terça-feira, 29 de julho de 2014

Como plantar azaleia

De intensas floradas e cores vibrantes, a espécie é de fácil plantio e alcança bons preços em um mercado que não para de crescer no país

POR JOÃO MATHIAS | CONSULTOR GIULIO CESARE STANCATO*
como_plantar_azaleia (Foto:  )
Em plena expansão, o mercado brasileiro de flores está oferecendo boas oportunidades para os produtores. Mesmo entre os pequenos agricultores e aqueles com pouca experiência na atividade, o cultivo dessas plantas ornamentais tem sido um negócio rentável e de sustento para várias famílias, inclusive em regiões áridas do país.
Opções de cultivares não faltam para quem deseja começar a atividade, mas profissionais que lidam diariamente com a beleza do produto ressaltam que sempre há as que mais se destacam entre os admiradores. De intensas floradas e cores vibrantes, as azaleias (Rhododendron simsii) são uma das flores mais apreciadas para enfeitar ambientes.
Da família Ericaceae, que reúne mais de 1.000 espécies, elas são classificadas em caducifólias e perenifólias – ou azaleias japonesas. Oriunda da China e dotada de folhagem verde-escura, a azaleia é uma planta perene, com portes que vão dos tipos arbustivos, capazes de formar cercas vivas, a cultivares de tamanhos menores, incluindo até a versão bonsai.
azaleia_flores_como_plantar (Foto:  )

Simples ou dobradas, a possibilidade de ser cultivadas em vasos, jardineiras e jardins favorece ainda mais a escolha pelas azaleias para uma pequena produção. Branco, rosa, vermelho e tons mesclados são as principais cores da flor, que tem plantio espalhado pelo mundo.
No Brasil, os volumes de produção e venda se destacam nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O custo do plantio estabelecido e praticado nessas regiões, dada a importância que possuem no plantio de azaleias no país, é base para a formação de preços da flor. No varejo de várias praças com produtores tradicionais, os exemplares em vasos têm valores que vão de R$ 8 a R$ 30.
Apesar de resistentes, as azaleias estão sujeitas a ataques de algumas pragas, que podem ser combatidas com inseticidas biodegradáveis e à base de água. Em geral, tornam-se vulneráveis ao avanço de pulgões, cochonilhas, tripes e moscas-minadoras por causa das condições inadequadas do processo de plantio. Entre elas estão regas irregulares, condições deficientes de luz e/ou de ventilação, baixa umidade relativa ou muitas plantas instaladas em uma área muito restrita.
RAIO X
>>> SOLO: 
ácido
>>> CLIMA: preferem temperatura amena
>>> ÁREA MÍNIMA: vasos e jardineiras
>>> FLORESCIMENTO: a partir de um ano de formação da muda
>>> CUSTO: R$ 15 é o preço da caixa com 15 mudas
MÃOS À OBRA
>>> INÍCIO 
Há diversas opções de azaleias para começar o plantio da flor. Contudo, a mais popular entre os brasileiros é a espécie Rhododendron indicum (cv. simsii) Planck, que, após o melhoramento genético, exibe cultivares de cor roxa, rosa, branca, salmão, lilás, vermelho e mesclada.
>>> AMBIENTE Desenvolvem-se melhor em climas mais amenos, mas também florescem em climas mais quentes. Regas são necessárias ao longo da vida da planta, mas apenas a cada dois ou três dias, uma vez que as azaleias não são exigentes em água. Elas ainda crescem melhor em solos ou substratos bem drenados e que permitem a variação de umidade.
>>> PROPAGAÇÃO Realizada sexuadamente, por meio de sementes, tem como fim atender a programas de hibridação para obter novas cultivares. Quando assexuada, que é o método mais empregado pelos produtores, são retiradas com folhas estacas de aproximadamente 7 a 10 centímetros do ponteiro de ramos que não sejam muito lenhosos nem muito herbáceos. Em seguida, devem ser tratadas com reguladores de crescimento, que promovem e aceleram a formação de raízes. Mas recomenda-se que o estaqueamento seja realizado em uma casa de vegetação, sobretudo nos meses mais quentes. Em geral, são necessárias seis semanas para ocorrer o enraizamento adequado da estaca.
>>> PLANTIO Deve ser a pleno sol, porém, dependendo da espécie ou cultivar, também pode ser à meia-luz. O solo deve ser composto de terra de jardim e vegetal, sendo uma parte dele para uma de areia, além de 3% de matéria orgânica. Não há necessidade de realizar a calagem, pois as azaleias gostam de solos ácidos. Para a adubação, adote formulações de liberação lenta (10:10:10), que permitem ser realizadas quatro vezes ao ano.
>>> COVA Abra um espaço que tenha o dobro do tamanho do torrão da muda e forre o fundo com 5 a 7 centímetros de areia. Junto com a mistura de um composto com adubo animal, plante a muda de modo que as raízes fiquem protegidas de um contato direto com o material. Até que a muda inicie o desenvolvimento, regue em dias alternados.
>>> PODAS São necessárias para a formação de novos brotos e renovação da folhagem após o florescimento. O desbaste pode ser feito de acordo com o formato da planta e a altura desejada. Na primavera, realize a poda dos ramos secos ou muito compridos para maior aeração através das azaleias. Esse processo dificulta a colonização de pragas e, ao mesmo tempo, provoca a brotação das gemas. Elimine ainda as flores murchas para forçar a abertura dos demais botões florais.
>>> CUIDADOS Fungos, bactérias ou vírus podem causar doenças nas azaleias. A queda de folhas cinza-escuro, que antes estavam esbranquiçadas, é sinal de ataque de oídio, cujo controle é reforçado com redução da frequência de regas e o isolamento da planta atacada. No caso da presença da seca de ponteiros, podridão marrom escura que se inicia na ponta do ramo e pode atingir a haste principal da azaleia, faça podas da região doente e passe no corte uma pasta à base de oxicloreto de cobre. Excesso de umidade no solo ou no ambiente estimula o aparecimento do fungo que deixa nas folhas manchas com aparência de ferrugem.
>>> FLORESCIMENTO Por meio de técnicas de controle do fotoperíodo e da temperatura apropriada, a azaleia pode florescer dentro de ambientes em qualquer estação do ano.


