock 
Apesar de estar aqui há muito tempo e ser popular nas regiões norte e nordeste do país, somente nos últimos anos tornou-se mais conhecida entre os brasileiros dos estados do Centro-Sul. Da família da Annonaceae, a mesma da fruta-do-conde, da cherimoia, da biribá, entre outras, a graviola (Annona muricata L.) foi trazida para cá pelos colonizadores portugueses no século XIV, embora deva ser dado aos exploradores espanhóis o crédito pela disseminação da planta pelas áreas tropicais do planeta.

Sua origem, no entanto, é a América Central e os vales peruanos, com destaque para a produção da Venezuela, a maior entre os países da América do Sul. Por aqui, Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Pará sobressaem no cultivo tradicional, tendo o oeste do estado de São Paulo como uma área que vem ganhando mais espaço no plantio da gravioleira na última década.

Fruta aromática, com polpa branca, de sabor suave e levemente ácido, a graviola pode ser consumida naturalmente, mas é muito usada para a fabricação de doces, sucos, sorvetes e geleias. Rica em vitamina A, C e do complexo B, também contém cálcio, ferro, magnésio, potássio e fósforo. Diurética, a graviola ainda é dotada de propriedades que evitam espasmos, disenterias e problemas de nevralgia.

O fruto pode chegar a dez quilos, como a variedade morada, que apresenta rendimento de 40 quilos de polpa por ano no auge da produção – aos seis anos de idade. Crioula, lisa e blanca são outras opções com bom desenvolvimento. Sítios e chácaras são locais onde a planta pode ser cultivada, como também em pomares caseiros.

Entre as principais pragas que atacam a gravioleira destacam-se a broca-do-fruto, a broca-do-tronco e a broca-da-semente. A antracnose é a doença fúngica que mais afeta a planta. Quando a fruteira estiver infectada por insetos ou doenças, o mais indicado é consultar um profissional habilitado para obter as orientações de controle necessárias.

*Marco Antonio Tecchio e José Emílio Bettiol Neto são pesquisadores do IAC-APTA – Centro de Fruticultura do Instituto Agronômico, Av. Luiz Pereira dos Santos, 1.500, Corrupira, CEP 13214-820, Jundiaí, SP, tel. (11) 4582-7284, tecchio@iac.sp.gov.br, bettiolneto@iac.sp.gov.br
Onde comprar: Núcleo de Produção de Mudas de Itaberá (Cati), Rod. SP-249, km 109, Bairro Mestre Pedro, Caixa Postal 49, CEP 18440-000, Itaberá, SP, tel. (15) 3562-1642, npmitabera@ig.com.br
Mais informações: http://www.seagri.ba.gov.br/Graviola.htm; http://www.ceplac.gov.br/radar/graviola.htm; http://www.ebah.com.br/cultura-da-graviola-pdf-a55616.html; e http://www.seagri.ba.gov.br/revista/rev_1199/graviola.htm

      
 RAIO X
SOLO: com textura leve, profundo, bem drenado e arejado
CLIMA: temperaturas entre 21 ºC e 30 ºC
ÁREA MÍNIMA: pode ser plantada em pomares caseiros
COLHEITA: 12 meses após a enxertia ou de cinco a seis meses depois da abertura floral
CUSTO: R$ 2 para mudas de pé-franco, obtidas de sementes, e R$ 5 para mudas enxertada
 