*GIULIO CESARE STANCATO é pesquisador do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Av. Theodureto de Almeida Camargo, 1500, CEP 13075-630, Campinas (SP), tel. (19) 3241-9091, gstancato@hotmail.com 
ONDE COMPRAR: em Holambra (SP), a ProntaFlora e a Cooperativa Veiling Holambra comercializam azaleias produzidas pela empresa De Wit Plantas (www.dewitplantas.com.br ); no Mercado de Flores da Ceasa Campinas há vendedores da planta ornamental (www.ceasacampinas.com.br/novo/Inst_Flores.asp ); e na Ceagesp São Paulo (www.ceagesp.gov.br/varejo/  e www.feiraflores.com.br ), onde também há vendas no atacado às segundas e quintas-feiras, tels. (11) 4655-3409 ou (11) 9735-1485 e (11) 7320-0976 ou (11) 7320-0976
MAIS INFORMAÇÕES: Aproccamp (Associação dos Produtores e Comerciantes do Mercado de Flores de Campinas), tel. (19) 3746-1608. Outras unidades da Ceagesp que realizam a Feira de Flores estão instaladas em Araçatuba, Bauru, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba
http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2013/12/como-plantar-azaleia.html

Como plantar jaca

Sem grandes problemas com ataque de pragas e doenças, a fruteira se adapta bem ao clima quente e pode gerar diversos subprodutos

POR JOÃO MATHIAS

agricultura_jaca_fruta (Foto: Candido Neto/Ed. Globo)
A jaca é uma fruta que não passa despercebida. Tem cheiro característico, que de longe pode ser sentido, além de tamanho e peso que a destacam entre as maiores do mundo, oferecendo volume que rende produção de suco, polpa congelada, sorvete, licor, doce em calda, compota e geleia.
As sementes, que servem de aperitivo quando assadas ou cozidas e de farinha para o preparo de biscoitos se moídas em grande quantidade, completam a lista de derivados da fruta mais conhecidos entre os brasileiros e que podem gerar lucro ao produtor.
Novidade para muitos, a jaca ainda pode ser cozida como um vegetal para alimentação. Na Índia, de onde a fruta é originária, a polpa é fermentada para ser aproveitada como matéria-prima para a fabricação de aguardente. In natura, no entanto, é a forma mais comum de ser consumida em todos os lugares onde é cultivada.
Doce e saborosa, a jaca é dotada de muita fibra, cálcio, fósforo, ferro e vitaminas do complexo B, sendo sua polpa comestível um alimento saudável para todos. Está madura e pronta para ser consumida assim que a casca torna-se amarelo-acastanhada. Com medidas que variam de 22 a 90 centímetros de comprimento e 13 a 50 centímetros de diâmetro, a fruta apresenta peso entre 3 e 60 quilos.
Com desenvolvimento vigoroso em países de clima tropical, a jaqueira (A. heterophyllus) foi trazida para cá pelos portugueses no século XVIII e teve boa adaptação, sobretudo nas regiões de temperaturas mais quentes na maior parte do ano. Atualmente, tem plantio concentrado nos limites da Amazônia e pelo litoral que se estende do Pará até o sul do país.
Cada jaqueira pode produzir anualmente de 50 a 100 frutos, os quais também têm uso na medicina popular. No tratamento de tosses, o bago é recomendado, enquanto a semente é indicada para reequilibrar desarranjos intestinais. Há quem adote a resina expelida da árvore como cicatrizante. A jaqueira, de copa irregular e altura entre 15 e 25 metros, cujos frutos nascem nos galhos e troncos mais grossos, é até apreciada como planta ornamental.
Mãs à obra
>>> INÍCIO 
Se a escolha for pelo plantio de sementes, elas devem ser de frutos oriundos de jaqueiras precoces, sadias e vigorosas. Contudo, podem ser encontradas em viveiristas e em lojas de produtos agropecuários mudas de pé-franco, que são produzidas a partir de sementes. O preço, dependendo do tamanho, pode oscilar de R$ 5 a R$ 15. Indica-se ter mais de uma variedade no pomar para obter uma boa produção.
>>> ambiente A jaqueira prefere locais onde prevalece o calor, principalmente regiões quentes e úmidas. Tem bom desenvolvimento e produção de qualidade, inclusive em locais de clima subtropical e semiárido, se adotado o uso de irrigação. Concentre o cultivo da planta em dias com bastante sol, temperatura média de 25 C e chuvas bem distribuídas.
>>> PLANTIO Indica-se realizar o plantio da jaqueira na época em que se inicia a estação das águas. Os solos devem ser férteis, bem profundos e drenados. Dê preferência para o tipo areno-argiloso com pH entre 6 e 6,5, sem que haja possibilidade de encharcamentos. Quando plantada em locais de temperaturas mais elevadas, a semente chega a germinar espontaneamente.
>>> TRANSPLANTIO A semeadura deve ser diretamente em pequenos sacos pretos individuais, com medidas de 20 x 30 centímetros. Antes, preencha cada unidade com uma mistura de terra areno-argilosa. Também podem ser utilizadas três partes de terra de mata e uma de esterco de curral bem curtido. Desbaste as mudas quando atingirem 5 centímetros de altura, procedimento que vai deixá-las mais vigorosas. O transplantio para o local definitivo deve ser feito apenas quando as mudas alcançarem de 15 a 20 centímetros de altura, ou mais.
>>> covas A abertura precisa ser feita com dois meses de antecedência do plantio, nas medidas 50 x 50 x 50 centímetros ou 60 x 60 x 60 centímetros. Como as mudas necessitam de sombreamento parcial no início do plantio, folhas de palmeiras podem ajudar na cobertura de 50% da área de cultivo. A incidência de luz no terreno vai ganhando mais espaço com o crescimento das plantas.
>>> cuidados Apesar de rústica, a jaqueira pode ser atacada por predadores como abelha-cachorro, arlequim-da-mata, besouro-do-fruto e cochonilhas. As doenças que mais incidem na planta são a antracnose e a podridão parda.
>>> PRODUÇÃO Pelo perfume acentuado das jacas, é possível identificar que chegou o momento da colheita. Estão prontos para colher após 180 a 200 dias do florescimento. No entanto, assegure o amadurecimento pressionando a casca com os dedos. Ela deve estar firme e com as saliências bem destacadas e amarelas.
Raio X
Solo: 
profundo, fértil e bem drenado
Clima: tropical e úmido
Área mínima: são indicadas de 2 a 3 plantas para pomares domésticos e de 50 a 100 unidades para plantios comerciais
Colheita: a partir do florescimento, ocorre em 180 a 200 dias
Custo: varia de R$ 5 a R$ 15, dependendo do tamanho
*Luiz Carlos Donadio é engenheiro agrônomo e consultor do portal TodaFruta (www.todafruta.com.br), Via de Acesso Prof. Paulo Donatto Castelane, s/no, Jaboticabal (SP), CEP 14884-900, tel. (16) 3209-2692
Onde comprar: em viveiristas que podem ser indicados pela Associação Brasileira de Frutas Raras (ABFR), www.abfrutasraras.com

Mais informações: Donadio, L. C.; Nachtigal, J. C; e Sacraento, C. K. do. Frutas exóticas. Funep. Jaboticabal. 1998. 279 p. Donadio, L. C. Dicionário das frutas. Jaboticabal. 2007. 300p. Donadio, L. C. e Posella, R. P. Valor nutricional de frutas. 2011
http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2014/07/como-plantar-jaca.html

Empresa brasileira cria tampas de garrafas que viram peças de montar


Por Carol Bento | 


Poder reutilizar embalagens nem sempre é possível, normalmente tudo que consumimos é jogado no lixo ou reciclado. Foi pensando nisso que surgiu as Clever Caps, tampinhas com duas vidas que funcionam para fechar garrafas e como pecinhas de montar.
Um projeto que reúne inovação, criatividade e sustentabilidade.  A ideia foi do CEO da Clever Pack, Claudio Patrick Vollers, que criou uma solução sustentável com novo conceito para as tampas, o do reúso, que diminui o impacto ambiental comparado com o ciclo da reciclagem.
As Clever Caps foram desenvolvidas para funcionar na maioria das roscas de garrafas do mercado. Além de cumprir a função como tampa de garrafa, elas também se encaixam uma às outras e podem ser reutilizadas para criar combinações como brinquedos, peças de decoração e ainda são compatíveis com as peças de Lego, possibilitando outras formas de utilização.
As primeiras embalagens estão sendo utilizadas desde abril deste ano nas garrafas de água Petrópolis Paulista.
Clever-Caps-2Clever-Capsclevercaps2clevercaps3clevercaps4garrafa-de-água-mineral-da-Águas-Petrópolis-Paulista-com-tampas-Clever-Caps