MÃOS À OBRA
INÍCIO: Mudas enxertadas de gravioleira dão um pomar mais homogêneo. Procure por um viveirista com referência, para assegurar a qualidade da planta. O melhor pegamento das mudas ocorre nos meses com maior incidência de chuva, o que ainda contribui para reduzir custos, tendo em vista a menor necessidade de irrigação.
AMBIENTE: Regiões tropicais e subtropicais, com temperaturas entre 21 e 30 graus célsius (oC) são adequadas para o bom desenvolvimento da gravioleira. A planta não tolera locais frios, mudanças bruscas de clima e muito menos geadas.
PLANTIO: Embora aceite qualquer tipo de solo, devido a seu sistema radicular desenvolvido, a planta prefere os de textura leve, profundos, bem drenados e arejados. Os melhores resultados no cultivo da graviola são obtidos em solos com elevados teores de materia orgânica e acidez corrigida.
ESPAÇAMENTO: Recomendam-se espaçamentos de 4 x 4 metros a 8 x 8 metros, o que depende de uma série de fatores, como solo, nível de tecnologia aplicada (mecanização, condução da planta, poda, por exemplo), topografia, condições climáticas, entre outros. Em geral, o tamanho das covas é de 60 x 60 x 60 centímetros. Elas devem ser feitas, no mínimo, 30 dias antes do plantio das mudas.
CONSÓRCIO: Até a produção plena, pode-se levar de quatro a cinco anos. Nesse período, no entanto, é possível cultivar outras plantas, em sistema intercalado, para garantir alguma renda na área. Algumas sugestões são hortaliças, feijão e frutas como maracujá, mamão e abacaxi.
PRODUÇÃO: Após 12 meses da enxertia, pode ser iniciada a florescência da gravioleira. Porém, a recomendação é que sejam eliminados os primeiros frutos, com o objetivo de preservar o vigor da muda por mais tempo. As graviolas podem ser colhidas manualmente, mas com cuidado. Se destacadas da planta ainda verdes, as frutas ficam ácidas e amargas. Quando muito maduras, podem ter sido bicadas por aves ou atacadas por insetos, além de ficarem mais vulneráveis a danos no manuseio e transporte. Uma dica é apanhar as graviolas na fase em que a cor da casca passa do verde-escuro para o verde-claro e as espículas (saliências da casca) quebram facilmente.
 
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Como plantar: Abacate

O abacateiro tem vida longa e oferece frutos saborosos - ricos em vitaminas, sais minerais e outras substâncias benéficas à saúde

por Texto João Mathias | Consultor Tadeu Graciolli Guimarães*
 Shutterstock

Se dependesse da cor da casca, o abacate (Persea americana L.) jamais seria consumido. Algumas variedades da fruta conservam o tom verde em todas as etapas de seu cultivo até a venda no varejo. Outras possuem coloração arroxeada, que pode evoluir para o marrom. Para saber se está madura, a consistência da fruta deve estar menos firme, cedendo ao toque dos dedos. Quando aberta, revela uma polpa amarelo-esverdeada, macia, saborosa e muito apreciada no mercado.
Dotado de benefícios, o abacate é rico em vitaminas, minerais como ferro, cálcio e fósforo, fibras solúveis, fitoesteróis e lipídios (óleo). Monoinsaturados, os lipídios auxiliam na redução dos níveis do colesterol ruim e na elevação do colesterol bom. Entre as frutas frescas, o abacate é o mais rico em proteínas, podendo auxiliar em dietas que visem ao aumento da massa muscular.
Os brasileiros estão mais acostumados a consumir abacate in natura ou batido com leite, mas a fruta pode ser ingrediente de outras receitas culinárias. Em países como México, Peru, Venezuela e Espanha, o uso mais comum do abacate é em forma de saladas, acompanhando pratos salgados.
Amilton Vieira/Ed. Globo
Em plantas enxertadas, a frutificação pode começar dois anos após o plantio. Em plantas de pé-franco, em torno de cinco
Com comprimento que varia de 15 a 20 centímetros e peso que atinge até 1,5 quilo, a fruta tem formato oval e possui caroço grande e liso. A árvore que dá origem ao abacate tem copa aberta, ramos bifurcados e altura que pode chegar a 20 metros, além de muita longevidade. Em plantas de pé--franco (mudas obtidas do plantio de sementes, sem enxertia), o florescimento e a frutificação iniciam-se em torno dos cinco anos de idade, enquanto que, em plantas enxertadas, a produção de frutos pode começar dois anos após o plantio.
O principal centro de origem do abacateiro localiza-se no México e na América Central, estendendo-se até Colômbia, Venezuela, Equador e Peru. Nos séculos XVI e XVII, a planta foi introduzida aqui, mais especificamente no estado do Rio de Janeiro. Fruteira de clima subtropical, adaptou-
-se aos diferentes climas e solos existentes no país, o que justifica sua ampla distribuição pelo território. Plantios comerciais se destacam nos estados de São Paulo, onde está o maior volume de produção, e Minas Gerais.
 