Com tetos solares, bairro alemão já produz quatro vezes mais energia do que consome

Por Marcos Luppi | 

Alguém ainda tem dúvida de que esse é o caminho?
Limpa, segura e abundante, a energia solar está, sem dúvida,entre os mais sustentáveis e melhores meios para obter energia elétrica. E por falar em sustentabilidade, quantas soluções sustentáveis são possíveis em um único bairro, cidade ou comunidade? Uma grande prova disso é o vilarejo alemão conhecido como Schlierberg, que nos mostra que os alemães realmente entendem e levam a sério o tema.
Share on facebookShare on twitteLimpa, segura e abundante, a energia solar está, sem dúvida, entre os mais sustentáveis e melhores meios para obter energia elétrica. E por falar em sustentabilidade, quantas soluções sustentáveis são possíveis em um único bairro, cidade ou comunidade? Uma grande prova disso é o vilarejo alemão conhecido como Schlierberg, que nos mostra que os alemães realmente entendem e levam a sério o tema.
As 59 residências que compõem o bairro de aproximadamente 11.000 m² (há ainda um edifício comercial, chamado de Sun Ship – Navio Solar) são feitas de madeira. Praticam o reuso de água de chuva, usam materiais ecológicos, isolamento térmico a vácuo e um ambiente livre de carros, pois todos ficam em um estacionamento no Sun Ship, também fazem parte do escopo e dão um show de respeito às pessoas e à natureza.
Mas não para por aí, a característica que mais chama a atenção em Schlierberg é sua eficiência. Extremamente bem projetada, a vila “usa e abusa” de telhados feitos com placas fotovoltaicas, que como resultado geram cerca 4 vezes mais energia elétrica do que o necessário para consumo próprio. Tamanha eficiência proporciona a não emissão de aproximadamente 500 toneladas de CO2 na atmosfera, segundo dados do próprio arquiteto responsável pelo projeto, Rolf Disch.
Confira abaixo algumas imagens do local, que além de eficiente é muito bonito.
Solarsiedlung_Dachaufsicht
Solarsiedlung_Sonnenschiff_Penthaus
Plusenergiehaus_Westseite
Innenaufnahme_3  
http://razoesparaacreditar.com/cultivar/com-tetos-solares-bairro-alemao-ja-produz-quatro-vezes-mais-energia-do-que-consome/

http://razoesparaacreditar.com/cultivar/com-tetos-solares-bairro-alemao-ja-produz-quatro-vezes-mais-energia-do-que-consome/
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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Carne bovina é dez vezes mais custosa ao meio ambiente, diz estudo


PUBLICADO . EM CONSUMO RESPONSÁVEL
Produção de gado bovino demanda de mais recursos naturais, como terra e água, que outras culturas (Foto: Cristino Martins/O Liberal)
Criação de gado bovino demanda mais recursos naturais que demais culturas.
Estudo foi publicado nesta semana na revista científica 'PNAS'.
Da EFE
O gado bovino demanda 28 vezes mais terra e 11 vezes mais irrigação que os suínos e as aves, e uma dieta com sua carne é dez vezes mais custosa para o meio ambiente, segundo um estudo publicado esta semana pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a "PNAS".
A equipe observou as cinco fontes principais de proteínas na dieta dos americanos: produtos lácteos, carne bovina, carne de aves, carne de suínos e ovos. O propósito era calcular os custos ambientais por unidade nutritiva, isto é uma caloria ou grama de proteína. A composição do índice encontrou dificuldades dada à complexidade e variações na produção dos alimentos derivados de animais.
Por exemplo, o gado pastoreado na metade ocidental dos Estados Unidos emprega enormes superfícies de terra, mas muito menos água de irrigação que em outras regiões, enquanto o gado em currais e alimentado com ração consome principalmente milho, que requer menos terra, mas muito mais água e adubos nitrogenados.
A informação que os pesquisadores usaram como base para seu estudo proveio, majoritariamente, dos bancos de dados do Departamento de Agricultura.
Os insumos agropecuários levados em consideração incluíram o uso da terra, da água de irrigação, das emissões dos gases que contribuem ao aquecimento atmosférico, e do uso de adubos nitrogenados.
Carne 'cara'
Os cálculos mostraram que o alimento humano de origem animal com o custo ambiental mais elevado é a carne bovina: dez vezes mais alto que todos os outros produtos alimentícios de origem animal, inclusive carne suína e de aves. "O gado requer, na média, 28 vezes mais terra e 11 vezes mais água de irrigação, emite cinco vezes mais gases e consome seis vezes mais nitrogênio que a produção de ovos ou carne de aves", indica o estudo.
Por seu lado, a produção de carne suína ou de aves, os ovos e os lácteos mostraram custos ambientais similares. Os autores se mostraram surpreendidos pelo custo ambiental da produção de lácteos, considerada em geral menos onerosa para o ambiente.
Se for levado em conta o preço de irrigação e os adubos que se aplicam na produção da ração que alimenta o gado bovino para ordenha assim como a ineficiência relativa das vacas comparadas com outros bovinos, o custo ambiental dos lácteos sobe substancialmente.
A pesquisa foi conduzida por Ron Milo do Instituto Weizmann de Ciência, em Rehovot (Israel), com a colaboração de pesquisadores do Centro Canadense de Pesquisa de Energias Alternativas, do Conselho Europeu de Pesquisa, e Charles Rotschild e Selmo Nissenbaum, do Brasil.

Fonte: G1 Natureza.

Como plantar jacinto

Coloridas e vistosas, as flores exalam um perfume agradável que destaca a planta no crescente segmento da floricultura

POR JOÃO MATHIAS

como_plantar_flor_jacinto (Foto: Thinkstock)


Ideal para plantio em vasos e jardineiras, o jacinto (Hyacinthus orientalis) pode fazer parte da decoração de interiores, além de compor jardins e canteiros instalados ao ar livre. De cores intensas, a flor, cuja altura varia de 20 a 50 centímetros, tem tamanho adequado e beleza para fazer parte de qualquer ambiente de residências, estabelecimentos comerciais e locais públicos.
Perfumada, a flor do jacinto aromatiza naturalmente o lugar onde se encontra, proporcionando uma sensação de proximidade com a natureza. Como seu exuberante e colorido florescimento ocorre na primavera, particularmente em regiões de clima frio, onde as condições naturais permitem que o bulbo passe por uma fase de dormência, que acontece durante todo o inverno, a planta é uma ótima opção para celebrar a alegre estação das flores.
Em áreas mais quentes, no entanto, o jacinto cresce somente se for submetido a algum processo de indução artificial, prática que tornou-se possível com a profissionalização da floricultura. Por aqui, a planta de ciclo perene tem a região serrana do Sul como uma das melhores para o seu cultivo, porém, o uso de câmara fria para o período de repouso permite a adaptação da cultura em qualquer Estado brasileiro.
O jacinto é uma planta de características específicas, dotado de bulbo e com quatro a seis folhas estreitas, espessas, brilhantes e longas em tom verde-escuro que nascem na base do caule. Ereta, cilíndrica e suculenta, a haste da inflorescência possui flores com seis pétalas agrupadas em forma de espiga. São cerosas, simples ou dobradas, em branco, amarelo, laranja, rosa, vermelho e azul.
Originário dos continentes asiático, africano e europeu, o jacinto tem mais de 60 variedades disponíveis para cultivo, proporcionando um amplo leque de opções para o produtor aproveitar as oportunidades do crescente mercado de flores deflagrado no país.
como_plantar_flor_jacinto (Foto: Thinkstock)
Mãos à obra
>>> INÍCIO Os bulbos de jacinto adaptados para cultivo intensivo devem ser importados, pois não existem aqui empresas que os produzam. Na região de Holambra, há comércio de bulbos oriundos da Holanda. Não é recomendável a compra do material de produtores locais nem fazer uso da produção da própria propriedade. Os bulbos são perenes e, com o tempo, passam a contar com inflorescências cada vez menores, o que inviabiliza a atividade.
>>> ambiente Na fase de dormência, mantenha os bulbos fora do solo, em locais secos, ventilados e sem exposição ao sol. Para estimular e iniciar a brotação e o florescimento, exponha-os a climas mais frios (em ambientes com ar condicionado). Após esse período, plante-os em condições de luminosidade alta, mas sem exposição direta ao sol, para o lançamento das folhas e da inflorescência terminal. Se a intenção for o plantio em jardins, todo o procedimento deve ser realizado no outono, para que o bulbo receba o estímulo do frio no inverno e inicie a brotação e florescimento na primavera. Apesar de gostar de temperaturas baixas, o jacinto não tolera geadas.

>>> PLANTIO Escolha os bulbos sem manchas ou lesões, como podridões, e os maiores – acima de 5 centímetros – para produção de inflorescências com tamanho adequado. Em jardins, o plantio deve ser em solo bem revolvido e enriquecido com matéria orgânica. O bulbo deve ser enterrado com o ápice para cima a uma profundidade que tenha o dobro de seu tamanho e com espaçamento de um palmo entre um e outro. No caso de utilizar vasos individuais para produção comercial, recomendam-se recipientes de plástico (pote 12 ou 14) preenchidos com substrato leve, bem drenado, fértil e mantido úmido. Controle o uso de substratos ricos em matéria orgânica para não danificar o bulbo.
>>> propagação É feita por meio da separação de bulbilhos que se originam ao redor do bulbo-mãe após o florescimento. Cultive os bulbilhos para que cresçam sem que recebam estímulos para florescimento. Quando se tornam bulbos de tamanho entre 6 e 8 centímetros, devem ser induzidos para o florescimento para obtenção de hastes florais maiores. Em condições artificiais, o estímulo deve ser realizado com a retirada dos bulbos do solo e com a poda das folhas amarelecidas e das raízes, para um período de repouso. Em um ambiente seco e ventilado, mantenha o material por quatro dias e, depois, armazene-o em local refrigerado de 4 ºC a 10 ºC por prazos mais longos. Plante os bulbos quando desejar produzir a flor.