RAIO-X
SOLO: rico em matéria orgânica, adubado, permeável e profundo
CLIMA: subtropical ou tropical úmido, com temperaturas diurnas entre 18 e 25 graus célsius e noturnas entre 12 e 20 graus célsius
ÁREA MÍNIMA: duas plantas de tipos florais diferentes em quintais de residências ou até mesmo em vasos em coberturas de apartamento; no caso de uma planta, é importante assegurar a existência de outro tipo floral na vizinhança
COLHEITA: em plantas enxertadas e bem cuidadas, a produção de frutos começa dois anos após o plantio
CUSTO: O preço das mudas varia entre R$ 5 e R$ 20, de acordo com o porte da planta, a variedade, o mercado local e a distância do viveiro
 
MÃOS À OBRA
>>> INÍCIO adquira mudas de qualidade, de viveiros certificados. Escolha cultivares com processo de polinização diferente entre si, para que haja frutificação quando atingirem a idade adulta. Enquanto variedades como simmonds, fortuna, ouro-verde e wagner têm as flores abertas pela manhã, outras como pollock, quintal e linda abrem somente à tarde.
>>> PROPAGAÇÃO plante as sementes do porta-enxerto em sacos plásticos de 20 cm de diâmetro por 40 cm de altura, em substrato composto por duas partes de terra argilosa e uma de esterco a 5 centímetros de profundidade. Mantenha as plantas em ambiente arejado e com sombreamento moderado, com cerca de 50% de luminosidade. Quando o caule tiver um centímetro de espessura e altura de 10 a 15 centímetros do solo, faça a enxertia com os ramos de matrizes. Elimine o caule do porta-enxerto por meio de um corte em bisel (inclinado) e, no tecido exposto, una o ramo da planta matriz também cortado em bisel. Cubra com plástico para não perder umidade até começar a brotação, entre 30 e 40 dias.
>>> TRANSPLANTE deve ser feito no início da estação chuvosa, assim que a muda atingir de 40 a 50 centímetros de altura, o que leva entre 10 e 18 meses após a semeadura. Para cultivares de copa frondosa, recomenda-se espaçamento de 10 m x 10 m, enquanto para plantas que possuem copa menos vigorosa, ou que se pretende podar regularmente, de 6 m x 7 m.
>>> AMBIENTE a área de plantio deve contar com solo permeável, profundo e adubado, além de ser um local arejado e, ao mesmo tempo, com proteção contra rajadas de vento e ocorrências de geadas.
>>> CUIDADOS realize podas de limpeza da copa para aumentar o arejamento e evite irrigação em excesso. A irrigação é importante especialmente em períodos de elevadas temperaturas. Deve-se irrigar uma vez por semana. No inverno, pode ser suspensa por dois meses. Recomenda-se usar cobertura morta de palha ou capim seco em volta da planta, sem, no entanto, cobrir a base do tronco.
>>> POLINIZAÇÃO apesar de serem hermafroditas - flores masculinas e femininas na mesma inflorescência -, as variedades de abacate apresentam comportamentos distintos quanto ao período do dia no qual ocorre abertura das flores. Algumas cultivares abrem as flores femininas pela manhã e as masculinas à tarde, enquanto outras apresentam comportamento inverso. Assim, no pomar de abacateiro é preciso ter dois tipos da planta para garantir a fecundação das flores.
>>> PRODUÇÃO os abacates não amadurecem na árvore, por isso, quando algumas frutas começarem a cair, está na hora da colheita. No entanto, a colheita só ocorre a partir do terceiro ano de cultivo e dura de dois a três meses.
*Tadeu Graciolli Guimarães é engenheiro agrônomo, doutor em fitotecnia, pesquisador em fruticultura da Embrapa Cerrados, BR-020, km 18, C.P. 08223, Planaltina, DF, CEP 73310-970, tel. (61) 3388-9864, graciolli@cpac.embrapa.br
Onde comprar: secretarias de agricultura das prefeituras indicam viveiristas credenciados
Mais informações: IAC-APTA - Centro de Fruticultura do Instituto Agronômico, tel. (11) 4582-7284; e Portal Toda Fruta (www.todafruta.com.br), da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Unesp (Universidade Estadual Paulista), Jaboticabal, SP
 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Consultório agrícola: figo que não amadurece