>>> ADUBAÇÃO Use a formulação NPK 10-10-10 a 15 gramas por metro quadrado uma vez por mês para favorecer o aumento dos bulbos e bulbilhos em plantios em jardins. Reforce a adubação NPK 4-14-8 na época da floração para obter flores maiores e mais duráveis. Em vasos, jarras, floreiras, entre outros recipientes, o jacinto pode ser plantado no interior de ambientes próximos a janelas.
>>> covas Deixe de 15 a 20 centímetros de distância entre covas feitas em solo fresco. A profundidade pode variar de 10 a 15 centímetros.
>>> cuidados Os maiores problemas durante o cultivo do jacinto são as podridões causadas por bactérias que, em geral, ocorrem por excesso de umidade do solo ou do substrato. Por isso, evite deixar o solo encharcado. Quando perceber podridões, retire os bulbos danificados e elimine-os. Também é comum em plantios ao ar livre a presença de lagartas que devoram as folhas e bulbos e, em alguns casos, eliminam a planta. O combate às pragas pode ser manual ou utilize inseticidas indicados por um técnico responsável.

>>> PRODUÇÃO O jacinto floresce na primavera desde que plantado no início do outono. Se o plantio foi realizado no solo e a intenção é vender o jacinto como flor de corte, faça a colheita com uma tesoura bem afiada, cortando na base da haste floral e acondicionando-as em câmara fria. No caso de uso de vaso ou de outro tipo de suporte, as flores vistosas permanecem nos respectivos recipientes. Leve-as à comercialização no momento em que iniciar a abertura das primeiras flores.


Raio X
Solo: soltos, drenáveis e úmidos
Clima: frio
Área mínima: pode ser plantado em vasos
Colheita: na primavera
Custo: a unidade ultrapassa os R$ 20 no varejo


*Fábio Alessandro Padilha Viana é engenheiro agrônomo, doutor em produção e tecnologia de sementes de flores e plantas ornamentais e professor da Universidade de Brasília (UnB), tel. (61) 8601-8619 ou (61) 8284-3345, fabioapviana@unb.br

Onde comprar: algumas empresas no Brasil importam bulbos da Europa, como a Terra Viva, em Holambra, SP, http://www.terraviva.agr.br/bulbos/

Mais informações: na casa da Agricultura do município e órgãos de extensão rural da região

domingo, 27 de julho de 2014

Como plantar louro

A folha, que, além de aromática, proporciona sabor especial às refeições, é popular entre os brasileiros e tem demanda certa no mercado

POR JOÃO MATHIAS

como_plantar_louro (Foto: Amilton Vieira/Ed. Globo)
O segredo do sabor de uma receita culinária pode estar nos pequenos detalhes. Embora tidos como coadjuvantes em uma refeição, na qual são, em geral, usados em pouca quantidade, condimentos, temperos e especiarias são, muitas vezes, os responsáveis por dar aquele “toque” diferente na elaboração de um prato.
Além de ressaltar o paladar dos alimentos, esses ingredientes podem ser utilizados para outras finalidades. Popular entre os brasileiros e com demanda cotidiana em feiras, pequenos comércios, varejões e entrepostos atacadistas de hortifrutigranjeiros, o louro (Laurus nobilis L.) é uma planta que, segundo relatos, também pode ser aplicada em projetos paisagísticos e como fonte de madeira.
No entanto, desde milhares de anos a folha do loureiro, dotada de propriedades nutracêuticas e medicinais, é aproveitada como condimento importante pelos povos do Mediterrâneo, região na qual se originou. De importância econômica para muitos agricultores, o cultivo de louro contribui para aumentar a renda mensal de seus produtores.
De copa arredondada, a árvore adapta-se muito bem a regiões de clima temperado e subtropical, com temperatura na faixa de 10 º C a 18 º C. Embora seja considerada uma planta perene, é necessário realizar seu replantio quando o ressecamento leva-a à morte.
A região do município de São Roque, no interior do Estado de São Paulo, destaca-se como polo de produção de louro. A topografia local, onde existem serras e morros, oferece condições ideais para o cultivo do loureiro, que demanda solo de áreas de altitude, independentemente do tipo e do grau de fertilidade do terreno.
A colheita dos ramos com as folhas é anual, sendo que a primeira delas ocorre cerca de um ano após o início do plantio, o qual recomenda-se realizar na primavera, estação de clima mais ameno. Vistosas e com aroma característico, as folhas do loureiro chegam ao mercado consumidor por meio dos tradicionais canais de venda do varejo alimentício.
Mãos à obra
>>> INÍCIO O planejamento é o ponto de partida para qualquer atividade agrícola, inclusive o conhecimento dos custos e das receitas do plantio. Por isso, é indicado obter mais informações com profissionais que já possuem alguma experiência. Comprar mudas de loureiro de produtores idôneos também é um bom começo para o cultivo. Em São Roque, a unidade é vendida a R$ 5, porém, o preço pode cair até pela metade dependendo da quantidade adquirida.
>>> AMBIENTE O cultivo de louro tem boa adaptação em regiões com altitude entre 800 e 1.000 metros e onde a temperatura noturna é amena. A planta gosta de clima temperado e subtropical, sobretudo quando a temperatura mantém-se entre 10 ºC e 18 ºC.
>>> ALPORQUIA Método adotado para propagar o louro, a prática é comum em espécies que não apresentam bom resultado com o sistema de estacas, como lichia, azaleia, ciprestes e outros. Faça o enraizamento dos ramos aéreos com mais de 30 centímetros de comprimento e diâmetro entre 0,5 centímetro e 2 centímetros, utilizando um substrato úmido – um musgo chamado esfágno – no local e acima do anelamento, o qual deve ser realizado de 5 a 20 milímetros e ao redor da haste após a remoção das folhas. Em seguida, retire a casca. Proteja a área de ressecamento com um plástico transparente ou preto, amarrando firmemente suas duas extremidades.
>>> REPLANTE As raízes começam a aparecer em meio ao esfágno, em média, três meses após a realização da alporquia. Destaque o galho e corte-o com uma tesoura de poda e, então, retire o plástico, o fitilho e imediatamente replante a parte enraizada em um canteiro com solo preparado com adubo orgânico. Pode ser também em sacos plásticos com 3 a 5 litros de substrato. Quando se desenvolverem, as mudas estarão prontas para o transplante para o local definitivo.
>>> TRANSPLANTE É indicado, preferencialmente, a partir da primavera, início da estação das chuvas, ideal para o melhor desenvolvimento das mudas de louro. Ao redor das mudas transplantadas, realize a capina ou o coroamento para impedir o crescimento de plantas daninhas que possam prejudicar o crescimento do louro.
>>> COVA Deve ser aberta com 40 centímetros de largura e 40 centímetros de profundidade. Recomenda-se a adubação no plantio. Utilize somente adubo orgânico na dose de 5 litros, misturado com o solo retirado da cova. Em geral, na região de São Roque, é adotado espaçamento de 1,2 metro por 1,2 metro entre covas, devido ao plantio ocorrer em terreno com declive, impossibilitando o uso de tratores.
>>> CUIDADOS Mantenha o restante da área de plantio limpo, utilizando uma roçadeira. O objetivo é deixar uma cobertura vegetal ou um manto verde para proteger a superfície do solo contra a erosão. Tratos culturais, como controle de plantas invasoras, adubação orgânica em cobertura, podas de inverno, reposição de plantas nas falhas, entre outros, devem ser levados em consideração para a sustentabilidade do empreendimento.
>>> PRODUÇÃO Os ramos com folhas podem ser colhidos a partir de 12 meses do plantio e uma vez por ano, quando é realizada a poda drástica de inverno, a cerca de 20 centímetros de altura da superfície do solo. Ao longo dos anos, a produtividade aumenta de acordo com o crescimento da base do loureiro.

Raio x
Solo: localizado em região de altitude
Clima: de regiões com altitude entre 800 e 1.000 metros e noite com temperatura amena
Área mínima: pode ser plantado em canteiros
Colheita: a partir do primeiro ano de plantio
Custo: R$ 5 é o preço da muda


*Issáo Ishimura e Sebastião Wilson Tivelli são pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), issao@apta.sp.gov.br e tivelli@apta.sp.gov.br; e Waldemar Pires de Camargo Filho é pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), camargofilho@iea.sp.gov.br). As instituições são ligadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Onde comprar: Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, mas antes é necessário verificar a disponibilidade do material; e viveiristas e produtores instalados na região de São Roque (SP)

Mais informações: com técnicos da extensão rural da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Agricultura de São Roque, tel. (11) 4784-8527 e (11) 4784-9635

sábado, 26 de julho de 2014

Como plantar azedinha

Pouco difundida no mercado, a folhosa de sabor levemente ácido tem apelo comercial por ser alimento muito nutritivo

POR JOÃO MATHIAS

como_plantar_azedinha (Foto: Thinkstock)