Frutos ficam pequenos, duros e verdes e rendem, no máximo, doces em calda. Saiba o que fazer

por João Mathias
 Shutterstock
Doenças e insetos podem ser causa de problema nos frutos (Foto: Shutterstock)
Tenho em meu quintal um pé de figo que produz muitos frutos, mas em torno da metade, ou até mais, não amadurecem. Ficam pequenos, duros e verdes. No máximo, dá pra fazer figo em calda. Por que isso acontece? Também é possível fazer poda para reduzir a galhada do pé de figo?
A falta de amadurecimento e o aspecto de pequenos, duros e verdes dos figos não são provocados devido ao ataque das principais doenças e insetos que ocorrem em figueiras. Entretanto, outras pragas podem ser as causadoras dos sintomas, mas para identificá-las somente com o acesso a mais dados. De qualquer forma, pode ser feito na figueira um bom tratamento de inverno, época em que as plantas estão sem folhas. Podem ser usados produtos como a calda sulfocálcica, que é facilmente encontrada em lojas agropecuárias ou em floriculturas. Além disso, a poda de inverno é muito importante para manter a planta equilibrada, com uma quantidade de ramos adequada para garantir a produção de figos de boa qualidade e com bom volume ao longo dos anos. Mais informações importantes sobre a cultura da figueira podem ser encontradas no site da Embrapa Clima Temperado (
http://www.cpact.embrapa.br/publicacoes/download/circulares/circular35.pdf).

Consultor: Jair Costa Nachtigal, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Estação Experimental Cascata, Caixa Postal 403, Rodovia BR 392, Km 78, CEP 96001-970, Pelotas, RS, tel. (53) 3277-5144.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Casca de banana é usada para despoluir água

Restos da fruta são eficazes para retirar resíduos de atrazina e ametrina, pesticidas usados em lavouras, dos rios

por Globo Rural On-line
 Shutterstock
Casca da banana pode ser eficiente para despoluir águas contaminadas com pesticidas usados em lavouras

A casca de banana pode ter uma utilidade super ecológica. È o que aponta uma pesquisa do Centro de Energia Nuclear de Agricultura (Cena), da Usp de Piracicaba. Os cientistas chegaram à conclusão que a casca é eficiente na despoluição de águas contaminadas com resíduos dos pesticidas atrazina e ametrina, comumente usados em lavouras de cana-de-açúcar e de milho.

As experiências foram feitas nos rios Capivari e Piracicaba, onde as águas estavam contaminadas com estes dois produtos. Após os primeiros testes, comprovou-se que os resíduos haviam desaparecido com eficiência das águas analisadas.

O método utiliza casca de banana triturada e peneirada, secas em forno (60ºC). Depois, ela é misturada a uma quantidade determinada de água, agitada e filtrada.

De acordo com os cientistas, a casca de banana é mais vantajosa que as demais metodologias (como remediações térmicas, químicas, físicas e fitorremediação). “Os processos tradicionais de tratamento de água não são suficientes para remover totalmente os resíduos de agrotóxicos para atingir o padrão de potabilidade e evitar riscos à saúde humana. É necessário que se faça a adoção de técnicas mais competentes e de baixo custo”, explicam Claudinéia Silva e Graziela Moura, responsáveis pelo estudo.
 
Capacidade de absorção
A casca da banana corresponde a 30% e 40% de seu peso total e até agora, vem sendo utilizada como complemento na produção de adubos, ração animal e produção de proteínas, etanol, metano, pectina e enzimas. É constituída de celulose, hemicelulose, pectina, clorofila e outros compostos de baixo peso molecular. Por isso, tem uma grande capacidade de absorção de metais pesados e compostos orgânicos.

Segundo Sérgio Monteiro, um dos autores da pesquisa, o método pode ser usado para tratamento de água de abastecimento público em regiões com intensa prática agrícola, como é o caso das cidades da região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que são totalmente abastecidas pelo aqüífero Guarani. “Os estudos para aplicação em grande escala ainda serão realizados, mas acreditamos que este processo seja a melhor alternativa”, diz.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Como plantar: Tomate


                                            
O cultivo exige cuidados, demanda nutrientes e rigor nos tratos culturais, pois a planta é muito sensível a várias pragas e doenças

Texto João Mathias
Consultores: Leonardo Silva Boiteux e Leonardo de Britto Giordano*


Ele pertence à família Solanaceae, a mesma do pimentão, jiló, berinjela e batata, mas diferente do que muitos pensam, não se trata de uma hortaliça. O tomate é, na verdade, um fruto gerado a partir da fecundação da flor do tomateiro (Lycopersicon esculentum). Com polpa carnosa, suculenta e cheia de sementes, é base de molhos para massas e carnes, mas com ele também são feitas saladas, purês, geléias e sucos. Dependendo da variedade, o tomate apresenta vários tamanhos e formatos.
A santa cruz, cultivada em diversas regiões brasileiras, tem frutos firmes, arredondados e bem vermelhos. O tipo italiano é alongado, tem sabor adocicado e é adequado para fazer molhos.
Mais graúdo, o tomate-caqui tem polpa grossa e um pouco ácida. Já o cereja se diferencia por ser bem pequeno, mas existem os híbridos comerciais "longa vida", de formato do tipo salada, e cultivares rasteiras, usadas para consumo in natura.
Quando maduro, o tomate é vermelho graças à farta quantidade de licopeno, substância que combate os radicais livres por meio de sua ação antioxidante. Além disso, previne o câncer de próstata, ovário e mama, reduz o colesterol e ajuda na defesa do organismo contra infecções.
No entanto, devido à grande abundância de sais de cálcio no fruto, portadores de cálculos renais, reumatismo, artrite devem evitar o consumo em demasia.
Há também frutos que apresentam cor alaranjada e contam com boa presença de beta-caroteno, precursor da vitamina A. O tomate ainda possui vitamina C, vitaminas do complexo B, fósforo e potássio.
Apesar de ser originário da região dos Andes, da faixa de terras que vai do norte do Chile até a Colômbia, o tomateiro foi inicialmente cultivado no México. Antes considerado venenoso, por muito tempo o tomate foi utilizado pelos europeus como planta ornamental. Apenas no século 19, seu consumo tornou-se difundido. Atualmente, está presente em várias receitas culinárias no mundo todo.
Raio X
SOLO: areno-argiloso, profundo, solto, permeável, bem drenado e pouco ácido
CLIMA: de preferência ameno, mas pode ser encontrado em regiões de clima tropical de altitude, subtropical e temperado
ÁREA: hortas em pequenos canteiros
COLHEITA: de três meses a 100 dias depois do transplante
CUSTOS: em média, dois a três reais o pé
Mãos à obra
A colheita é feita de 90 a 100 dias depois do início do transplante
PLANTIO - O tomate pode ser plantado o ano todo, desde que em regiões onde o clima é ameno. Temperaturas muito baixas, como geadas, ou calor em excesso, prejudicam o desenvolvimento e a produção do tomateiro. Em locais frios, o cultivo deve ser realizado entre os meses de agosto e janeiro. Plante de março a maio em áreas com temperaturas elevadas.
AMBIENTE - O tomateiro se dá bem em locais com condições climáticas variadas, porém com pouca chuva. Pode ser encontrado em regiões de clima tropical de altitude, subtropical e temperado. Mas a cultura prefere ambientes com temperatura noturna entre 15 e 19 graus e diurna de 19 a 24 graus.
LOCAL - Para cultivar o tomate, o terreno deve ser profundo, solto, permeável, bem drenado, areno-argiloso e com pH entre 5,5 e 6,5. O espaçamento entre plantas pode variar de 50 a 60 centímetros e, entre os sulcos, de um a 1,20 metro.
IRRIGAÇÃO - Mantenha o terreno sempre úmido. Irrigue as plantas a cada dois ou três dias. Boa incidência de sol também é recomendado, pois evita o desenvolvimento de plantas finas e quebradiças.
DICA - O tomateiro apresenta bom crescimento quando no mesmo canteiro são plantadas ervas aromáticas.
PROPAGAÇÃO - Inicie o plantio do tomateiro pelo sistema de mudas produzidas em bandejas de isopor. Coloque as sementes, que podem ser compradas em lojas de produtos agropecuários, nas células preenchidas com um substrato comercial. Evite o excesso, porém molhe diariamente as mudas nessa fase inicial. Mantenha as bandejas em ambiente protegido, para impedir ataque de pragas e insetos transmissores de doenças, como traça-do-tiro, ácaros, mosca branca, tripes, pulgões e burrinho.
TRANSPLANTE - As plantas são transplantadas para o local definitivo assim que as mudas atingirem de quatro a cinco folhas, ou de sete a dez centímetros de altura. Sem apertar muito as hastes, amarre varas de bambu ou madeira de dois metros de altura em cada planta.
COLHEITA - Com muitos ramos e caule flexível, o tomateiro tem sua colheita depois de 90 a 100 dias do início do transplante. Como o tomate continua amadurecendo fora do pé, pode ser colhido ainda não maduros.