Em outubro passado, foi lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o Manual de Hortaliças Não Convencionais, material elaborado por profissionais de várias instituições de pesquisas e desenvolvimento do país com o objetivo de incentivar a demanda de hortaliças e variedades locais. Cultivados em boa parte por agricultores familiares em pequenas áreas e para consumo próprio, esses alimentos ainda podem gerar renda ao produtor se aproveitado o apelo comercial da importância nutricional que possuem, como fonte de vitaminas, sais minerais e fibras.
Folhosa dotada de um agradável e estimulante sabor ácido, assim como o próprio nome sugere, a azedinha (Rumex acetosa) é uma das hortaliças contempladas no manual. Fresca e picada, é ótima para saladas e sucos; quando refogada, é usada para incrementar sopas e molhos. Além de ser alimento saboroso e nutritivo para a dieta do produtor, tem mercado consumidor em potencial e que pode incrementar o orçamento de quem comercializá-la.
A azedinha tem bom desenvolvimento em regiões de clima ameno, temperatura que ocorre entre os Estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Desde que haja umidade, seu cultivo pode ser realizado o ano inteiro. Também são encontrados plantios esporádicos da hortaliça em áreas de altitude – acima de 1.000 metros – no Centro-Oeste. Embora não se saiba ao certo a origem da planta, há exemplares em estado silvestre na Europa e na Ásia.
Apesar de rústica e de poucas exigências, a azedinha necessita de água, por ser uma herbácea perene, sobretudo nos meses de seca. Boa condução da lavoura também se consegue com o desmembramento dos propágulos das touceiras, quando as plantas estiverem muito adensadas, e o monitoramento quanto à infestação de formigas cortadeiras, cupins e besouros desfolhadores (vaquinha e idiamim). Como é geralmente cultivada em áreas pequenas, os tratos com a hortaliça são feitos manualmente.
A azedinha atinge até 20 centímetros de altura, formando touceiras com dezenas de propágulos – estrutura que se desprende da matriz para dar origem a uma nova unidade geneticamente idêntica (clone). A seleção e a manutenção de variedades locais resultaram em pequenas modificações: folhas mais ou menos largas, diversos tons de verde e paladar diferente quanto à acidez.

Mãos à obra
>>> INÍCIO 
As mudas de azedinha são, em geral, obtidas junto a agricultores familiares. Porém, como trata-se de uma planta ainda pouco difundida, há a alternativa de solicitar mudas em instituições de pesquisa e desenvolvimento que estão promovendo o cultivo de hortaliças não convencionais. Atenção à sanidade e ao vigor das mudas. Faça uma desinfestação por imersão em solução de água sanitária a 5% por um minuto. Em seguida, enxague- as com água limpa.
>>> AMBIENTE Clima ameno é o ideal para o plantio de azedinha, que se desenvolve bem em temperaturas entre 5 ºC e 30 ºC. Acima ou abaixo desse intervalo, o crescimento da hortaliça é prejudicado, por não tolerar calor excessivo e ter as folhas reduzidas quando o frio se intensifica.
>>> PLANTIO Bem drenado, não compactado e com bom teor de matéria orgânica deve ser o solo para o cultivo da azedinha. Para a propagação, desmembre os propágulos das touceiras e plante-os em recipientes, para depois transplantá-los, ou direto no local definitivo. O cultivo pode ser realizado em qualquer época do ano, caso seja em região onde predomina o clima ameno e haja umidade para o desenvolvimento da planta. Março a julho são os meses recomendados para o plantio de azedinha em regiões tropicais, com verão quente e inverno ameno.
>>> ESPAÇAMENTO Mantenha de 20 a 25 centímetros de distância entre plantas, que podem ser acomodadas em canteiros semelhantes aos utilizados para o cultivo de alface, com 1 a 2 metros de largura por 10 a 15 centímetros de altura. Faça aração e gradagem do solo, além de realizar a análise para aplicação de calcário. Indica-se pH entre 5,8 e 6,3. Se for necessário corrigir a acidez, faça com pelo menos 60 dias de antecedência do plantio.
>>> ADUBAÇÃO Como a azedinha não tem uma adubação específica, utilize pela metade a mesma destinada para o cultivo de alface. No plantio, recomenda-se até 200 quilos por hectare de P2O5; 60 quilos por hectare de K2O; 20 quilos por hectare de N; e 25 toneladas por hectare de esterco de curral curtido, ou, preferencialmente, compostado.  Recomenda-se a aplicação de 20% de K e de N no plantio e o restante parcelado mensalmente a partir da primeira colheita.
>>> CUIDADOS Embora a azedinha não seja uma planta exigente, por ser rústica, é bom capinar e irrigar o plantio de acordo com a necessidade. Como é uma hortaliça perene, no período seco é preciso aumentar as regas. No caso de infestação de pragas, o controle pode ser manual, por meio de catação, ou com aplicação de caldas repelentes ou inseticidas. Se for muito alta, recomenda-se podar as partes mais atacadas e renovar os canteiros.
>>> PRODUÇÃO Varia de dois a três maços, com aproximadamente 100 gramas, por metro quadrado por semana. A colheita ocorre a partir de 50 a 60 dias após o plantio. Retire as folhas à medida que atingem de 10 a 20 centímetros ao longo de seis meses, período em que os canteiros voltam a ser renovados. Duram um dia para o consumo, mas, se bem acondicionadas, aumentam o tempo de vida útil. Quando acomodadas em bandejas de isopor com filme plástico, sacos plásticos ou recipiente fechado, podem ser mantidas na geladeira por até cinco dias.

Raio x
Solo: 
bem drenado e com muita matéria orgânica
Clima: ameno
Área mínima: canteiro de horta
Colheita: de 50 a 60 dias após o plantio
Custo: em geral, as mudas são repassadas entre agricultores familiares

http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2014/01/como-plantar-azedinha.html