*Leonardo Silva Boiteux e Leonardo de Britto Giordano são pesquisadores em genética e melhoramento de hortaliças da Embrapa Hortaliças, Rod. BR-060, km 9, Caixa Postal 218, CEP 70359-970, Brasília, DF, tel. (61) 3385-9072 e 3385-9073, boiteux@cnph.embrapa.br e giordano@cnph.embrapa.br
Mais informações: Para outras orientações sobre cultivo de tomate, entre em contato com a Emater - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do seu estado

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pitaia

Nativa do México, pode render bons lucros ao produtor brasileiro, se cultivada com atenção
 
O produtor João Vinicius Della Vecchia mantém 1900 pés de pitaia em Pinheiral, SP
Quem vê a pitaia pela primeira vez pode achar que a fruta, de aparência rústica, é das mais resistentes e não precisa de maiores cuidados para ser produzida. Mas João Vinicius Salveti Della Vecchia sabe bem que isso não é verdade. Embora o caule da planta lembre um cacto digno do deserto e a fruta apresente uma casca que parece recoberta por escamas, a pitaia é bastante delicada.

Depois de muitas tentativas e erros, o engenheiro-agrônomo radicado em Pinheiral, SP, aprendeu que apenas com muita dedicação é possível ter uma boa colheita dessa fruta exótica. “Tem gente que planta três, quatro frutas por mourão [poste ou estaca grossa]. Aqui, plantamos apenas uma pitaia em cada, para individualizar a adubação. E adubamos três vezes mais do que a maior parte dos produtores”, afirma João Vinícius.
Até mesmo os mourões, que servem de apoio para a planta de galhos rebeldes, crescendo em diversas direções, foram feitos após muitos protótipos. Enfim chegou-se a um formato que garante o apoio ideal e facilita a colheita, por manter os ramos na altura média de uma pessoa.
A fruta, nativa do México e de algumas regiões da América do Sul, ainda não é amplamente conhecida no país. “Quando levei uma caixa pela primeira vez no Mercadão [Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por vender todo tipo de alimentos], nem eles conheciam”, conta João Vinícius. A ideia de produzi-la veio depois que o agrônomo se formou em Viçosa, Minas Gerais. “Eu queria trabalhar em uma pequena propriedade, e após pesquisar conheci a pitaia, que já era plantada na cidade paulista de Socorro”.
Em 2005, João começou com 400 plantas, de modo experimental. Depois de algumas tentativas frustradas e muitos ajustes, hoje já são 1900 pés de pitaia, nas variações amarela, roxa e branca. A amarela (Selenicereus megalanthus) é a mais comercializada, pois tem doçura acentuada – seu grau brix, que indica a quantidade de açúcares, é 20, considerado bastante alto. A fruta desta coloração é menor, e, quando verde, é recoberta de espinhos. Após a maturação, eles são facilmente removidos com uma escovinha.
Pitaia amarela é a mais comercializada, por tem doçura acentuada
Já a pitaia roxa (Hylocereus polyrhizus) é intermediária quanto à doçura, tendo o brix em torno de 12, e atrai sobretudo pela cor viva da polpa. Alguns restaurantes servem a fruta apenas cortada ao meio, por seu aspecto exótico. Por fim, a pitaia branca (Hylocereus undatus), a menos doce de todas, tem grau brix em torno de 10, e é excelente para a produção de doces – e fica ótima numa caipirinha.
Cada caixa das frutas, com cerca de 4,5 quilos, é vendida por R$ 20 na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). “O nosso diferencial é que produzimos frutas grandes, que duram até mesmo duas semanas. É muito fácil gerar uma pitaia que irá apodrecer três dias depois que a pessoa a comprar”, afirma João Vinícius.
A localização da plantação em Pinheiral, a 306 quilômetros de São Paulo, ajuda na produção bem-sucedida de João Vinícius. O terreno está a 900 metros de altitude, o que garante noites frias, acentuando assim o sabor das frutas. Já a relativa proximidade com a capital do estado auxilia no escoamento da produção. Hoje, o agrônomo conta com dois funcionários, que fazem a manutenção e a colheita. A pitaia dá frutos de dezembro a maio, e costuma ter três floradas fortes.
Para se ocupar nos momento em que a pitaia não produz, João faz experimentos com diversas outras plantas exóticas. Atualmente, uma de suas preferidas é a groselha-do-ceilão, que apareceu em sua vida quase sem querer. A vizinha do sítio, dona Josenilda, havia dado um suposto pé de camu-camu para João Vinícius, que o plantou ao lado de uma outra muda, comprada recentemente de um produtor.
Conforme as plantas foram crescendo, o agrônomo notou padrões diferentes de folhagem, e frutas com sabores bastante distintos. Para tirar a dúvida, ele levou a planta a um biólogo, e descobriu assim que tinha um pé de groselha. Hoje, a planta já ocupa boa parcela do terreno, e embora ainda não seja comercializada, rende ótimas geleias e um licor de sabor especial, perfeito para brindar as conquistas da produção de João Vinícius.
Fonte: [ Globo Rural ]

domingo, 9 de junho de 2013

Como fazer mudas de Pitaia

 
Nome científico:
- Cereus undatus (sinonímia: Hylocereus guatemalensis, H.undatus) – pitaya amarela e polpa branca – encontrada no Caribe e Ìndias Ocidentais.
- Hylocereus costaricensis – pitaya vermelha de polpa vermelha – encontrada na Nicarágua, Costa Rica e Panamá.
- Selenicereus megalanthus  – pitaya amarela – encontrada na Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.
- Selenicereus setaceus  – pitaya pequena ou saborosa – encontrada na Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai.
 Características:
- A pitaya é uma planta perene, rústica da família das cactáceas, muito bem adaptada a climas secos ou semi-áridos.
- Originária do México tropical, Colômbia e das Antilhas.
- Cresce agarrando-se a muros e arvores, ou qualquer outro tutor que encontrar disponível, pois, trata-se de uma planta trepadeira que necessita de tutores para se instalar.
- As flores são grandes, brancas, tubulares, (hermafroditas).
- Os frutos são arredondados ou alongados, com 10 a 12 centímetros de diâmetro, quando maduros, a casca pode apresentar-se nas cores: roxas, amarelas ou rosadas.
- A polpa tem sabor suave e muito agradável.
Propagação pelo método de estaquias:-
- A propagação é feita por estaquia das folhas segmentadas.
- Recortar estacas com aproximadamente meio metro de comprimento.
- Enterrar as estacas até a sua metade.
- A profundidade das covas deverá  ser em média de 25 centímetros.
- Cada planta deverá receber um mourão em forma de tutor,  cuja medida acima do nível do solo deverá girar em torno de dois metros de altura.
- O espaçamento entre plantas deverá ser de aproximadamente 1 metro.
- Cerca de um mês aparecem os primeiros brotos.
Solo:
- Planta resistente ao sol, pouco exigente quanto à fertilidade do solo, suporta períodos de seca prolongados, mas para que a planta se torne produtiva é necessário plantá-la em solo fértil, com adubações sazonais, além de manter constante a umidade, sem encharcamento.
Nome popular:
- Pitaia, (no Brasil), “night blooming” (nos EUA), “pitajaja” (em Cuba), “flor de cáliz” (na Colômbia), “tasojo” (no México), “dragon fruit” (internacional).
Utilidade:
- A polpa do fruto pode ser consumida in natura, no preparo de refrescos, sorvetes, saladas, aperitivos, iogurtes, mousses, geléias e doces.
- Os botões florais, ainda fechados, poderão ser cozidos e e servidos à mesa, como um vegetal de sabor agradável.
  Propriedades químicas:
Conforme análise de laboratório a cada 100 gr da polpa de pitaya, contém:
Ácido ascórbico – 25.0mg
Cálcio                  – 6.0mg
Calorias               – 36.0
Carboidratos       – 9.2g
Proteínas             – 0.5g
Fibras                  - 0.3g
Fósforo               – 19.0mg
Gorduras            - 0.1g
Ferro                   - 0.4mg
Niacina               – 0.2mg
Uso medicinal:
- Segundo a farmacopéia popular o consumo de pitaya ajuda nos processos digestivos.
-Tem Propriedades antioxidantes que previne os radicais livres que causam câncer.
- Sua ingestão diária ajuda a baixar os níveis de colesterol e controlar a alta pressão arterial.
- Também são atribuídos a ela, propriedades afrodisíacas e curativas, em especial da gastrite.
Tratos culturais:
- A planta não requer muitos cuidados, pois as ervas invasora não a incomodam.



Mais informações em:
http://www.editora.ufla.br/upload/boletim/tecnico/boletim-tecnico-92.pdf